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Projeto do deputado Allan Kardec é aprovado e reconhece agentes de educação infantil como professores

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Foto: Marcos Lopes

O Projeto de Lei 302/2022, de autoria do deputado Allan Kardec, foi aprovado em primeira votação nesta quarta-feira (30/3) em sessão na Assembleia Legislativa. A proposta reconhece os agentes de educação infantil como professores nas escolas públicas estadual e municipal. 

Com a aprovação da lei, serão enquadrados os profissionais que atuaram na função entre os anos de 1997 a 2007. Trata-se da lei que homenageia a educadora Professora Ana Luiza Hagemann Lopes, que faleceu devido problemas enfrentados em sua carreira diante da luta por melhor condição de remuneração. O PL tramitou em regime de urgência urgentíssima. 

O deputado diz que esses profissionais da educação infantil, quando das suas aposentadorias, enfrentam redução da remuneração, por falta da correção da injustiça. É uma luta de 20 anos. 

“Muitos dos profissionais de apoio, Agentes ou Auxiliares de Educação Infantil, como são tratados, também concluíram a formação do magistério da educação infantil. Eles estão com os requisitos de escolaridade, aptos ao exercício da função docente junto à pequena infância”, descreve o deputado Allan ao defender a necessidade do projeto. 

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Por exemplo, em Primavera do Leste, os agentes da educação infantil fizeram concurso em 1999 e foram chamados. Mas, foram direto para a docência em sala de aula. 

Mudança de área dos profissionais

A secretária de Educação de Primavera do Leste, Adriana Tomasoni, explica a origem da situação dos auxiliares de educação infantil e a urgência de corrigir a injustiça na carreira dos profissionais, que eram da área da assistência social nos municípios, quando fizeram concurso. 

“A Lei de Diretrizes e Base da Educação (LDB), de 1996, trouxe a perspectiva de que as creches viessem para a educação. As agentes foram transformadas em professoras dentro das suas habilitações para atuar dentro da educação”, afirma. 

Ela diz que não foi desejo das professoras, foi uma decisão da gestão há mais de 20 anos. Há muitos secretários municipais de educação em Mato Grosso que buscam a regularização da função dos profissionais.

“Tem casos no município e não tem algo que ampare essa possibilidade que o deputado Allan traz para fazer essa compensação necessária histórica. Vai ajudar muito esses municípios”, diz a secretária Adriana Tomasoni.

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Reconhecimento a educadores

O prefeito de Primavera do Leste, Leo Bortolin, afirma que os municípios fizeram as transposições da função dos auxiliares da educação infantil em professores, quando a área saiu da assistência social.

“Está se fazendo jus ao direito desses profissionais. Foi com grandeza que nós reconhecemos esse Projeto de Lei do deputado professor Allan Kardec, que vai transformar a vida das pessoas. São vários educadores no Estado de Mato Grosso que lutam com isso”, avalia o impacto da nova legislação.

“Agora, os agentes, prestes a se aposentarem, eles vão retroagir todas as progressões, os ganhos de triênios e quinquênios ao cargo de origem, em especial Primavera do Leste, de auxiliar de educação”, diz o prefeito.

O município tem 28 casos de profissionais da educação que estão nessa situação e precisa ser corrigida. Assim como outros municípios, como o caso de Santo Antônio de Leverger e cidades do norte de Mato Grosso.

Fonte: ALMT

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TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT

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Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

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O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

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A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

Fonte: ALMT – MT

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