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Nacionalidade dos Papas: qual país teve mais pontífices?

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Papa Francisco, em encontro com crianças no Vaticano
Reprodução/VaticanNews

Papa Francisco, em encontro com crianças no Vaticano


Igreja Católica Apostólica Romana tem 1 bilhão e 390 milhões de batizados ao redor de todo o planeta, segundo o  Vatican News . Ao mesmo tempo, o catolicismo mantém alinhada às raízes européias — ainda que a religião ultrapasse as fronteiras. 


E isso vai muito além da nomenclatura, que leva o nome da capital da Itália no nome. Outro indicativo é a nacionalidade dos líderes. O argentino  Papa Francisco, que morreu na última segunda-feira (21), é o primeiro da  América Latina.

A exceção americana é acompanhada pelo resto do mundo, com exceção da Europa. Desde a morte de Gregório 3º, nascido na Síria no ano de 741, todos os papas eram do Velho Continente. Foram quase 1300 anos, até a ascenção do então bispo da  Argentina.

O Papa Leão XIII, líder da Igreja Católica de 1878 até sua morte, em 1903, foi o primeiro a ser filmado na história.
Reprodução

O Papa Leão XIII, líder da Igreja Católica de 1878 até sua morte, em 1903, foi o primeiro a ser filmado na história.


Dentro da supremacia europeia, a outra nacional: a da Itália. Dos 266 líderes máximos da Igreja Católica, 211 eram italianos. Desde o fim da Idade Média, em 1453, foram 57 papas, sendo 50 da Itália.

O polonês  Karol Wojtyla, que assumiu o posto sob nome de João Paulo II, em 1978, foi o primeiro Papa não italiano em 455 anos. O holandês Adriano VI, que foi o  Santo Papa em 1522, havia sido o último. 


Após os italianos, o top-3 de nacionalidades dos papas aos longo da história se encerra com a  França, com 15, e a  Grécia, com 14. Síria (6), Alemanha (8), Espanha (3), Iuguslávia (2), Portugal (1), Palestina (1), Inglaterra (1), Holanda (1), Polônia (1) e Argentina (1) completam a lista. Três papas eram da África romana, que corresponde ao atual território de Tunísia e Líbia.

A lista completa de Papas da Igreja Católica:

