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Ensinar é diferente de dar aula
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DAR AULA é apresentar um conteúdo, fazer alguns exercícios sobre ele, mas isso, ainda que bem feito, não garante aprendizagem e é exatamente nesse ponto que dar aula é diferente de ensinar. A maioria dos professores, normalmente, DÁ AULAS, e boas aulas! Só há um detalhe, o aluno pode não saber a matéria, mas sabe onde encontrá-la em uma aula com excelente qualidade. Essa é uma forte razão para professores repensarem o seu modelo de aula. Há um fato que chama a atenção, ele não é muito bom, mas alunos ainda não têm informações claras de títulos de conteúdos, o que dificulta um pouco a busca de uma boa aula na internet. Mas é prudente não confiar nisso, porque, mais dias menos dias, essa situação será superada, pois isso também é informação e o jovem atual está muito eficiente em superar limites dessa natureza. Enfim, protelar esta preocupação por parte do professor pode ser um péssimo negócio.
A ideia é a seguinte: ENSINAR é gerar conhecimento, DAR AULA pode resultar mais em mostrar conhecimento do que em gerar conhecimento. Tomar cuidado com esta troca já é um primeiro passo, mas ainda é pouco. Visando ENSINAR, a aula tem que ser “encantadora”, e nessa linha, ela precisa ter recursos que cativem a atenção do aluno a ponto de ele ser coadjuvante no processo de ensino e ter curiosidade sobre o tema da aula. Além de curiosidade, será muito bom se atingir o nível da necessidade de aprender. Referências neste sentido têm sido muito feitas usando a expressão “aluno protagonista”. Não é muito difícil fazer isso, precisa “conversar” mais com o aluno sobre o assunto do que “discorrer” sobre o assunto. Trazer informações que interessem ao aluno. Ilustrar a aula com objetivo bem definido e aí estará uma “AULA ENCANTADORA”, que vai ENSINAR.
Prof. Sidney Farina
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Renato Nery: sua morte exige voz, justiça e memória
A morte brutal do advogado e ex-presidente da OAB-MT, Dr. Renato Gomes Nery, não pode ser tratada com indiferença. Trata-se de um crime que atinge diretamente a advocacia e a democracia. Renato foi um homem honrado, combativo e comprometido com a justiça — sua memória exige respeito e posicionamento firme por parte da sociedade e das instituições.
É inaceitável que um colega de trajetória tão marcante seja silenciado sem uma reação proporcional à gravidade do que ocorreu. Tive a honra de iniciar minha vida institucional na OAB-MT como conselheiro estadual em sua gestão. Conheci de perto o homem e o advogado.
Como ex-presidente da OAB-MT, tenho a obrigação de falar de Renato Nery. Não posso me calar diante da execução de um colega que também ocupou essa honrosa função. A presidência da Ordem não é apenas um cargo: é um compromisso com a defesa intransigente da advocacia e da democracia. Renato honrou essa missão com coragem, combatividade e senso de justiça.
A execução do colega, agora apontada pelas investigações como motivada por disputas fundiárias, exige não apenas uma rigorosa apuração policial, mas também uma profunda reflexão sobre os riscos enfrentados pelos que exercem a advocacia com independência e compromisso. O advogado precisa ter, acima de tudo, segurança para atuar. Sem isso, toda a estrutura democrática se fragiliza.
É essencial que todos os desdobramentos do crime sejam investigados com máxima seriedade, inclusive aqueles de natureza patrimonial – para afastar oportunistas. Nada pode ser omitido ou minimizado. Só assim evitaremos injustiças irreparáveis e honraremos verdadeiramente a memória de Renato.
Neste momento em que prisões foram realizadas, inclusive de pessoas apontados como mandantes, é justo reconhecer o trabalho diligente dos órgãos de segurança pública, especialmente da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A atuação firme e técnica tem sido crucial para elucidar os fatos e oferecer respostas à sociedade.
À família de Renato, deixo minha solidariedade mais sincera. Que o legado de integridade, coragem e compromisso deixado por ele sirva como farol para todos os que ainda acreditam no poder transformador da advocacia e na força da verdade.
Renato Nery merece ser lembrado, respeitado e defendido — em vida e na memória. Seu nome não pode ser esquecido, nem a sua luta ignorada.
Por Ussiel Tavares, advogado e ex-presidente da OAB-MT
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