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Maldivas x Polinésia Francesa: entenda as diferenças entre os destinos

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Maldivas x Polinésia Francesa: entenda as diferenças entre os destinos
Bárbara Ligero

Maldivas x Polinésia Francesa: entenda as diferenças entre os destinos

Bangalôs construídos sobre palafitas em um mar turquesa que parece não ter fim. O cenário de sonho, que ocupa o imaginário de muitos viajantes, pode ser encontrado tanto nas Maldivas quanto na Polinésia Francesa . De fato, os destinos têm em comum as praias que podem ser descritas sem nenhum exagero como paradisíacas, donas de uma vida rica marinha. Mas as diferenças entre eles são numerosas e podem ser determinantes na hora de escolher entre um e outro.

A seguir, você confere alguns pontos para ter em mente na hora de optar por Maldivas ou Polinésia Francesa :

Como chegar

Maldivas: Não há voos diretos entre o Brasil e as Maldivas, que ficam ao sul da Índia, no Oceano Índico. A forma mais comum de chegar é fazendo uma conexão em Dubai (com a Emirates) ou Doha (com a Qatar). São pouco mais de 19h no avião somando os dois voos, sem contar o tempo de espera entre um e outro. Existe também a possibilidade de fazer conexões em destinos da Europa, como Istambul (com a Turkish), Roma (com a ITA Airways), Paris (com a Air France) e Londres (com a British Airways). O tempo no avião fica entre 20 e 22 horas. Os voos pousam em Malé, a capital do país, que é pouco atraente e tem uma elevada densidade populacional. Por isso, ainda será necessário pegar um barco e até mesmo um hidroavião para chegar à ilha onde fica o resort escolhido.

Polinésia Francesa: A Polinésia Francesa, por sua vez, fica no meio do Oceano Pacífico Sul, a leste da Austrália e a oeste da América do Sul. Também não há voos diretos para lá saindo do Brasil e, nesse caso, as possibilidades de voos são mais escassas. Atualmente, a melhor forma de chegar é indo primeiro para Los Angeles (com a Latam) e depois para a Polinésia Francesa (com a United ou com a Air Tahiti Nu). Os dois voos somam 21 horas. A chegada é em Papeete, a capital do país, na ilha do Tahiti, que já tem bastante apelo turístico. Ainda assim, é inegável que as praias mais bonitas estão em outras ilhas, então é provável que você ainda tenha que pegar mais um voo até o seu destino final.

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Observação: Era comum que os brasileiros viajassem para a Polinésia Francesa pelo Chile, mas essas rotas já não existem mais. Quem parte do Chile também tem que voar até Los Angeles ou para Auckland, na Nova Zelândia.

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Gzzz
Nas Maldivas, é comum que os viajantes tenham que pegar hidroaviões para chegar à ilha onde está o seu resort Gzzz/Wikimedia Commons

Combinação com outros destinos

Maldivas: Há quem aproveite a longa viagem até as Maldivas para conhecer mais um destino durante um stopover, que é quando o viajante estende o tempo de conexão no voo de ida ou volta. A Emirates oferece stopover de até dois dias em Dubai. A Qatar, de até quatro dias em Doha. Com a Turkish, o stopover em Istambul pode ser de até três dias, e a aérea ainda dá direito a acomodação gratuita em hotéis (uma noite para classe econômica e duas, para a classe executiva). Saiba mais sobre stopover aqui.

Polinésia Francesa: Uma possibilidade é tirar alguns dias para conhecer Los Angeles ou outros destinos dos Estados Unidos na ida ou na volta da Polinésia Francesa.

Dubai
Muitos combinam a viagem às Maldivas com uma parada em Dubai Hans-Jürgen Schmidt/Pixabay

Melhor época

Maldivas: A melhor época para visitar as Maldivas é durante a estação seca, de novembro a abril.

Polinésia Francesa: Já na Polinésia Francesa, a estação seca vai de maio a outubro.

Paisagem

Maldivas: O país é formado por 1.200 ilhas coralinas, em sua maioria pequenas, de concessão privada e administradas por redes hoteleiras. O hotel acaba sendo o destino e não faz muito sentido ficar pulando de ilha em ilha, já que as paisagens são semelhantes em qualquer região das Maldivas: horizonte plano, areias brancas, alguns coqueiros, mar turquesa e arrecifes onde é possível observar a vida marinha. As atividades geralmente são aquáticas e há muitos momentos de descanso.

Polinésia Francesa: O país é composto por 118 ilhas bem verdes e de revelo montanhoso, sendo as mais famosas Tahiti, Bora Bora, Moorea, Rangiroa, Raiatea e Taha’a. Cada uma possui as suas particularidades: elas têm vida fora dos resorts, com vilarejos próprios e atrações naturais. Por isso, é comum que os viajantes conheçam mais de uma ilha durante a viagem. Além de atividades aquáticas, há trilhas e cachoeiras.