  1. São Pedro (33 a 67)
  2. São Lino (67 a 76)
  3. Santo Anacleto (76 a 88)
  4. São Clemente I (88 a 97)
  5. Santo Evaristo (97 a 105)
  6. Santo Alexandre I (105 a 115)
  7. São Sisto I (115 a 125)
  8. São Telésforo (125 a 136)
  9. Santo Higino (136 a 140)
  10. São Pio I (140 a 154)
  11. Santo Aniceto (155 a 166)
  12. São Sotero (166 a 174)
  13. Santo Eleutério (174 a 189)
  14. São Vitor I (189 a 199)
  15. São Zeferino (199 a 217)
  16. São Calisto I (217 a 222)
  17. Santo Urbano I (222 a 230)
  18. São Ponciano (230 a 235)
  19. Santo Antero (235 a 236)
  20. São Fabiano (236 a 250)
  21. São Cornélio (251 a 253)
  22. São Lúcio I (253 a 254)
  23. Santo Estevão I (254 a 257)
  24. São Sisto II (257 a 258)
  25. São Dionísio (259 a 268)
  26. São Félix I (269 a 274)
  27. Santo Eutiquiano (275 a 283)
  28. São Caio (283 a 296)
  29. São Marcelino (296 a 304)
  30. São Marcelo I (308 a 309)
  31. Santo Eusébio (309 a 310)
  32. São Melquíades (311 a 314)
  33. São Silvestre I (314 a 335)
  34. São Marcos (336)
  35. São Júlio I (337 a 352)
  36. Libério (352 a 366)
  37. São Dâmaso I (366 a 384)
  38. São Sirício (384 a 399)
  39. Santo Anastácio I (399 a 401)
  40. Santo Inocêncio I (401 a 417)
  41. São Zósimo (417 a 418)
  42. São Bonifácio I (418 a 422)
  43. São Celestino I (422 a 432)
  44. São Sisto III (432 a 440)
  45. São Leão Magno (440 a 461)
  46. Santo Hilário (461 a 468)
  47. São Simplício (468 a 483)
  48. São Félix III (II) (483 a 492)
  49. São Galásio I (492 a 496)
  50. Anastácio II (496 a 498)
  51. São Símaco (498 a 514)
  52. São Hormisdas (514 a 523)
  53. São João I (523 a 526)
  54. São Félix IV (III) (526 a 530)
  55. Bonifácio II (530 a 532)
  56. João II (533 a 535)
  57. Santo Agapito I (535 a 536)
  58. São Silvério (536 a 537)
  59. Vigílio (537 a 555)
  60. Pelágio I (556 a 561)
  61. João III (561 a 574)
  62. Bento I (575 a 579)
  63. Pelágio II (579 a 590)
  64. São Gregório I (590 a 604)
  65. Sabiniano (604 a 607)
  66. Bonifácio III (607 a 608)
  67. São Bonifácio IV (608 a 615)
  68. São Adeodato I (615 a 618)
  69. Bonifácio V (619 a 625)
  70. Honório I (625 a 638)
  71. Severino (640)
  72. João IV (640 a 642)
  73. Teodoro I (642 a 649)
  74. São Martinho I (649 a 655)
  75. Santo Eugênio I (655 a 657)
  76. São Vitaliano (657 a 672)
  77. Adeodato II (672 a 676)
  78. Dono (676 a 678)
  79. Santo Ágato (678 a 681)
  80. São Leão II (682 a 683)
  81. São Bento II (684 a 685)
  82. João V (685 a 686)
  83. Cônon (686 a 687)
  84. São Sérgio I (687 a 701)
  85. João VI (701 a 705)
  86. João VII (705 a 707)
  87. Sisínio (707 a 708)
  88. Constantino I (708 a 715)
  89. São Gregório II (715 a 731)
  90. São Gregório III (731 a 741)
  91. São Zacarias (741 a 752)
  92. Estevão II (752 a 757)
  93. São Paulo I (757 a 767)
  94. Estevão III (768 a 772)
  95. Adriano I (772 a 795)
  96. São Leão III (795 a 816)
  97. Estevão IV (816 a 817)
  98. São Pascoal I (817 a 824)
  99. Eugênio II (824 a 827)
  100. Valentim I (827)
  101. Gregório IV (827 a 844)
  102. Sério II (844 a 847)
  103. São Leão IV (847 a 855)
  104. Bento III (855 a 858)
  105. São Nicolau I (858 a 867)
  106. Adriano II (867 a 872)
  107. João VIII (872 a 882)
  108. Mariano I (882 a 884)
  109. Santo Adriano III (884 a 885)
  110. Estevão V (885 a 891)
  111. Formoso (891 a 896)
  112. Bonifácio VI (896)
  113. Estêvão VI (896 a 897)
  114. Romano (897)
  115. Teodoro II (897)
  116. João IX (898 a 900)
  117. Bento IV (900 a 903)
  118. Leão V (903)
  119. Sérgio III (904 a 911)
  120. Anastácio III (911 a 913)
  121. Lando (913 a 914)
  122. João X (914 a 928)
  123. Leão VI (928)
  124. Estevão VII (929 a 931)
  125. João XI (931 a 935)
  126. Leão VII (936 a 939)
  127. Estêvão VIII (939 a 942)
  128. Marino II (942 a 946)
  129. Agapito II (946 a 955)
  130. João XII (955 a 964)
  131. Leão VIII (964 a 965)
  132. Bento V (965)
  133. João XIII (965 a 972)
  134. Bento VI (973 a 974)
  135. Bento VII (974 a 983)
  136. João XIV (983 a 984)
  137. João XV (984 a 996)
  138. Gregório V (996 a 999)
