Turismo
Companhias aéreas cancelam voos em 11 cidades do Nordeste
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Onze municípios do Nordeste serão afetados a partir de fevereiro com a suspensão de voos de duas campanhias aéreas. Os novos cancelamentos serão nas cidades de Barrerinhas, no Maranhão, e Teresina, a capital piauiense, Jericoacoara, no litoral do Ceará, e Natal, no Rio Grande do Norte.
A Azul Conecta já havia anunciado o fim das operações nas cidades Crateús (CE), São Benedito (CE), Mossoró (RN) São Raimundo Nonato (PI), Sobral (CE), e Iguatu (CE). A partir de 10 de março essas cidades não terão voos comerciais. Neste mesmo dia a cidade de Paranaíba (PI) perderá os voos para Jericoacoara.
Os voos em São Raimundo Nonato são operados pela Azul para o Recife com aeronaves modelo ATR-72 que transportam até 70 passageiros. As demais cidades eram atendidas com aeronaves Cessna Grand Caravan que transportam 9 passageiros.
Alta do dólar é um dos motivos dos cancelamentos
As cidades de Correia Pinto, em Santa Catarina, e Rio Verde, no interior de Goiás, também não terão voos a partir de 10 de março da Azul Conecta. Essas duas cidades também não são atendidas por outras empresas aéreas.
Segundo comunicado divulgado pela Azul Linhas Aéreas, empresa proprietária da Azul Conecta, a suspensão dos voos é resultado do aumento dos custos operacionais da aviação, impactados pela crise global na cadeia de suprimentos e a alta do dólar .
Teresina pederá voos da Latam para São Luís
A Latam vai cancelar a partir de 22 de fevereiro os voos diretos entre Teresina e São Luís. Atualmente a Lartam é a única que faz a ligação sem escalas entre as duas capitais. Segundo a companhia, os clientes afetados poderão pedir reembolso dos valores pagos ou optar pelos voos com conexões em Fortaleza ou Brasília.
A partir de 30 de março serão encerrados oss vooss diretos da Lata,m entre o Rio de Janeiro (Aeroporto do Galeão) e Natal. A Latam alegou motivos comercais, sem detalhar os cancelamentos. Segundo a companhia, os passageiros poderão optar por voos com conexão em São Paulo/Guarulhos, São Paulo/Congonhas ou Brasília. Para mais informações, o cliente deve acessar diretamente a seção ‘Minhas Viagens’ no site latam.com.
Ainda segundo a Lataam, atualmente são oferecidoss 52 voos semanais a partir de Natal para seus maiores hubs de conexão no país: Brasília, São Paulo/Congonhas, São Paulo/Guarulhos e Fortaleza.
Fonte: Turismo
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Onde o Cerrado encontra os versos: a jornada de 300 km pelo Caminho de Cora Coralina
Imagine uma jornada onde cada passo ecoa um verso. No coração do Brasil, o Caminho de Cora Coralina é muito mais que uma trilha: é a única rota de longo curso do mundo com temática poética. Ao longo de 300 quilômetros pelo Cerrado, o itinerário reúne natureza preservada, memórias do período colonial, gastronomia típica e a alma da escritora mais amada de Goiás. É o encontro perfeito entre o esforço físico e a sutileza das palavras.
Estruturada em 13 trechos, a aventura pode ser feita a pé ou de bicicleta, começando no município de Corumbá de Goiás e seguindo até a histórica Cidade de Goiás, reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco.
Ao longo desse trajeto, o viajante tem a oportunidade de conhecer outras seis cidades cheias de charme e história: Cocalzinho de Goiás, Pirenópolis, São Francisco de Goiás, Jaraguá, Itaguari e Itaberaí.
A experiência se torna ainda mais especial durante a passagem por povoados ricos em identidade cultural, como Caxambú, Radiolândia, Vila Aparecida, Alvelândia, Palestina, São Benedito, Calcilândia e Ferreiro, onde a hospitalidade goiana e a culinária típica do interior dão o tom de cada parada.
Além do resgate histórico, o Caminho de Cora Coralina proporciona uma verdadeira imersão na natureza intocada do Cerrado brasileiro. Os caminhantes e ciclistas atravessam áreas de preservação fundamentais para o ecossistema nacional, como o Parque Estadual dos Pireneus, o Geoparque dos Pireneus, o Parque Estadual da Serra de Jaraguá, a APA da Serra Dourada e o Parque Municipal da Estrada Imperial.
A trilha
A criação da trilha – idealizada em 2013 e estruturada a partir de 2017 – resgata caminhos de antigos desbravadores, apoiando-se em relatos históricos clássicos, como a jornada de Luís da Cunha Menezes, em 1778; os registros dos naturalistas Auguste de Saint-Hilaire e Johan Emanuel Pohl, no século XIX; as memórias de Oscar Leal e o próprio Relatório Cruls, que demarcou o Planalto Central.
O nome da rota homenageia Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, a poetisa Cora Coralina, que imortalizou em seus versos os becos, as pedras e a alma do interior goiano.
Para registrar e eternizar essa caminhada, os viajantes contam com o Passaporte do Peregrino. À medida que o turista avança pelo percurso, ele coleta carimbos nos pontos de apoio e povoados parceiros, comprovando a conclusão do trajeto. Muito mais do que uma validação formal, o passaporte se transforma em um diário de bordo, onde cada carimbo representa uma lembrança que o viajante guardará para o resto da vida.
Como chegar
Planejar a viagem para o Caminho de Cora Coralina é simples. Para quem chega de outros estados, os principais pontos de desembarque são os aeroportos e rodoviárias de Brasília ou Goiânia, que ficam respectivamente a apenas 115 quilômetros e 113 quilômetros de distância de Corumbá de Goiás, o ponto de partida oficial.
Hoje, a trilha é gerida por uma associação formalizada com mais de 30 empreendedores locais e dezenas de voluntários, que oferecem suporte completo de alimentação, pouso e orientação, garantindo que o visitante desfrute de uma viagem confortável.
Trilhas de Longo Curso
Atualmente, o Brasil conta com 246 trilhas, que passam por 327 Unidades de Conservação (UC). Juntas, as trilhas possuem mais de 25.000 km planejados, com cada trilha identificada por uma logomarca em formato de pegada, nas cores preta e amarela, que pode ser personalizada com sua logomarca inserindo, dentro do formato de pegada, um desenho próprio que a represente.
As atividades mais praticadas em uma trilha de longo curso são as caminhadas, mas não se limitando a essa prática. O visitante pode encontrar diversas outras atividades, como cicloturismo, canoagem, montanhismo, observação de aves, corridas, campismo, observação de fauna, flora ou formações geológicas, dentre outras.
Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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