SAÚDE
Ministério da Saúde reforça vacinação de crianças e adolescentes no Rio de Janeiro
SAÚDE
O Ministério da Saúde iniciou a Campanha de Multivacinação 2026 para atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos e elevar as coberturas vacinais em todo o país. A mobilização segue até 1º de setembro, com o Dia D nacional em 22 de agosto. Ao longo de 2026, o Rio de Janeiro já recebeu 12,62 milhões de doses de vacinas, incluindo 140 mil doses para reforçar os estoques durante a campanha, que oferece 20 imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação.
“Estamos recuperando a cobertura vacinal, mas sempre temos que manter isso atualizado. Também estamos chamando a atenção para o reforço da vacina do sarampo. Outros países do mundo pararam de vacinar, tiveram explosão de casos de sarampo. Os Estados Unidos estão vivendo o maior surto de sarampo nos últimos 35 anos da história deles. E esses casos vêm para o Brasil, de forma importada”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Para viabilizar a campanha, 1,5 milhão de doses de vacinas foram distribuídas aos estados. Ao longo de 2026, o Ministério da Saúde já destinou mais de 180 milhões de doses a todos os estados e ao Distrito Federal, garantindo o abastecimento da rede e apoiando as estratégias de vacinação em todo o país.
A distribuição das vacinas destinadas à campanha aos estados está em andamento, conforme as solicitações encaminhadas pelas unidades federativas. Alguns estados ainda não registraram solicitações no sistema, o que pode indicar que os estoques já disponíveis estão sendo utilizados para a mobilização.
A pasta garante o abastecimento regular de vacinas a todos os estados e o Distrito Federal. A gestão do quantitativo dos imunizantes é feita pelas secretarias de saúde dos estados, responsáveis por solicitar os imunizantes ao Ministério.
A vacinação é a principal forma de prevenção contra doenças imunopreveníveis. Manter altas coberturas é fundamental para proteger crianças e adolescentes, reduzir a circulação de vírus e bactérias e evitar o retorno ou a disseminação de doenças que podem causar complicações graves, sequelas e até mortes.
Entre as doenças que podem ser evitadas pela vacinação estão formas graves de tuberculose, hepatites A e B, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, infecções por rotavírus, pneumonias e meningites causadas por pneumococos e meningococos, influenza (gripe), covid-19, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, varicela (catapora), infecções pelo papilomavírus humano (HPV) e dengue.
Esta é a primeira edição da multivacinação com a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada neste ano ao Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, incluindo pneumonias e meningites, e é indicado para crianças menores de 5 anos, conforme o esquema vacinal.
A mobilização também contempla atualizações recentes do calendário, como a oferta da vacina contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos e a vacinação contra a covid-19 para crianças, conforme as indicações específicas de cada imunizante.
A vacinação será seletiva. Os profissionais de saúde vão conferir a caderneta e aplicar somente as doses necessárias para iniciar ou completar o esquema previsto. Pais e responsáveis devem levar o documento aos serviços de vacinação.
Vacinas disponíveis
Durante a estratégia, poderão ser ofertadas, conforme idade, histórico vacinal e indicação:
- BCG;
- Hepatite B;
- Penta (DTP/Hib/HB);
- Poliomielite (VIP);
- Rotavírus humano;
- Pneumocócica conjugada 10-valente e 20-valente;
- Meningocócica C;
- Influenza;
- Covid-19;
- Febre amarela;
- Meningocócica ACWY;
- Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
- Varicela;
- DTP;
- Hepatite A;
- dT;
- HPV4;
- Dengue tetravalente.
Novo reforço contra a poliomielite
Desde 3 de agosto de 2026, o esquema de vacinação contra a poliomielite passou a incluir o segundo reforço da vacina poliomielite (VIP) aos 4 anos de idade.
A mudança complementa o esquema exclusivamente com VIP adotado pelo Brasil desde 2024 e reforça a proteção contra a poliomielite, doença que ainda não foi erradicada mundialmente. Para esta ação de mobilização, o Rio recebeu mais 50 mil doses da vacina.
O Brasil não registra casos de poliomielite há décadas e mantém a vacinação como principal medida para evitar a reintrodução do poliovírus.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Região Sul fecha ciclo regional do Hackathon SUS, iniciativa do Ministério da Saúde que busca soluções inovadoras para a oncologia
O Hackathon SUS – Desafio Tecnológico chegou à última etapa regional nos dias 6 e 7 de outubro, com seletiva realizada em Curitiba (PR). O encontro reuniu startups da Região Sul que apresentaram tecnologias criadas para ajudar a enfrentar desafios relacionados ao câncer e melhorar o atendimento aos pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS). A ação busca estimular o desenvolvimento de soluções que possam contribuir para prevenir, identificar a doença mais cedo e melhorar o tratamento, ampliando as possibilidades de cuidado na rede pública.
Promovido pelo Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), o Hackathon SUS busca estimular o empreendedorismo nacional, aproximar startups, profissionais de saúde, pesquisadores, setor produtivo e instituições públicas de todo o país. A proposta também é conectar quem desenvolve novas tecnologias às necessidades de quem está na ponta do atendimento, contribuindo para que as soluções possam responder aos problemas reais da saúde pública.
