POLÍTICA
Thiago Silva defende ganho real nos salários dos servidores públicos de MT
POLÍTICA
O deputado Thiago Silva (MDB) defendeu a Revisão Geral Anual (RGA), nesta quarta-feira (8), sobre os salários dos servidores públicos estaduais. Ele também destacou a importância de assegurar o ganho real, já que por dois anos – em governo anterior – não foram concedidos reajustes salariais aos trabalhadores.
Conforme apresentado no Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025, o governo de Mato Grosso prevê o pagamento de 4,1% calculado com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é referência para a inflação. No entanto, o parlamentar espera que este percentual seja maior para atender às demandas dos servidores, que aguardam a correção para recompor suas perdas salariais.
“A Revisão Geral Anual (RGA) é um direito constitucional que precisa ser garantido aos servidores públicos do Estado. Eles têm que recuperar as perdas salariais acumuladas, em relação aos anos anteriores, que não houveram reajuste em seus salários. O melhor a ser feito seria que o percentual ultrapasse a inflação. O valor previsto de 4,1% precisa ser melhorado na recomposição salarial”, pontuou Thiago Silva.
Ainda é aguardado o fechamento do IPCA, previsto para esta sexta-feira (10). Após a divulgação, o Poder Executivo Estadual enviará o Projeto de Lei da RGA, que será debatido novamente na próxima sessão plenária, marcada para terça-feira (21). A expectativa é de que o reajuste seja incluído na folha salarial deste mês de janeiro.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA
Cattani critica proposta de restringir biomassa nativa e diz que medida pode prejudicar setor florestal
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) criticou, durante a sessão desta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a possibilidade de o governo do estado restringir o uso de biomassa de origem nativa para abastecimento de indústrias. Segundo o parlamentar, a medida pode prejudicar o setor florestal e gerar impactos negativos para produtores rurais, madeireiras e áreas de manejo sustentável.
Ao comentar o incentivo ao uso de biomassa proveniente exclusivamente de florestas plantadas em novos empreendimentos industriais, Cattani afirmou ser favorável ao reflorestamento, mas contrário a qualquer iniciativa que enfraqueça atividades já consolidadas no estado. “Eu acredito que nós possamos e devemos sim, ter as florestas plantadas. O reflorestamento tem que ser incentivado pelo Estado. Mas nós não podemos, de forma nenhuma, acabar com um setor para promover o outro”, afirmou.
O deputado também destacou a importância do manejo florestal sustentável e afirmou que a atividade contribui para a conservação ambiental. “Se você entra numa área de manejo, percebe que nunca o meio ambiente é agredido quando se trata do manejo florestal. Pelo contrário, o meio ambiente é promovido pelo manejo florestal”, declarou.
Cattani demonstrou preocupação com os impactos que uma eventual restrição poderia causar ao setor e aos produtores rurais que realizam a abertura legal de áreas previstas na legislação.
“Uma pessoa comprou uma área de mata hoje e tem direito, pela nossa legislação, de abrir 20% em área de floresta. Esse cidadão pode não fazer isso agora, porque está pagando a terra e vai fazer daqui dez anos. Será que daqui dez anos ele será impedido de abrir esses 20%? E quando abrir, vai jogar fora toda a biomassa que colocou no chão?”, questionou.
Durante o discurso, o parlamentar também citou o aproveitamento dos resíduos gerados pelas serrarias e alertou para o que considera um possível retrocesso ambiental. “Será que o resíduo das serrarias vai ter que voltar a ser queimado para gerar carbono? Será que nós vamos fazer um retrocesso desse tamanho na questão florestal do nosso estado?”, indagou.
O debate ocorre em meio às discussões sobre o acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e o Ministério Público Estadual para regulamentar o uso da biomassa e garantir o abastecimento da indústria.
Gilberto Cattani afirmou que acompanhará o tema e avisou que a Assembleia Legislativa poderá reagir caso alguma medida chegue ao Parlamento prejudicando o setor. “Eu não acredito que o governador vai levar isso adiante, mas quero deixar bem claro, se um decreto do Governo do Estado chegar a esta Casa, com certeza, no mesmo instante, teremos um decreto legislativo para sustá-lo, porque não podemos deixar perecer um setor tão importante, que é o setor agroflorestal do nosso estado”, concluiu.
Fonte: ALMT – MT
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