COVID 19
Prefeitura de Várzea Grande planeja ações voltadas para incentivar pais e crianças a buscarem a imunização como forma de prevenir contra a Covid 19
SAÚDE

Várzea Grande espera atingir ou superar, no decorrer desta semana, de 10 mil vacinados de um público estimado pelo Plano Nacional de Imunização – PNI do Ministério da Saúde, da ordem de 40 mil crianças em idade entre 5 a 11 anos.
Essa meta foi estabelecida pelo prefeito Kalil Baracat em reunião com o secretário de Saúde, Gonçalo Barros, após os resultados do Dia realizado no sábado passado quando foram vacinadas 2.023 crianças em dois locais, já que a recomendação do Ministério da Saúde é de locais separados para vacinação de crianças em relação aos demais públicos.
Desde o início da campanha, contabilizando os dados do dia ‘D’, Várzea Grande já vacinou 7.497 crianças.
O secretário municipal de Saúde de Várzea Grande, Gonçalo de Barros, esteve nos locais acompanhando o trabalho da Secretaria da Saúde e enfatizou que é muito importante esta adesão dos pais, para que gradativamente, eles passem a confiar na ciência e na Saúde Pública, pois a melhor forma de proteger a criança da pandemia é vacinando. O secretário também anunciou, com a anuência do prefeito Kalil Baracat, um novo ponto fixo, para vacinar crianças no município, ficando a Unidade de Saúde do bairro Santa Isabel, exclusivo para vacinar os pequenos.
Todo um planejamento tem que ser montado com logística e pessoal para se colocar uma Unidade de Saúde exclusivamente para se vacinar crianças.
“Estes dados são o reflexo da vacina, da dedicação da linha de frente, da evolução da ciência e da responsabilidade de cada cidadão que está garantido sua imunização. Pelo balanço apresentado tivemos uma adesão positiva no Dia D, o que nos traz uma tranquilidade maior, pois estamos conseguindo avançar com a imunização dos menores, conforme o planejado. Mesmo assim, solicito aos pais que compareçam na unidade de saúde para vacinar as crianças. Vamos esta semana, também planejar novas iniciativas para alavancarmos ainda mais a vacinação. Independente do momento, a prioridade do governo Kalil Baracat é uma vida mais segura para todos”, destacou o secretário da Saúde, Gonçalo de Barros.
A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande passa a partir de agora a ter a Unidade Básica de Saúde do Santa Isabel funcionando todos os dias da semana das 8 às 11 hs e das 13 às 16 hs e de forma itinerante com calendários previamente anunciados na Clínica Médica da UNIVAG e está definindo mais um ponto fixo no centro da cidade para contemplar aqueles que dependem de transporte coletivo para levarem os filhos para vacinação.

“A vacinação de crianças exige uma nova metodologia, toda uma logística diferenciada, pois os menores dependem dos pais para serem vacinados e, portanto, temos que nos adequar a realidade de todos eles, pois eles trabalham e tem outros afazeres”, disse Gonçalo Barros.
Ele lembrou ainda que de acordo as recomendações do Ministério da Saúde o imunizante Pfizer é destinado para crianças com comorbidades ou deficiências e para crianças até 5 anos. Já a Coronavac está liberada para o público de 5 a 11 anos, com ou sem comorbidades. Os pais, conforme orientação médica, poderão vacinar, conforme indicação do pediatra. A Saúde Municipal disponibiliza ambos os imunizantes.
Além de efetuar o agendamento online, para vacinar as crianças, é necessário que ela esteja acompanhada dos pais ou de um adulto munido do termo de autorização dos responsáveis. Também é obrigatório apresentar RG ou certidão de nascimento da criança, documento com foto do adulto responsável que acompanha a criança, CPF ou Cartão SUS, além do comprovante de endereço de Várzea Grande.
Outra recomendação para pais ou responsáveis é realizar o cadastro das crianças no site da Prefeitura Municipal de Várzea Grande, pelo endereço eletrônico, www.varzeagrande.mt.gov.br, e clicar no banner de imunização. O registro antecipado dos dados contribui para agilizar o atendimento nos locais de vacinação, reduzir o tempo de espera e evitar aglomerações.
SAÚDE
Região Sul fecha ciclo regional do Hackathon SUS, iniciativa do Ministério da Saúde que busca soluções inovadoras para a oncologia
O Hackathon SUS – Desafio Tecnológico chegou à última etapa regional nos dias 6 e 7 de outubro, com seletiva realizada em Curitiba (PR). O encontro reuniu startups da Região Sul que apresentaram tecnologias criadas para ajudar a enfrentar desafios relacionados ao câncer e melhorar o atendimento aos pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS). A ação busca estimular o desenvolvimento de soluções que possam contribuir para prevenir, identificar a doença mais cedo e melhorar o tratamento, ampliando as possibilidades de cuidado na rede pública.