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Fabien BELLANGER
Ilha de Bora Bora: relevo montanhoso é característica da Polinésia Francesa Fabien BELLANGER/Unsplash

Cultura

Maldivas: As ilhas geralmente se resumem ao resort e, na ausência de povoados, é difícil ter contato com a cultura local. A maior parte da população é muçulmana e, por isso, há restrições em relação ao consumo de carne de porco e bebidas alcoólicas em lugares públicos. Mas esses produtos geralmente podem ser encontrados dentro dos hotéis, ainda que a preços de produtos importados. O uso de biquínis nas praias dos resorts também é liberado. A culinária é internacional, com algumas influências árabes e indianas. O idioma principal é o divehi, mas a grande maioria fala inglês.

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Polinésia Francesa: Os viajantes têm mais contato com a cultura polinésia, seja através de apresentações de dança e canto, das esculturas tiki e da culinária, que utiliza muito peixe cru e leite de coco. O país é um território ultramarino da França e por isso o idioma oficial é o francês, mas as línguas polinésias ainda são faladas pela população, que em sua maioria também sabe inglês. A principal religião é o cristianismo.

Polinésia Francesa
Apresentação de dança no Tahiti Kazuo ota/Unsplash

Veja um guia completo das Maldivas

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Fonte: Turismo

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No frio? Conheça a praia brasileira com mar quente o ano todo

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No frio? Conheça a praia brasileira com mar quente o ano todo
Reprodução/Youtube/@Rio para Pobres

No frio? Conheça a praia brasileira com mar quente o ano todo

Enquanto o inverno se aproxima e as temperaturas caem em grande parte do país, um destino no  litoral do Rio de Janeiro oferece um contraste surpreendente: águas quentes durante todo o ano. Localizada próxima à Usina Nuclear de Angra dos Reis, a Praia do Laboratório atrai visitantes em busca de um mergulho relaxante, mesmo nos dias mais frios.

Por que a água é quente?

O fenômeno ocorre devido ao processo de resfriamento das usinas nucleares Angra 1 e Angra 2. A água do mar é utilizada para resfriar o vapor gerado na produção de energia elétrica e, após passar por um sistema isolado, é devolvida ao oceano com temperatura entre 3°C e 5°C mais elevada.

Segundo a Eletronuclear, responsável pelas usinas, não há contato entre a água do mar e materiais radioativos, garantindo segurança aos banhistas. Monitoramentos realizados pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) confirmam que a praia é própria para banho desde 2016.


Um cenário paradisíaco e tranquilo

Com uma pequena faixa de areia cercada por vegetação exuberante, a Praia do Laboratório é um refúgio pouco explorado por turistas. Suas águas calmas são ideais para mergulho e observação da vida marinha, incluindo tartarugas que frequentam a região.

O acesso não é sinalizado, o que ajuda a preservar a tranquilidade do local. Partindo de São Paulo, o trajeto mais comum é pela Rodovia Rio-Santos (BR-101), seguindo por uma estrada asfaltada próxima às usinas. Apesar da ausência de infraestrutura comercial, vendedores ambulantes costumam circular no local durante a alta temporada.

Destaque nas redes sociais

Recentemente, a praia ganhou fama após um vídeo de um mergulho nas águas quentes viralizar nas redes sociais, alcançando milhões de visualizações. Apesar de algumas dúvidas sobre a segurança devido à proximidade com a usina, não há riscos à saúde.

@destinosmaisincriveis A Praia do Laboratório fica localizada perto das usinas nucleares em Angra dos Reis, RJ e tem uma característica incomum: água quente o ano inteiro. 🏖️🏝️ O aquecimento é provocado por um processo da central nuclear que capta uma grande quantidade de água do mar para resfriar o vapor utilizado para movimentar um gerador de eletricidade. De acordo com a Eletronuclear, responsável por operar as usinas Angra 1 e 2, o resfriamento acontece em um circuito separado do sistema primário e, por isso, a água não tem nenhum contato com radioatividade. Ou seja, o processo não contamina a água que é devolvida ao mar. Ela só entra e sai com uma temperatura de três a cinco graus mais quente. 📍Praia do Laboratório – Angra dos Reis, RJ . . Gostou da publicação? Segue e compartilha! . . #angradosreis #angra #costaverde #praiadolaboratorio #riodejaneiro #rj #errejota #destinosmaisincriveis #paisagens #ferias #natureza #pordosol #nascerdosol #praia #beach #paraiso #turismo #viajar #viagem #viagens #travelphotography #tiktoktravel #travel #luxurytravel #vacation #goodvibes #lifestyle #positivevibes ♬ som original – destinosmaisincriveis


Vale a pena visitar?

Para quem busca um destino diferente, longe das agitações turísticas, a Praia do Laboratório é uma ótima opção. Além do banho relaxante, o cenário natural proporciona um dia de paz e conexão com a natureza. Recomenda-se levar água e alimentos, já que o local não conta com quiosques ou restaurantes.

Se a ideia é fugir do frio e mergulhar em águas quentes em pleno inverno, esse recanto escondido no litoral fluminense pode ser a escolha perfeita.

Como chegar:

Partindo de São Paulo: siga pela BR-101 (Rio-Santos) até Angra dos Reis.
Acesso à praia: procure uma estrada asfaltada próxima às usinas nucleares (não há placas indicativas).
Estacionamento: há um local para estacionar perto da orla.

Fonte: Turismo

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