  139. Silvestre II (999 a 1003)
  140. João XVII (1003)
  141. João XVIII (1003 a 1009)
  142. Sérgio IV (1009 a 1012)
  143. Bento VIII (1012 a 1024)
  144. João XIX (1024 a 1032)
  145. Bento IX (1032 a 1044)
  146. Silvestre III (1044)
  147. Bento IX (2ª vez) (1045)
  148. Gregório VI (1045 a 1046)
  149. Clemente II (1046 a 1047)
  150. Bento IX (3ª vez) (1047 a 1048)
  151. Dâmaso II (1048)
  152. São Leão IX (1049 a 1054)
  153. Vitor II (1055 a 1057)
  154. Estêvão IX (1057 a 1058)
  155. Nicolau II (1059 a 1061)
  156. Alexandre II (1061 a 1073)
  157. São Gregório VII (1073 a 1085)
  158. Beato Vitor III (1086 a 1087)
  159. Beato Urbano II (1088 a 1099)
  160. Pascoal II (1099 a 1118)
  161. Gelásio II (1118 a 1119)
  162. Calisto II (1119 a 1124)
  163. Honório II 91124 a 1130)
  164. Inocêncio II (1130 a 1143)
  165. Celestino II (1143 a 1144)
  166. Lúcio II (1144 a 1145)
  167. Beato Eugênio III (1145 a 1153)
  168. Anastácio IV (1153 a 1154)
  169. Adriano IV (1154 a 1159)
  170. Alexandre III (1159 a 1181)
  171. Lúcio III (1181 a 1185)
  172. Urbano III (1185 a 1187)
  173. Gregório VIII (1187)
  174. Clemente III (1187 a 1191)
  175. Celestino III (1191 a 1198)
  176. Inocêncio III (1198 a 1216)
  177. Honório III (1216 a 1227)
  178. Gregório IX (1227 a 1241)
  179. Celestino IV (1241)
  180. Inocêncio IV (1243 a 1254)
  181. Alexandre IV (1254 a 1261)
  182. Urbano IV (1261 a 1264)
  183. Clemente IV (1265 a 1268)
  184. Beato Gregório X (1271 a 1276)
  185. Beato Inocêncio V (1276)
  186. Adriano V (1276)
  187. João XXI (1276 a 1277)
  188. Nicolau III (1277 a 1280)
  189. Matinho IV (1281 a 1285)
  190. Honório IV (1286 a 1287)
  191. Nicolau IV (1288 a 1292)
  192. São Celestino V (1293 a 1294)
  193. Bonifácio VIII (1294 a 1303)
  194. Beato Bento XI (1303 a 1304)
  195. Clemente V (1305 a 1314)
  196. João XXII (1316 a 1334)
  197. Bento XII (1334 a 1342)
  198. Clemente VI (1342 a 1352)
  199. Inocêncio VI (1352 a 1362)
  200. Bento Urbano V (1362 a 1370)
  201. Gregório XI (1370 a 1378)
  202. Urbano VI (1378 a 1389)
  203. Bonifácio IX (1389 a 1404)
  204. Inocêncio VII (1404 a 1406)
  205. Gregório XII (1406 a 1415)
  206. Martinho V (1417 a 1431)
  207. Eugênio IV (1431 a 1447)
  208. Nicolau V (1447 a 1455)
  209. Calisto III (1455 a 1458)
  210. Pio II (1458 a 1464)
  211. Paulo II (1464 a 1471)
  212. Sisto IV (1471 a 1484)
  213. Inocêncio VIII (1484 a 1492)
  214. Alexandre VI (1492 a 1503)
  215. Pio III (1503)
  216. Júlio II (1503 a 1513)
  217. Leão X (1513 a 1521)
  218. Adriano VI (1522 a 1523)
  219. Clemente VII (1523 a 1534)
  220. Paulo III (1534 a 1549)
  221. Júlio III (1550 a 1555)
  222. Marcelo II (1555)
  223. Paulo IV (1555 a 1559)
  224. Pio IV (1559 a 1565)
  225. São Pio V (1566 a 1572)
  226. Gregório XIII (1572 a 1585)
  227. Sisto V (1585 a 1590)
  228. Urbano VII (1590)
  229. Gregório XIV (1590 a 1591)
  230. Inocêncio IX (1591)
  231. Clemente VIII (1592 a 1605)
  232. Leão XI (1605)
  233. Paulo V (1605 a 1621)
  234. Gregório XV (1621 a 1623)
  235. Urbano VIII (1623 a 1644)
  236. Inocêncio X (1644 a 1655)
  237. Alexandre VII (1655 a 1667)
  238. Clemente IX (1667 a 1669)
  239. Clemente X (1670 a 1676)
  240. Beato Inocêncio XI (1676 a 1689)
  241. Alexandre VIII (1689 a 1691)
  242. Inocêncio XII (1691 a 1700)
  243. Clemente XI (1700 a 1721)
  244. Inocêncio XIII (1721 a 1724)
  245. Bento XIII (1724 a 1730)
  246. Clemente XII (1730 a 1740)
  247. Bento XIV (1740 a 1758)
  248. Clemente XIII (1758 a 1769)
  249. Clemente XIV (1769 a 1774)
  250. Pio VI (1775 a 1799)
  251. Pio VII (1800 a 1823)
  252. Leão XII (1823 a 1829)
  253. Pio VIII (1829 a 1830)
  254. Gregório XVI (1831 a 1846)
  255. Pio IX (1846 a 1878)
  256. Leão XIII (1878 a 1903)
  257. São Pio X (1903 a 1914)
  258. Bento XV (1914 a 1922)
  259. Pio XI (1922 a 1939)
  260. Pio XII (1939 a 1958)
  261. João XXIII (1958 a 1963)
  262. Paulo VI (1963 a 1978)
  263. João Paulo I (1978)
  264. João Paulo II (1978 a 2005)
  265. Bento XVI (2005 a 2013)
  266. Francisco (2013 a 2025)


