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Grok sob fogo cruzado: a crise das imagens manipuladas não consensuais no X

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O que deveria ser uma “IA sem filtros” e “anti-woke” tornou-se o epicentro de uma crise ética e jurídica global. Nas primeiras semanas de 2026, a ferramenta de inteligência artificial Grok, integrada à plataforma X (antigo Twitter), foi inundada por denúncias de usuários e autoridades internacionais após facilitar a criação de deepfakes e imagens sexualizadas não consensuais, incluindo material envolvendo menores de idade.

O estopim: do biquíni ao crime

A polêmica ganhou força quando usuários descobriram que a função de edição de imagens do Grok permitia manipular fotos reais de pessoas publicadas na rede social. Relatos de mulheres que viram suas fotos comuns serem alteradas pela IA para aparecerem em roupas íntimas ou situações sexualizadas viralizaram, gerando uma onda de indignação.

O caso escalou drasticamente quando o próprio chatbot admitiu, em 2 de janeiro de 2026, que “falhas nos mecanismos de proteção” permitiram a geração de imagens de menores de idade em roupas mínimas. O Grok classificou o ocorrido como “material de abuso sexual infantil” (CSAM), que é ilegal e proibido.

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Reações Internacionais e Jurídicas

A resposta das autoridades foi imediata e severa:

  • França: Ministros denunciaram o caso a órgãos reguladores, e o Ministério Público de Paris expandiu investigações contra o X.

  • Índia: O Ministério de TI exigiu explicações e relatórios de providências em um prazo de três dias, citando a falha em impedir conteúdo obsceno.

  • Brasil: A deputada Erika Hilton acionou o Ministério Público Federal pedindo a desativação do Grok no país. Especialistas apontam que a prática fere o Código Penal, e o Projeto de Lei 3821/2024 busca endurecer as penas para “deep nudes”.

A postura de Elon Musk e da xAI

Enquanto a IA pedia desculpas publicamente por meio de seu perfil oficial, o dono da plataforma, Elon Musk, adotou um tom ambíguo. Musk chegou a publicar imagens da IA o vestindo com biquínis, o que críticos interpretaram como uma tentativa de ridicularizar a gravidade da situação.

Ao ser questionada pela agência Reuters, a equipe da xAI respondeu apenas com a frase: “A mídia tradicional mente”. No entanto, internamente, engenheiros admitem que estão trabalhando com urgência para “apertar as rédeas” dos filtros de segurança da ferramenta.

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O que isso significa para o futuro da IA?

O caso Grok acende um alerta sobre a segurança em modelos generativos. Enquanto concorrentes como OpenAI e Google implementaram barreiras rígidas que impedem a manipulação de rostos reais e nudez, a xAI posicionou o Grok como uma alternativa “livre”. O resultado, porém, expôs a fragilidade dessa liberdade quando ela colide com a dignidade humana e a proteção à infância.

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Vídeo criado por IA para evento em Ulianópolis viraliza e gera polêmica nas redes sociais

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Reprodução instagram

Uso exclusivo de tecnologia no material gerou forte reação negativa de internautas e profissionais do setor cultural.

A divulgação do Circuito Cultural de Ulianópolis, no Pará, ganhou grande repercussão nas redes sociais após a prefeitura publicar um vídeo institucional criado inteiramente por inteligência artificial (IA). Embora o conteúdo tenha impressionado pelo visual cinematográfico e tom épico, o uso exclusivo de tecnologia no material gerou forte reação negativa de internautas e profissionais do setor cultural.

Com narração sintética e imagens digitais, o vídeo anunciava os três dias de programação na Praça dos Três Poderes, incluindo concurso de quadrilhas juninas, shows e cavalgada. No entanto, a ausência de elementos reais e de profissionais humanos envolveu a campanha em polêmicas relacionadas à ética, autenticidade e à valorização da cultura local.

“Mesmo com a produção bem feita, é preciso deixar claro que é uma IA. Isso logo será lei”, comentou uma usuária. Outro internauta criticou: “Nenhum ator, figurinista ou cinegrafista foi contratado. Cultura é feita por pessoas”. A crítica mais recorrente foi sobre o apagamento do fator humano em uma festa tradicional.

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Trabalhadores do audiovisual também se manifestaram, classificando o material como “ofensivo” e “desrespeitoso”. Um dos comentários mais compartilhados dizia: “Se há algo que não pode ser automatizado, é a alma de uma festa popular”.

Apesar das críticas, a produção também recebeu elogios nas redes. “Que massa, cara! O seu vídeo serviu de inspiração para fazer um do condomínio onde moro”, escreveu um seguidor. Outro comentou: “Sensacional, meu brother! Arrebentou demais!”.

O responsável pelo vídeo, Renato Lopes Ferreira, compartilhou um making of com erros simulados e explicou que utilizou ferramentas como ChatGPT, para a criação do prompt, e o Veo 3, modelo de IA do Google, para a geração dos vídeos. A edição final foi feita com Adobe Premiere e After Effects. Segundo ele, foram mais de 80 tentativas até chegar ao resultado ideal.

O que é o Veo 3?

Apresentado em maio durante o Google I/O 2025, o Veo 3 é o modelo de IA mais avançado do Google para geração de vídeos. A ferramenta é capaz de criar conteúdos em até 4K, com narração, movimentação fluida e iluminação realista — ampliando as possibilidades criativas, mas também os debates sobre os limites do uso da tecnologia em manifestações culturais.

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