POLÍTICA
Pacientes de fibromialgia pedem em audiência aplicação de leis estaduais
POLÍTICA
Fortes dores nas articulações, nos músculos e tendões, fadiga e até mesmo depressão e ansiedade são alguns dos sintomas enfrentados por pessoas com síndrome da fibromialgia, doença crônica de difícil diagnóstico que acomete cerca de 2% da população. As batalhas contra a invisibilidade e a realidade das pessoas acometidas pela síndrome, cujo sintoma principal é a dor, deram o tom na audiência pública realizada na manhã desta terça-feira (19), pela Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa.
Além da fibromialgia, o presidente da Comissão de Saúde, o deputado estadual Lúdio Cabral (PT), destacou que o intuito da audiência foi conscientizar sobre a realidade e discutir políticas de atendimento às pessoas que sofrem por outras patologias como artrite reumática e dores neuropáticas em geral que causam dor crônica. Doenças cujos diagnósticos são difíceis e que podem ser incapacitantes.
O presidente iniciou a reunião falando sobre algumas das leis existentes no estado que garantem assistência às pessoas com fibromialgia e dores crônicas. “Leis nós já temos até bastante, mas precisamos discutir como transformá-las em ações e políticas de atenção aos pacientes que sofrem com essas doenças”, destacou o parlamentar. Segundo ele, é preciso uma ação conjunta entre os poderes para buscar o cumprimento dessas leis já existentes. “Existe uma série de atenções diferenciadas e conjunto de serviços de atendimento que essas pessoas têm direito, mas não estão conseguindo acesso pelo conjunto da situação do sistema de saúde”, afirmou.
Durante a audiência, pessoas com fibromialgia expuseram seu sofrimento e demandaram políticas públicas que os contemplem. Foram relatos chamando atenção para o preconceito, as dificuldades no atendimento, os direitos negados em planos de saúde e até no mercado de trabalho, pelo fato de conviver com uma doença de caráter subjetivo, baseada em dores por todo o corpo.
A sensação de dor intensa, associada à insônia, depressão e extremo cansaço matinal são alguns dos sintomas citados pela servidora pública municipal Eliane Manacho, durante sua fala. Com 55 anos, ela contou que convive com a doença há 20 anos, mas o diagnóstico foi fechado há apenas três. “Por não ser uma doença onde há sintoma visível, na maioria das vezes, os fibromiálgicos sofrem com preconceitos e falas que desmerecem o sofrimento enfrentado”, relatou. “Muitas vezes nós não temos um ambiente positivo para que melhore, ao contrário, ele piora, na família, no trabalho, principalmente a mulher que, muitas vezes, tem que atuar também como mãe e profissional. Essa jornada tripla, com um olhar ruim, tanto da sociedade, quanto dos familiares e dos colegas de trabalho, faz com que aumente o seu sofrimento”, colocou.
Segundo a presidente da Associação Mato Grossense de Fibromiálgicos, Carmem Miranda, a luta vem de muito tempo e urge que os poderes públicos implementem ações para garantir os direitos dessas pessoas. “A fibromialgia é uma doença que ninguém vê, o que dificulta muito o reconhecimento social dela”, destacou. Ela ressaltou ser importante ter um olhar mais empático sobre a doença e que o poder público garanta a aplicabilidade das leis existentes. “Uma parte da luta já conseguimos, que é o reconhecimento da doença como limitadora da capacidade plena e que, para tanto, precisamos de acessos diferenciados”, explica. “O Estado mesmo já possui diversas leis, cujo acesso da aplicação nos está sendo negado. O que as tornam sem eficácia na vida dessas pessoas”, complementou a presidente.
O desafio para conseguir atendimento especializado tanto para diagnósticos precoces como para acompanhamento e tratamento mais eficaz é outro desafio que foi apontado pela superintendente do Hospital Universitário Júlio Müller, Maria de Fatima Ferreira. “Pelo alto índice de incidência, atinge cerca de 2% da população, a fibromialgia nem pode mais ser considerada uma doença rara e precisa ser encarada com mais atenção”, afirmou a superintendente. Ela calcula que 74 mil pessoas sofrem com a doença no estado. “A grande maioria não deve nem ter o diagnóstico por falta de profissionais capacitados nas unidades públicas de saúde”, avaliou. “O hospital universitário, por exemplo, conta apenas com um hematologista, o que é muito pouco para atender a demanda que existe”, explicou.
Entre as ações reclamadas na audiência estão o acesso a exames e medicamentos pela rede pública, a implantação de um atendimento multidisciplinar pelo SUS e o incentivo à formação e capacitação de profissionais especializados nos cuidados dos fibromiálgicos e pacientes com dores crônicas. Além de campanhas de informação e conscientização sobre essas doenças e suas implicações sociais.
O promotor Milton Matos participou da reunião e se comprometeu a abrir imediatamente um inquérito civil para investigar a situação dos pacientes fibromiálgicos no estado. “Diante desses relatos dos pacientes de que existem leis que não estão sendo cumpridas e dos médicos, quanto a falta de medicamentos específicos para tratamento nas farmácias públicas, se faz necessário iniciar esse diálogo para buscar alternativas que garantam o atendimento digno a essas pessoas”, adiantou.
O presidente da comissão avaliou como positiva a audiência e adiantou que além do trabalho junto com o Ministério Público do Estado a comissão vai definir outros encaminhamentos a partir das demandas levadas pelos pacientes.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA
Prêmio ALMT de Jornalismo busca revelar histórias e personagens de todo Mato Grosso
A segunda edição do Prêmio ALMT de Jornalismo – Troféu Parlamento reforça seu caráter estadual ao incentivar a participação de profissionais da comunicação de todas as regiões de Mato Grosso. A premiação, promovida pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), busca reconhecer trabalhos que retratem a relação entre a atividade parlamentar e o cotidiano da população.