Promovido pelo Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), o Hackathon SUS busca estimular o empreendedorismo nacional, aproximar startups, profissionais de saúde, pesquisadores, setor produtivo e instituições públicas de todo o país. A proposta também é conectar quem desenvolve novas tecnologias às necessidades de quem está na ponta do atendimento, contribuindo para que as soluções possam responder aos problemas reais da saúde pública.
“O Hackathon tem sido construído de forma muito colaborativa e participativa, e acreditamos que é assim que a inovação deve acontecer: em conjunto e a muitas mãos. Uma solução só é realmente útil quando funciona na realidade de quem a utiliza e consegue transformar a vida de quem precisa dela”, afirmou a coordenadora-geral de Dispositivos Médicos da SCTIE, Fotini Santos Toscas.
Mais do que uma competição entre empresas, o encontro em Curitiba colocou lado a lado quem desenvolve tecnologia e quem conhece de perto os serviços de saúde. Durante a programação, as equipes apresentaram seus projetos a especialistas, participaram de atividades de mentoria e acompanharam a palestra sobre o panorama do ciclo regulatório de dispositivos médicos.
Da ideia ao cuidado com pacientes
Na Região Sul, as equipes apresentaram tecnologias voltadas ao enfrentamento do câncer, com propostas para identificar a doença, apoiar a tomada de decisão dos profissionais de saúde e aprimorar procedimentos. Para selecionar as três startups finalistas foram considerados, entre outros aspectos, a maturidade das tecnologias e o potencial de aplicação no SUS, com o objetivo de contribuir para um atendimento mais rápido, preciso e seguro.
A startup “Hyla Biotech”, dirigida pelo pesquisador Leonardo Foti, desenvolveu um sensor capaz de identificar, em uma amostra comum de sangue, sinais que podem indicar a presença de um tumor de mama. O resultado fica pronto em cerca de quatro horas. O exame não substitui a mamografia nem a biópsia, mas pode funcionar como um alerta para antecipar a investigação e facilitar o acesso ao diagnóstico.
“O câncer de mama é uma das principais causas de morte dessa doença entre as mulheres. O que mais pesa é o diagnóstico chegar tarde. Queremos mudar esse quadro com uma ferramenta que antecipe o alerta disponibilizando um exame a quem hoje está longe do mamógrafo”, explicou Leonardo.
O professor Alexandre Rieger coordena uma equipe na “ConnectBio Soluções Biotecnológicas” que adaptou para a saúde uma tecnologia molecular originalmente desenvolvida para aplicações no agronegócio. A proposta foi criar um teste rápido, feito com uma amostra coletada da parte interna da bochecha do paciente, para identificar características genéticas que podem estar associadas ao risco de toxicidade do medicamento quimioterápico conhecido como 5-FU ou fluoruracila. O teste rápido (swab bucal) faz a extração de DNA, transfere-se uma pequena quantidade para um tubo com reagentes, em seguida o material é colocado em um dispositivo que mostra linhas de marcação indicando as informações genéticas do paciente.
“O resultado final sai em aproximadamente 40 a 45 minutos, sem equipamento laboratorial complexo. A intenção é fornecer informação de apoio às equipes de saúde, mas não substitui a avaliação clínica”, relatou Alexandre.
Outro finalista foi o cirurgião oncológico Rafael Seitenfus que formou uma equipe multidisciplinar composta por 12 profissionais na startup “PIPAC Brasil”. O time criou a ferramenta chamada “CarciNoChat” desenvolvida para ajudar os centros oncológicos especializados a avaliar metástases que se espalham pelo revestimento interno do abdômen, condição conhecida como carcinomatose peritoneal. Durante a videolaparoscopia o sistema registra as imagens, um programa de computador identifica as lesões e analisa a resposta do paciente ao tratamento.
“Estamos transformando um desafio da oncologia em uma solução pensada para a realidade brasileira e com potencial de beneficiar pacientes em diferentes regiões do país. Para nossa equipe, ir para a etapa nacional é uma oportunidade de mostrar como ciência e tecnologia podem contribuir para um cuidado oncológico mais preciso”, afirmou Rafael.
Hackathon SUS Nacional
A etapa Sul encerrou o circuito regional e abriu caminho para a fase nacional do Hackathon SUS. Agora, as propostas selecionadas nas diferentes regiões do país seguem para a próxima etapa, que reunirá as equipes em torno de um objetivo comum: transformar conhecimento e tecnologia em respostas que possam contribuir para os desafios do SUS e melhorar o cuidado com a população. A fase final está prevista para o dia 04 de dezembro quando as equipes classificadas voltarão a apresentar seus projetos.
O Hackathon SUS conta com uma rede de parceiros, entre eles, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), HU Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que contribuem para aproximar inovação, conhecimento e as necessidades do sistema público de saúde.
Janine Russczyk
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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