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Governo leva projeto Comunidade Inteligente à Região Leste do Estado

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MATO GROSSO

A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), por meio da Coordenadoria de Polícia Comunitária, apresentou nesta sexta-feira (13.05) o projeto Comunidade Inteligente aos integrantes dos Conselhos Comunitários de Segurança (Conseg) da região leste de Mato Grosso, durante o 1º Encontro dos Consegs, realizado em Campo Verde (135 km de Cuiabá). 

O sistema já está sendo implantado no município de forma experimental, onde estão em funcionamento 30 câmeras, distribuídas por diversos pontos da cidade. A expectativa é instalar até 300 câmeras, tanto na região urbana quanto na região rural. Dessa forma, Campo Verde poderá ser uma das cidades mais monitoradas de Mato Grosso. 

De acordo com o comandante da 8ª Companhia Independente da Polícia Militar, tenente-coronel PM Anderson Luiz da Silva, o sistema pode reduzir o tempo de atendimento das ocorrências. “Ninguém vai entrar ou sair de Campo Verde sem ser monitorado, e se acontecer alguma ocorrência, poderemos acompanhar pelas câmeras, dando mais rapidez ao atendimento da Polícia Militar à sociedade”, explicou.

A partir da implantação definitiva, a expectativa é reduzir em até 85% as ocorrências envolvendo crimes contra o patrimônio. “Já temos uma vitrine com esse exemplo. Os moradores do bairro Santa Rosa, em Cuiabá, já aderiram ao projeto e estão há mais de 90 dias sem registros de roubo ou furto à residência”, lembrou o coordenador estadual de Polícia Comunitária, tenente-coronel PM Sebastião Carlos Rodrigues da Silva

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O secretário-adjunto de Integração Operacional, coronel PM Juliano Chiroli, participou do lançamento e ressaltou que com o apoio da comunidade é possível melhorar os serviços de segurança pública. “É fundamental um bom relacionamento entre as instituições de segurança e a comunidade. Precisamos que essa parceria seja cada vez mais fortalecida e quem sai ganhando é a própria comunidade com mais segurança”, disse.

Em Campo Verde, o projeto foi apresentado aos moradores e conselheiros do município, além de Primavera do Leste, Poxoréu, Santo Antônio do Leste, Guiratinga e Dom Aquino, e foi avaliado como uma ferramenta eficiente e com resultados a curto prazo. 

A Comunidade Inteligente consiste no compartilhamento de câmeras de videomonitoramento de diferentes moradores de um mesmo bairro ou região, criando um cerco virtual contra a ações criminosas. Após adesão ao projeto, o morador disponibiliza as imagens das câmeras com uma unidade policial mais próxima.

A ferramenta pode ser utilizada pelo próprio smartphone por meio de um aplicativo que ainda disponibiliza um botão do pânico para pedir ajuda e aciona a equipe policial mais próxima em situação de emergência. Nesse mesmo aplicativo a comunidade pode interagir por um chat e, assim, trocar informações sobre o bairro. 

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A adesão é voluntária, porém é necessário possuir câmeras de monitoramento na rua do bairro para compartilhamento. Para saber mais informações sobre esse projeto, o morador deve procurar o Conseg da sua cidade.

Fonte: GOV MT

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MP MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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