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Como vivem os 28 habitantes da menor cidade do mundo

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Hum, localizada na Croácia, numa área de 100 metros de comprimento por 35 metros de largura
Reprodução

Hum, localizada na Croácia, numa área de 100 metros de comprimento por 35 metros de largura


Reconhecida pelo Guinness World Records como a menor cidade do mundo, Hum e seus 28 habitantes vivem do turismo local. 

Hum está localizada na península da Ístria, no norte da Croácia, e vem variando entre 20 e 30 habitantes há muitos anos, segundo relatos dos moradores. Tem um restaurante, duas igrejas e três lojas, em duas ruas.

Imóveis ficam em fileiras paralelas

Mesmo com uma população tão pequena, Hum preserva sua designação como cidade devido a critérios históricos e culturais da Croácia. Além disso, possui todas as instalações administrativas de uma cidade, entre elas a prefeitura de Hum.

Entrada da cidade de Hum, com placa ostentando a fama de menor cidade do mundo
Reprodução

Entrada da cidade de Hum, com placa ostentando a fama de menor cidade do mundo


A cidadezinha fica no topo de uma montanha e preserva suas características medievais, com muralhas parcialmente destruídas e algumas casas de pedra que ocupam uma estrutura retangular, com cerca de 100 metros de comprimento e 35 metros de largura.

A organização espacial do município consiste em três fileiras paralelas de casas que se estendem de leste a oeste, duas ruas que as separam e uma praça principal, junto ao portão principal da localidade.

Hum fica no topo de uma montanha e preserva suas características medievais
Reprodução

Hum fica no topo de uma montanha e preserva suas características medievais


Cidade milenar permance entre muralhas

população participa de uma eleição anual , em 11 de junho, Dia de Hum, para escolher o prefeito. As mulheres, no entanto, não podem votar e nem concorrer ao cargo.

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O núcleo urbano, com as fortificações, os portões da cidade e o primeiro conjunto de casas, foi construído há mil anos, no século XI.

Com o passar do tempo, Hum foi danificada em conflitos e invasões. A forma que a cidade tem hoje foi concluída no início do século XIX, com a construção da igreja paroquial da Assunção de Virgem Maria, que ocupa uma posição central na cidade.

Mesmo com tantos conflitos e reconstruções, quase nada foi construído fora das muralhas, tendo seu desenvolvimento permanecido nos limites estabelecidos no início da Idade Média.

Uma das poucas estruturas construídas fora do limite das muralhas é o cemitério de Hum.

Ponto turístico, mas com poucas hospedagens

As pouquíssimas famílias são profundamente conectadas às suas tradições, e procuram manter rituais e costumes que foram transmitidos ao longo de gerações.

Fama de menor cidade do mundo atrai muitos turistas à cidadezinha
Reprodução

Fama de menor cidade do mundo atrai muitos turistas à cidadezinha

São essas tradições, as características medievais preservadas e o fato de ter se popularizado como a menor cidade do mundo que a tornaram uma cidade tão pitoresca e capaz de atrair tantos turistas, principalmente entre os meses de maio e setembro, devido ao clima mediterrâneo.

Esta época coincide com diversos eventos e festivais locais. É quando a cidade fica cheia e as menos de três dezenas de pessoas que moram em Hum convivem diariamente com muitos veículos e ônibus de turistas, de várias partes do mundo.

Torre do relógio e a igreja da Assunção de Virgem Maria, no centro
Reprodução

Torre do relógio e a igreja da Assunção de Virgem Maria, no centro

Mas são poucas as possibilidades de hospedagem na cidade. Em Hum, o movimento de veículos e ônibus de turistas é permitido somente até 14h30. Depois disso, só é permitida a circulação de turistas que estão hospedados na cidade.

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Um dos destaques, além dos marcos históricos da cidade, é o turismo gastronômico, com uso de ingredientes típicos da região, como trufas e queijos artesanais.

A cidade também é famosa pelo Biska, um licor tradicional de uva e visco, e pela Medovina, uma bebida feita a partir da fermentação de mel, considerada uma experiência de sabor que representa bem a tradição culinária da área.

A cidade também é famosa pelo Biska, um licor tradicional feito de uva e visco
Reprodução

A cidade também é famosa pelo Biska, um licor tradicional feito de uva e visco

Marcos históricos

O Portão Medieval funciona como a entrada oficial da cidade, ostentando detalhes ornamentais do século XI em bronze.

Nesta entrada oficial, os visitantes podem acompanhar a história de Hum preservada em painéis escritos em Glagolítico ou Glagólitsa, que é o mais antigo dos alfabetos eslavos que se conhecem.

De acordo com historiadores, o Glagolítico foi criado por monges bizantinos, por volta de 862-863, para traduzir a Bíblia e outros textos para as línguas eslavas.

Na entrada da cidade, a história é preservada em painéis escritos em Glagolítico, antigo alfabeto eslavo
Reprodução

Na entrada da cidade, a história é preservada em painéis escritos em Glagolítico, antigo alfabeto eslavo

Em toda a região de Istria, que fica no mar Adriático, este alfabeto foi muito utilizado durante muitos séculos. No artesanato local, o alfabeto glagolítico está presente em colares, brincos, letras feitas em cerâmica, jarros.

