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Novas UBSs vão ampliar atendimento à população de Divinópolis, Monte Alegre e Cavalcante, em Goiás

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SAÚDE

O Ministério da Saúde acompanhou, nesta sexta-feira (9), as obras de quatro novas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em Divinópolis de Goiás, Monte Alegre de Goiás e Cavalcante, no nordeste goiano. As construções recebem investimento de R$ 8,6 milhões do Novo PAC Saúde e vão reforçar o atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) na região. As vistorias foram realizadas pelo diretor de Programa da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, Nilton Pereira Júnior.

A primeira agenda ocorreu em Divinópolis de Goiás, onde o representante do Ministério da Saúde vistoriou a construção de uma unidade que recebe R$ 1,9 milhão em investimentos e vai oferecer estrutura para consultas médicas e de enfermagem, vacinação, acompanhamento de gestantes, crianças e pacientes com doenças crônicas, além de outros serviços essenciais da atenção primária.

Em Monte Alegre de Goiás, Nilton Pereira Júnior acompanhou o andamento das obras de outra UBS, que tem o mesmo valor investido. Quando estiver em funcionamento, a unidade vai fortalecer o atendimento perto de casa, permitindo que a população tenha acompanhamento contínuo de saúde e encaminhamento para exames e consultas especializadas quando necessário.

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A programação foi encerrada em Cavalcante, onde duas novas UBS estão sendo construídas com recursos do Novo PAC Saúde, que somam R$ 4,8 milhões. As estruturas vão reforçar a rede municipal com melhores condições de trabalho para os profissionais de saúde, além de mais conforto aos pacientes.

“São unidades que, quando entregues, terão um impacto significativo na ampliação do acesso da população goiana ao SUS aqui no nordeste do estado, desde a atenção primária até os serviços especializados”, ressaltou Nilton.

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Foto: Gustavo Gloria/MS

As Unidades Básicas de Saúde são a principal porta de entrada do SUS e desempenham papel fundamental na prevenção de doenças, no diagnóstico precoce e no acompanhamento da população. O fortalecimento dessas estruturas também contribui para organizar o encaminhamento dos pacientes que necessitam de atendimento especializado, evitando agravamentos que podem ser prevenidos ou tratados ainda na atenção primária.

Investimentos em Goiás

Em todo o estado, o Novo PAC Saúde prevê 1.195 entregas, com aproximadamente R$ 1,1 bilhão em investimentos. Entre os empreendimentos estão 109 novas UBS, seis policlínicas e três maternidades, além da retomada de obras e da aquisição de equipamentos para fortalecer os serviços do SUS.

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Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Brasil avança no desenvolvimento da primeira vacina do mundo contra malária vivax

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O Brasil avança no desenvolvimento da primeira vacina do mundo contra a malária causada pelo Plasmodium vivax, parasita responsável pela maioria dos casos da doença no país. Neste sábado (10), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da apresentação do estudo, que recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para testes em humanos. O imunizante, chamado de Vivaxin, é fruto de pesquisas conduzidas pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A tecnologia é 100% nacional, com incentivo previsto de R$ 12 milhões do Ministério da Saúde para os ensaios clínicos de fases I, II e III.

“O país tem conseguido reduzir os casos e os óbitos por malária, mas a doença ainda é um problema importante para o país e para o mundo. O início do estudo clínico dessa vacina, desenvolvida integralmente em uma universidade pública brasileira, representa um avanço na busca por novas ferramentas de enfrentamento à doença e reforça a capacidade do Brasil de desenvolver soluções científicas próprias para ampliar a proteção da população”, destacou o ministro.