“O Hackathon tem sido construído de forma muito colaborativa e participativa, e acreditamos que é assim que a inovação deve acontecer: em conjunto e a muitas mãos. Uma solução só é realmente útil quando funciona na realidade de quem a utiliza e consegue transformar a vida de quem precisa dela”, afirmou a coordenadora-geral de Dispositivos Médicos da SCTIE, Fotini Santos Toscas.
Mais do que uma competição entre empresas, o encontro em Curitiba colocou lado a lado quem desenvolve tecnologia e quem conhece de perto os serviços de saúde. Durante a programação, as equipes apresentaram seus projetos a especialistas, participaram de atividades de mentoria e acompanharam a palestra sobre o panorama do ciclo regulatório de dispositivos médicos.
Da ideia ao cuidado com pacientes
Na Região Sul, as equipes apresentaram tecnologias voltadas ao enfrentamento do câncer, com propostas para identificar a doença, apoiar a tomada de decisão dos profissionais de saúde e aprimorar procedimentos. Para selecionar as três startups finalistas foram considerados, entre outros aspectos, a maturidade das tecnologias e o potencial de aplicação no SUS, com o objetivo de contribuir para um atendimento mais rápido, preciso e seguro.
A startup “Hyla Biotech”, dirigida pelo pesquisador Leonardo Foti, desenvolveu um sensor capaz de identificar, em uma amostra comum de sangue, sinais que podem indicar a presença de um tumor de mama. O resultado fica pronto em cerca de quatro horas. O exame não substitui a mamografia nem a biópsia, mas pode funcionar como um alerta para antecipar a investigação e facilitar o acesso ao diagnóstico.
“O câncer de mama é uma das principais causas de morte dessa doença entre as mulheres. O que mais pesa é o diagnóstico chegar tarde. Queremos mudar esse quadro com uma ferramenta que antecipe o alerta disponibilizando um exame a quem hoje está longe do mamógrafo”, explicou Leonardo.
O professor Alexandre Rieger coordena uma equipe na “ConnectBio Soluções Biotecnológicas” que adaptou para a saúde uma tecnologia molecular originalmente desenvolvida para aplicações no agronegócio. A proposta foi criar um teste rápido, feito com uma amostra coletada da parte interna da bochecha do paciente, para identificar características genéticas que podem estar associadas ao risco de toxicidade do medicamento quimioterápico conhecido como 5-FU ou fluoruracila. O teste rápido (swab bucal) faz a extração de DNA, transfere-se uma pequena quantidade para um tubo com reagentes, em seguida o material é colocado em um dispositivo que mostra linhas de marcação indicando as informações genéticas do paciente.
“O resultado final sai em aproximadamente 40 a 45 minutos, sem equipamento laboratorial complexo. A intenção é fornecer informação de apoio às equipes de saúde, mas não substitui a avaliação clínica”, relatou Alexandre.
Outro finalista foi o cirurgião oncológico Rafael Seitenfus que formou uma equipe multidisciplinar composta por 12 profissionais na startup “PIPAC Brasil”. O time criou a ferramenta chamada “CarciNoChat” desenvolvida para ajudar os centros oncológicos especializados a avaliar metástases que se espalham pelo revestimento interno do abdômen, condição conhecida como carcinomatose peritoneal. Durante a videolaparoscopia o sistema registra as imagens, um programa de computador identifica as lesões e analisa a resposta do paciente ao tratamento.
“Estamos transformando um desafio da oncologia em uma solução pensada para a realidade brasileira e com potencial de beneficiar pacientes em diferentes regiões do país. Para nossa equipe, ir para a etapa nacional é uma oportunidade de mostrar como ciência e tecnologia podem contribuir para um cuidado oncológico mais preciso”, afirmou Rafael.
Hackathon SUS Nacional
A etapa Sul encerrou o circuito regional e abriu caminho para a fase nacional do Hackathon SUS. Agora, as propostas selecionadas nas diferentes regiões do país seguem para a próxima etapa, que reunirá as equipes em torno de um objetivo comum: transformar conhecimento e tecnologia em respostas que possam contribuir para os desafios do SUS e melhorar o cuidado com a população. A fase final está prevista para o dia 04 de dezembro quando as equipes classificadas voltarão a apresentar seus projetos.
O Hackathon SUS conta com uma rede de parceiros, entre eles, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), HU Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que contribuem para aproximar inovação, conhecimento e as necessidades do sistema público de saúde.
Janine Russczyk
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
-
ESPORTES7 dias atrásSantos vence o São Paulo no Morumbis e emenda quinta vitória seguida
-
POLITÍCA NACIONAL5 dias atrásConheça os 24 deputados distritais eleitos no DF para 2027-2030
-
POLITÍCA NACIONAL5 dias atrásTSE destaca normalidade no 1º turno e redução das denúncias de desinformação
-
PICANTES5 dias atrásSimone Mendes lança seis músicas inéditas em novo projeto: ‘O MELHOR DE MIM! ‘
-
POLÍTICA6 dias atrásALMT retoma conteúdos institucionais no site e redes sociais após primeiro turno
-
EDUCAÇÃO4 dias atrásO JOVEM DA GERAÇÃO ATUAL E A ATENÇÃO DELE AO MUNDO AO SEU REDOR
-
PICANTES7 dias atrásMaiara compartilha clique romântico com namorado e faz declaração: ‘Ele está aqui’
-
POLITÍCA NACIONAL5 dias atrásFufuca e Lahesio Bonfim são os novos senadores pelo Maranhão




