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Cresce participação das mulheres em cargos de liderança no setor automotivo
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As mulheres são responsáveis por 50% das compras de novos veículos, podendo, em algumas concessionárias, chegar a 60%.
Da Assessoria

Hellen Orranna, gerente comercial da Estação Renault – Grupo Saga
O setor automotivo, tanto nas fábricas quanto nas concessionárias e oficinas, é predominantemente masculino. Contudo, a história vem mudando e a presença das mulheres no segmento é cada vez maior e o cenário que se forma inclui muito mais mulheres em cargos de liderança. Elas ocupam 37,4% dos cargos de liderança no Brasil, diz a última pesquisa de “Estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil”, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Especialistas afirmam que a dedicação das mulheres é um dos fatores para a crescente presença delas no setor automotivo. “Elas são multifuncionais, trabalham melhor em equipe, são colaborativas e intuitivas. O mundo do automóvel está evoluindo e temos o desafio do cenário ser cada vez mais digital. As mulheres se adaptam bem às mudanças”, diz Edson Maia, diretor do Grupo Saga, e diretor da Fenabrave Regional Mato Grosso.

Nádia Macanham, gestora de Desenvolvimento Humano no Grupo Rota Oeste – Concessionárias Scania e John Deere Construction
Segundo a gerente comercial da Estação Renault – Grupo Saga, Hellen Orranna, os desafios profissionais das mulheres fazem parte do cotidiano. “Todos os dias são de superação, muito aprendizado e evolução. O segmento automotivo ainda é bastante masculino e, muitas vezes, precisei fazer duas vezes mais que meus colegas. Ser inspiração para outras mulheres me deixa e motivada para continuar mostrando que somos, sim, capazes de conquistar nosso espaço”, pontua.

Mirela Haddad Malouf, gerente de vendas no setor de construção
Recentemente, uma pesquisa da “Harvard Business Review”, divulgada pela imprensa, destacou que as mulheres em cargos de liderança mostraram mais eficiência na pandemia provocada pelo novo Coronavírus. Conforme o estudo, as mulheres foram avaliadas de forma mais positiva que os homens em 13 das 19 competências gerais de liderança e possuem mais habilidades interpessoais, como por exemplo, colaboração, atuação em equipe e motivação.
Ainda sobre a abertura de espaço para mulheres, Nádia Macanham, gestora de Desenvolvimento Humano no Grupo Rota Oeste – Concessionárias Scania e John Deere Construction, avalia que o mercado de trabalho está cada vez mais dinâmico, exigindo profissionais com agilidade e pensamento divergente, capazes de lidar com as mudanças e ambiguidades. Nesse novo contexto, a diversidade ganha espaço e a contribuição feminina em diversas posições, que anteriormente eram ocupadas por homens, ganham destaque,
principalmente na liderança. “Percebo que as empresas estão mais abertas e dispostas a promoverem práticas de equidade nas oportunidades e buscam dar visibilidade aos seus talentos femininos”, destaca Nádia.
Hoje soa natural que, pelo menos, 1/3 dos cargos de liderança nas concessionárias já pertencem às mulheres e soa natural dizer que elas também possuem poder de decisão de compra. Há uma estimativa de que as mulheres influenciam diretamente na compra de 80% de todos os veículos vendidos e que são responsáveis por 50% das compras de novos veículos. Ou seja, foi-se o tempo em que os homens lideravam a compra de carros. Em algumas
concessionárias, o percentual chega a 60%.
Poder de compra
Segundo a cliente Mirela Haddad Malouf, o mercado era 100% masculino e hoje as mulheres também tem o poder de compra. “As mulheres ganharam total independência financeira e poder de compra. São empoderadas e ativas no mercado de trabalho. Junto, conquistaram a independência na escolha do carro. E sozinhas compram carros, sem receios”, opina.
Para comprovar que entende do assunto, cita os atributos que busca ao adquirir um veículo. “Tenho duas filhas e penso na segurança em primeiro lugar. Se tem airgbag, bom espaço interno, espaço no porta-malas, desempenho do motor do carro, quilômetros por litro, se tem boa performance na estrada, se é confortável, como é o acabamento interno, se tem design moderno e arrojado. Também considero os acessórios.
Simone Alves (S.A. Comunicação)
Fenabrave-MT
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Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?
Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.
Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.
E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.
Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.
Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.
Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.
No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.
O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.
2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!
Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco
Fonte: Auto
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