Há também a ruela glagolítica, um complexo de monumentos, com escritos neste alfabeto antigo, que se espalha ao longo da estrada que chega a Roč, cidade que fica a 5 quilômetros de Hum..

A ruela glagolítica, um complexo de monumentos que se espalha ao longo da estrada que liga Hum à vizinha Roc
Reprodução

A ruela glagolítica, um complexo de monumentos que se espalha ao longo da estrada que liga Hum à vizinha Roc

Hum possui ainda a igreja de São Jerônimo. No centro, está também o Centro Medieval e a Torre do Relógio.

A cidadezinha está localizada a cerca de 200 quilômetros de  Zagreb, a capital da Croácia. O trajeto de carro leva cerca de 2h30.

Hum está localizada na península da Ístria, no norte da Croácia
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Hum está localizada na península da Ístria, no norte da Croácia


Fonte: Turismo

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No frio? Conheça a praia brasileira com mar quente o ano todo

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No frio? Conheça a praia brasileira com mar quente o ano todo
Reprodução/Youtube/@Rio para Pobres

No frio? Conheça a praia brasileira com mar quente o ano todo

Enquanto o inverno se aproxima e as temperaturas caem em grande parte do país, um destino no  litoral do Rio de Janeiro oferece um contraste surpreendente: águas quentes durante todo o ano. Localizada próxima à Usina Nuclear de Angra dos Reis, a Praia do Laboratório atrai visitantes em busca de um mergulho relaxante, mesmo nos dias mais frios.

Por que a água é quente?

O fenômeno ocorre devido ao processo de resfriamento das usinas nucleares Angra 1 e Angra 2. A água do mar é utilizada para resfriar o vapor gerado na produção de energia elétrica e, após passar por um sistema isolado, é devolvida ao oceano com temperatura entre 3°C e 5°C mais elevada.

Segundo a Eletronuclear, responsável pelas usinas, não há contato entre a água do mar e materiais radioativos, garantindo segurança aos banhistas. Monitoramentos realizados pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) confirmam que a praia é própria para banho desde 2016.


Um cenário paradisíaco e tranquilo

Com uma pequena faixa de areia cercada por vegetação exuberante, a Praia do Laboratório é um refúgio pouco explorado por turistas. Suas águas calmas são ideais para mergulho e observação da vida marinha, incluindo tartarugas que frequentam a região.

O acesso não é sinalizado, o que ajuda a preservar a tranquilidade do local. Partindo de São Paulo, o trajeto mais comum é pela Rodovia Rio-Santos (BR-101), seguindo por uma estrada asfaltada próxima às usinas. Apesar da ausência de infraestrutura comercial, vendedores ambulantes costumam circular no local durante a alta temporada.

Destaque nas redes sociais

Recentemente, a praia ganhou fama após um vídeo de um mergulho nas águas quentes viralizar nas redes sociais, alcançando milhões de visualizações. Apesar de algumas dúvidas sobre a segurança devido à proximidade com a usina, não há riscos à saúde.

@destinosmaisincriveis A Praia do Laboratório fica localizada perto das usinas nucleares em Angra dos Reis, RJ e tem uma característica incomum: água quente o ano inteiro. 🏖️🏝️ O aquecimento é provocado por um processo da central nuclear que capta uma grande quantidade de água do mar para resfriar o vapor utilizado para movimentar um gerador de eletricidade. De acordo com a Eletronuclear, responsável por operar as usinas Angra 1 e 2, o resfriamento acontece em um circuito separado do sistema primário e, por isso, a água não tem nenhum contato com radioatividade. Ou seja, o processo não contamina a água que é devolvida ao mar. Ela só entra e sai com uma temperatura de três a cinco graus mais quente. 📍Praia do Laboratório – Angra dos Reis, RJ . . Gostou da publicação? Segue e compartilha! . . #angradosreis #angra #costaverde #praiadolaboratorio #riodejaneiro #rj #errejota #destinosmaisincriveis #paisagens #ferias #natureza #pordosol #nascerdosol #praia #beach #paraiso #turismo #viajar #viagem #viagens #travelphotography #tiktoktravel #travel #luxurytravel #vacation #goodvibes #lifestyle #positivevibes ♬ som original – destinosmaisincriveis


Vale a pena visitar?

Para quem busca um destino diferente, longe das agitações turísticas, a Praia do Laboratório é uma ótima opção. Além do banho relaxante, o cenário natural proporciona um dia de paz e conexão com a natureza. Recomenda-se levar água e alimentos, já que o local não conta com quiosques ou restaurantes.

Se a ideia é fugir do frio e mergulhar em águas quentes em pleno inverno, esse recanto escondido no litoral fluminense pode ser a escolha perfeita.

Como chegar:

Partindo de São Paulo: siga pela BR-101 (Rio-Santos) até Angra dos Reis.
Acesso à praia: procure uma estrada asfaltada próxima às usinas nucleares (não há placas indicativas).
Estacionamento: há um local para estacionar perto da orla.

Fonte: Turismo

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