POLÍTICA
Wilson Santos propõe recursos para desapropriação de áreas e construção de moradias para famílias do Contorno Leste
POLÍTICA
Abílio e Wilson Santos participam do manifesto dos moradores do Contorno Leste
Foto: Samantha dos Anjos
Mais de 800 moradores da região do Contorno Leste, ocupada há cerca de três anos por mais de cinco mil famílias, protestaram na manhã desta segunda-feira (30) em frente ao Palácio Alencastro, sede da Prefeitura de Cuiabá, para cobrar a regularização das áreas e evitar a reintegração de posse. O deputado estadual Wilson Santos (PSD), presidente da Câmara Setorial Temática (CST) da Moradia Popular na Assembleia Legislativa, participou do ato e se reuniu com o prefeito Abílio Brunini (PL) e seu secretariado para tratar do impasse.
“Essa situação se resolve dialogando, com o município exercendo o seu poder, que é muito forte. Ele pode adquirir a área por meio de desapropriação e a Assembleia Legislativa pode ajudar com emendas parlamentares. Estou disposto a destinar um valor significativo da minha emenda, no total de R$ 3 milhões. A Câmara Setorial da Moradia vai acompanhar essa situação de perto, que não é difícil de resolver. Cuiabá tem mais de 30 mil famílias em busca de moradia. Queremos negociar com o prefeito, que dispõe de mecanismos jurídicos importantes e, somente ele, pode realizar a desapropriação da área”, explicou o parlamentar.
O prefeito Abílio Brunini destacou a importância do levantamento do perfil socioeconômico das famílias por parte da gestão pública. Segundo ele, um relatório elaborado pela Secretaria Estadual de Assistência Social e Cidadania (Setasc) identificou irregularidades em mais de dois mil cadastros, apontando a presença de servidores públicos, empresários, proprietários de outros imóveis e pessoas que estariam alugando os terrenos para terceiros – o que não comprovaria situação de vulnerabilidade.
“Eu sugiro ao governo estadual que faça uma nova análise, já que há uma variedade enorme de perfis entre os moradores. Algumas dessas pessoas não deveriam estar inseridas em programas sociais de habitação. A área do Contorno Leste está avaliada em R$ 18 milhões. Se os deputados nos derem condições, a prefeitura pode adquirir o local. Mas é preciso fazer o levantamento adequado, porque não adianta chegar recurso sem o devido direcionamento. Vamos realizar o nosso levantamento e sugiro que o estado refaça o deles”, disse o gestor municipal.
Além de anunciar a destinação de R$ 3 milhões em emendas parlamentares para 2026, Wilson Santos afirmou que vai mobilizar outros deputados estaduais, além da bancada federal de Mato Grosso, para alcançar o valor total necessário à aquisição da área. A propriedade é registrada e pertence à família Pinto desde a década de 1960.
O parlamentar também informou que apresentará uma emenda de R$ 100 milhões à Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, para investimentos nas áreas social, de infraestrutura e habitação, sendo uma proposta que não foi acatada no ano passado.
Moradores como Wesley Lopes e Sirley Valentin expressaram angústia diante da possibilidade de despejo. “Estamos há meses sem dormir, desde que soubemos da reintegração. Não conseguimos mais nos alimentar direito. Fizeram reuniões sem a nossa presença e agora vem essa bomba. Estamos lutando pela posse”, desabafaram.
O juiz da 2ª Vara Cível Especializada em Direito Agrário de Cuiabá, Carlos Roberto Barros de Campos, reconheceu a posse legal, contínua e justa do imóvel pelos proprietários, colocando as famílias do Contorno Leste sob risco de despejo iminente. “Esse manifesto é uma reivindicação pelo direito à moradia. A luta já dura três anos. O impasse é jurídico, com uma ação judicial em curso e liminar de reintegração de posse deferida. As famílias temem o despejo e buscam apoio do poder público”, declarou o advogado da Comissão do Contorno Leste, Daniel Ramalho.
Com histórico de atuação na política habitacional desde a década de 80, Wilson Santos já participou da fundação de mais de 30 bairros em Cuiabá. Ele defende que a situação do Contorno Leste seja resolvida com a parceria entre a Prefeitura e a Câmara Municipal de Cuiabá, a Assembleia Legislativa, os Governos do Estado e Federal. Para ele, o loteamento popular é uma solução eficaz para garantir o direito à moradia.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA
Eliane Xunakalo defende redirecionar emendas para apoio a mulheres vítimas de violência
(Matéria de Jairo Pitolé)
A deputada em exercício, Eliane Xunakalo (PT), apresentou na manhã desta quarta-feira (29), um substitutivo integral ao Projeto de Lei 1.470/2024, em tramitação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. A nova redação prevê a destinação de emendas parlamentares para criação de casas de acolhimento e de um programa de capacitação profissionais para as mulheres vítimas de violência. Ao contrário da redação anterior, que previa destino de emendas a clubes de tiros, localizados em Mato Grosso, para aquisição de munições e alvos e alvos destinados a mulheres detentoras de porte ou posse de arma de fogo.
Segundo a deputada, Mato Grosso tem registrado a maior taxa proporcional de feminicídios no país. Ou seja, Mato Grosso é líder nesta modalidade. “Arma de fogo em casa é um perigo. Por isso, o seu uso jamais pode ser visto como opção para reverter essa situação. Ao contrário, o que precisamos é de políticas públicas, que previnam, acolham e mantenham vivas as mulheres. Mulheres vivas significam famílias vivas”, justificou.
Em 2024, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública registrou 42 casos de feminicídios em Mato Grosso, o que representa uma taxa de 2,5 casos a cada 100 mil habitantes – a maior do Brasil. Já no ano passado (2025), de acordo com os dados do Observatório Caliandra, divulgado pelo MPMT (Ministério Público de Mato Grosso), foram 52 casos. Entre as vítimas, sete possuíam medidas protetivas de urgência, ao contrário das outras 45, que, quando foram assassinadas, não possuíam nenhum tipo de proteção judicial.
Neste ano, com base nos dados registrados até 12 de abril, Mato Grosso registrou 13 casos. As principais causas destes crimes são término de relacionamento, ciúmes associados ao sentimento de posse e a total falta de respeito à condição feminina.
Fonte: ALMT – MT
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