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Ensino e Educação sem violência

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Aquele que sabe, tem dificuldade de entender aquele que não sabe. Para o que sabe, as coisas são óbvias, tão óbvias, que chega a indignar-se com alguém que não sabe. Essa indignação é a raiz de uma impaciência que gera um comportamento “violento”. Sim, porque violento é o que agride e é uma agressão dizer para uma pessoa coisas do tipo “como você não sabe isso?” ou “não é possível que você não saiba isso!”. Para aquele que não sabe, isso soa muito agressivo, podendo gerar desestímulo e perda de autoestima, que são sentimentos letais ao aprendizado. Diante disso, é fundamental que o professor tenha esse cuidado com o aluno.

Em casa, com a educação, também é assim. É muito comum os pais se indignarem com algumas atitudes dos filhos, esquecendo que nossa experiência como adulto não pode ser régua de comportamento para crianças e adolescentes. Eles não sabem o que para nós é obvio, e não raramente, os tratamos como se fossem tão conhecedores quanto nós pensamos ser. É claro que nem sempre temos a paciência de repetir orientações, mas isso em nós é um erro. Recorrentemente, temos mais tolerância com estranhos do que com os nossos filhos. É claro que ocupamos uma posição difícil, porque há dificuldade em saber até quando uma criança erra por não saber e a partir de quando erra por descuido ou rebeldia. Diante dessa nossa ignorância, maltratamos e na maioria das vezes, injustamente, isso é uma violência. Quantas vezes filhos querem se aproximar dos pais e não encontram espaço, sendo repelidos com reprovas, censuras e até humilhações. Isso é uma violência sem tamanho. Pode levar a criança ou o adolescente a se afastar da família e buscar amparo em outras pessoas, que nem sempre têm o amor, que deve ter os pais para acolhê-los. Uma grande parte dos pais não se preparou para ter filhos e, por conseguinte, dar a eles o afeto e o amor que uma boa educação exige. Outra coisa violenta que acontece é os filhos sofrerem as consequências dos desentendimentos
dos pais. No meu entender, essa é a maior da violências, pois além de perderem a referência, não podem contar com o acolhimento, porque pais confusos não acolhem filhos carentes.

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Há de se ressaltar que o Ensino e a Educação sem violência não podem fazer professores e pais reféns de alunos e filhos. A ideia de respeito e obediência tem de persistir, mas com sabedoria, amor e tolerância.

 

Prof. Sidney Farina

Fundador, Professor e Diretor da ESCOLA DO FARINA

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Transformando dor em propósito

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A trajetória de Leda Alves e sua luta por inclusão de pessoas com Alergias Alimentares

Aos quatro meses de vida, Joaquim, filho de Leda Alves, recebeu o diagnóstico de Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV). A partir daí, sua mãe enfrentou uma verdadeira batalha: restrição alimentar para seguir amamentando, em seguida, por falta de orientação adequada, vieram as crises (reações alérgicas) constantes, por ingestão inadvertida de leite por parte do Joaquim, que resultaram em idas quase diárias ao pronto atendimento e diagnósticos equivocados.

Somente aos 4 anos, Joaquim recebeu atendimento médico adequado, e Leda mergulhou em estudos científicos internacionais, construiu uma rede de apoio com profissionais da saúde e mães de crianças alérgicas e transformou sua dor em ação.

Em 2019, organizou uma audiência pública em Mato Grosso, que resultou em duas leis pioneiras:

  • Semana Estadual de Conscientização sobre Alergia Alimentar.
  • Direito à alimentação inclusiva em escolas públicas e privadas.

Após mais de 20 anos desde sua primeira graduação em Letras, Leda voltou à universidade, concluiu Nutrição em 2024 e hoje atua como nutricionista clínica com foco em alergias e intolerâncias alimentares.

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Ela também criou dois programas exclusivos de atendimento em nutrição:

Livre Alimentar – da Alergia à Alegria, é um programa de acompanhamento personalizado para identificar, controlar e prevenir reações alérgicas, promovendo uma alimentação segura, nutritiva e prazerosa.

NuTrìade – nutrindo corpo, mente e espírito, é um programa para quem busca melhor qualidade de vida para a vida toda, por meio de mudança de mente, que por sua vez, promove mudança de comportamento alimentar sem radicalismos nem restrições sem critérios, mas com muita inclusão, consciência e propósito.

Agora, além dos atendimentos na Clínica Centro de Alergia em Mato Grosso (CAMT), em Cuiabá, Leda abre agenda presencial em Jundiaí-SP, na clínica Lótus, nos dias 05, 06 e 07 de maio de 2026.

📍 Agendamentos

Cuiabá-MT – WhatsApp: 65 99215 5545

Jundiaí-SP – WhatsApp: 65 99975 3126

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