Fonte: Turismo

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Conheça o Centro Histórico da Cidade de Goiás: onde história, poesia e tradições permanecem vivas

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A cerca de 140 quilômetros de Goiânia, Cidade de Goiás, também conhecida como Goiás Velho, preserva um dos acervos arquitetônicos coloniais mais autênticos do interior do Brasil. Reconhecida como Patrimônio Mundial da Unesco em 2001, a antiga capital do estado encanta visitantes com suas ruas de pedra, casas de taipa, pontes históricas e uma rica tradição cultural marcada pela poesia de Cora Coralina e pelas celebrações religiosas.

Fundada no início do século 18, durante o Ciclo do Ouro, a cidade nasceu do povoamento liderado pelos bandeirantes. O isolamento geográfico ao longo dos séculos e a transferência da capital do estado para Goiânia, na década de 1930, ajudaram a preservar o traçado urbano original, perfeitamente integrado às margens do Rio Vermelho e aos pés da Serra Dourada.

Reconhecimento

A Unesco concedeu o título de Patrimônio Mundial ao Centro Histórico da Cidade de Goiás por ser um testemunho excepcional da ocupação e da expansão do território brasileiro para o interior durante os séculos 18 e 19.

O reconhecimento destaca a arquitetura local, que usou técnicas e materiais da região, como a taipa de pilão e o pau-a-pique, além da perfeita harmonia entre as construções coloniais e a paisagem natural ao redor.

O que fazer

Entre os principais atrativos da Cidade de Goiás estão:

  • Casa de Cora Coralina: às margens do Rio Vermelho, a antiga residência da poetisa abriga acervo pessoal, móveis, livros e objetos que contam sua história e obra.

  • Palácio do Conde dos Arcos: antiga sede do governo goiano, preserva móveis antigos, jardins e obras de arte que relembram os períodos Colonial e Imperial.

  • Museu das Bandeiras: instalado no antigo prédio da Câmara e Cadeia, reúne acervo com objetos, documentos e arte sacra da época da colonização.

  • Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte: atual Museu de Arte Sacra da Cidade de Goiás, guarda o maior acervo das esculturas de Veiga Valle, importante artista do barroco goiano.

  • Igreja Matriz de Santana: situada na praça principal, é a matriz histórica e um dos marcos visuais do Centro Histórico.

  • Chafariz de Cauda: monumento em pedra, construído no século 18, para abastecimento de água da antiga capital.

  • Mercado Municipal: ponto de encontro para provar a gastronomia típica, como o empadão goiano, empadas e cachaças locais.

  • Rota dos Doces Caseiros: tradição mantida por doceiras locais que produzem doces cristalizados e em calda, símbolo da identidade cultural da cidade.

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Quando visitar

A Cidade de Goiás pode ser visitada durante todo o ano, mas alguns eventos tornam a experiência ainda mais especial:

  • Semana Santa e Procissão do Fogaréu: a mais famosa tradição da cidade reúne milhares de visitantes à meia-noite da Quarta-Feira Santa, quando homens encapuzados percorrem as ruas escuras com tochas acesas ao som de tambores.

  • Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (FICA): um dos mais importantes festivais do audiovisual ambiental da América Latina, movimentando a cidade com exibições, oficinas e atrações musicais.

  • Festival Gastronômico do Estado de Goiás: evento que celebra a culinária regional reunindo chefs, pratos típicos e apresentações culturais.

Como chegar

Cidade de Goiás fica na região central do estado, distante cerca de 140 quilômetros de Goiânia.

Para quem chega de avião, o ponto de desembarque mais próximo é o Aeroporto Internacional de Goiânia, a partir de onde o trajeto até a Cidade de Goiás é feito de carro ou ônibus pela rodovia GO-070, em um percurso de aproximadamente duas horas.

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Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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