O estudo clínico de fase I avaliará a segurança da vacina, possíveis reações à aplicação e a capacidade de estimular uma resposta imunológica em 48 participantes sem infecção prévia, com idades entre 18 e 59 anos. O acompanhamento clínico será feito por 360 dias. O avanço na pesquisa da tecnologia representa um marco e abre a possibilidade de uma nova forma de prevenção contra a doença, que, em 2025, registrou 118.037 casos no território nacional. As duas vacinas contra malária recomendadas atualmente foram desenvolvidas para outra espécie do parasita, o Plasmodium falciparum, predominante na África. O P. vivax predomina nas Américas e na Ásia.

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O CTVacinas integra o Centro Nacional de Vacinas (CNVacinas), um complexo científico estratégico para ampliar a capacidade do país de desenvolver vacinas e outras tecnologias de saúde. A previsão de investimento do Ministério da Saúde é de R$ 161,5 milhões em projetos para o desenvolvimento de imunizantes e testes inovadores, liderados pela unidade ou em parceria, por meio do Programa de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL), sendo R$ 135,5 milhões destinados a projetos do próprio Centro.

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Foto: Laudemiro Bezerra/MS

Além da vacina contra a malária, o CTVacinas atua em outros projetos: uma plataforma de testes rápidos para diagnóstico de emergências sanitárias e agravos críticos para o SUS e sua validação por meio da produção de um TR para hepatite delta; vacina terapêutica para doença de Chagas; desenvolvimento de testes diagnósticos para malária e leishmaniose tegumentar; vacina para MPox baseada no vírus MVA; e vacina nasal de nanopartículas, para o controle da covid-19.

A unidade também atua para ampliar a capacidade brasileira em tecnologias de RNA mensageiro, uma plataforma na qual as instruções utilizadas para estimular o sistema imunológico podem ser modificadas de acordo com o agente infeccioso ou a doença que se pretende combater. O CTVacinas foi aprovado como Centro de Competência em Terapias e Vacinas com RNA (CTV-RNA), em uma parceria entre o Ministério da Saúde e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), com R$ 60 milhões para quatro anos.

FarmaVax

Durante a visita do ministro Alexandre Padilha, também foi firmado um acordo entre a Hemobrás, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII), a FarmaVax, unidade EMBRAPII de Inovação de Fármacos e Vacinas da UFMG – da qual o CTVacinas faz parte – e a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP) para pesquisa, desenvolvimento e inovação. O projeto, com investimento de R$ 5 milhões e vigência de 12 meses, prevê o desenvolvimento de terapia genética para hemofilias A e B utilizando sistemas avançados de entrega por nanopartículas. Do total, R$ 2,6 milhões serão aportados pela Hemobrás, R$ 1,6 milhão pela EMBRAPII e R$ 694 mil pela UFMG/FarmaVax.

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A iniciativa integra os esforços para fortalecer a capacidade nacional de desenvolver e produzir medicamentos biológicos estratégicos para o SUS. No caso do emicizumabe, medicamento biológico utilizado no tratamento da hemofilia A, está em avaliação uma proposta de armazenamento do Banco de Células Mestre na unidade da empresa na Basileia, na Suíça, com garantias de acesso e fornecimento para viabilizar a transferência de tecnologia e a produção nacional. O arranjo definitivo deverá assegurar a absorção tecnológica pela Hemobrás.

Hospital Santa Rita é referência em alta complexidade cardiovascular

Em Contagem (MG), o ministro visita a hemodinâmica do Hospital Santa Rita, referência regional no diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares e vasculares de alta complexidade, com suporte cardiológico 24 horas. Entre os procedimentos ofertados estão cateterismos, angioplastias, ablação de arritmias e implantes de marcapasso.

Entre 2023 e 2026, a unidade registrou 20.778 atendimentos e internações pelo SUS, sendo 8.750 (42%) em 2026, ano em que iniciou a assistência de alta complexidade cardiovascular, após habilitação pelo Ministério da Saúde, em dezembro de 2025.

A estrutura conta com 163 leitos, dos quais 62 são destinados ao SUS. A oferta inclui leitos clínicos, cirúrgicos e de UTI para pacientes da rede pública.

Taís Nascimento
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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