Com o tema “Onde a lei nasce, a cidadania cresce”, a edição deste ano convida jornalistas, radialistas, fotojornalistas e estudantes a produzirem conteúdos que mostrem como as ações do Poder Legislativo influenciam a vida dos mato-grossenses. A proposta é destacar histórias que revelam os desafios, avanços e transformações vividos em diferentes regiões do estado, demonstrando como a atuação parlamentar está presente no cotidiano da população.
Ao reunir profissionais de diferentes regiões em uma mesma premiação, o Troféu Parlamento reforça que boas histórias podem surgir em qualquer município mato-grossense e que o jornalismo desempenha papel fundamental na construção da cidadania e na aproximação entre a população e o Poder Legislativo.
Para o secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT), Sergio Roberto Reichert, morador de Tangará da Serra, a premiação cumpre um papel importante ao reconhecer profissionais que atuam em todas as regiões do estado.
“Mato Grosso é um estado de dimensões continentais e grande parte da sua força econômica está no interior. Quando uma premiação valoriza jornalistas de diferentes municípios, ela também amplia a visibilidade de pautas que muitas vezes nascem longe dos grandes centros, mas que têm relevância para todo o estado”, destacou.
Foto: EQUIPE CRIAÇÃO/ALMT
Segundo Reichert, o prêmio também contribui para fortalecer a pluralidade do jornalismo mato-grossense.
“Existem excelentes profissionais produzindo conteúdo de qualidade em todas as regiões. Uma premiação estadual permite que esses trabalhos ganhem mais visibilidade e demonstra que o bom jornalismo está presente em todo Mato Grosso”, afirmou.
O representante do Sindjor destacou ainda o papel dos jornalistas do interior na aproximação da população com os debates realizados na Assembleia Legislativa.
“Quando o jornalista conecta as demandas locais às discussões estaduais, ele cria uma ponte entre a população e os tomadores de decisão. Em um estado com as dimensões de Mato Grosso, esse trabalho é fundamental para que as diferentes realidades regionais sejam conhecidas e debatidas”, observou.
A importância da participação de profissionais do interior também pode ser percebida entre os vencedores da primeira edição do Troféu Parlamento. Moradora de Nova Mutum, a jornalista Elissa Neves conquistou o terceiro lugar na categoria Telejornalismo com a reportagem “Assembleia Legislativa e Pontal do Marape: a união do Parlamento e do campo traz segurança e transforma sonhos em realidade”.
Para ela, o reconhecimento demonstrou que é possível produzir conteúdo competitivo e de qualidade fora da capital. “Conquistar o prêmio atuando no interior teve um significado muito especial. Foi o reconhecimento de um trabalho desenvolvido diariamente e uma valorização do papel da imprensa regional na cobertura de temas de interesse público”, afirmou.
Segundo Elissa, a premiação também ampliou a visibilidade do seu trabalho e fortaleceu a credibilidade do jornalismo produzido nos municípios. “O prêmio mostrou que a dedicação à produção de conteúdo de qualidade é percebida e valorizada, independentemente da região onde o jornalista atua”, disse.
Ela acredita que o reconhecimento conquistado por profissionais de diferentes cidades ajuda a fortalecer toda a imprensa do interior. “Existem jornalistas comprometidos e produzindo coberturas relevantes em diversas regiões do estado. Quando esse trabalho é reconhecido, ele incentiva outros profissionais e valoriza a diversidade do jornalismo mato-grossense”, acrescentou.
Outro exemplo vem de Tangará da Serra. O estudante Alexandre Cardoso conquistou o terceiro lugar na categoria Universitário com o trabalho “O apoio da ALMT ao curso de Jornalismo da Unemat”. Para ele, a conquista representou uma demonstração do potencial dos estudantes do interior.
“Vencer mostrou que somos capazes de produzir trabalhos com a mesma qualidade e profissionalismo. Foi uma oportunidade de demonstrar a força dos alunos de Jornalismo da Unemat e do ensino realizado fora da capital”, destacou.
O estudante acredita que o prêmio contribuiu para ampliar sua visibilidade profissional e abrir novas oportunidades para a carreira. “Além do reconhecimento, a premiação fortalece o currículo e mostra que o jornalismo produzido no interior tem qualidade e merece ser valorizado”, afirmou.
Como participar – Conforme estabelece o edital, podem ser inscritos trabalhos veiculados entre 1º de janeiro e 9 de novembro de 2026. As produções devem estar alinhadas ao tema desta edição, “Onde a lei nasce, a cidadania cresce”, e mostrar como as leis, ações e debates parlamentares impactam o cotidiano da população mato-grossense.
O prêmio contempla cinco categorias: Telejornalismo, Reportagem em Texto, Radiojornalismo, Fotojornalismo e Universitário. Os trabalhos devem ter sido publicados em língua portuguesa e veiculados por veículos de comunicação sediados em Mato Grosso. Na categoria Universitária, poderão ser inscritos conteúdos em texto, áudio, vídeo ou fotografia produzidos por estudantes dos cursos previstos no edital em instituições de ensino sediadas no estado.
A comissão julgadora será composta por representantes da Coordenação de Comunicação do Senado Federal, TV Senado, TV Câmara dos Deputados, Rádio Câmara dos Deputados, União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale) e Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).
Fonte: ALMT – MT
-
VÁRZEA GRANDE6 dias atrásFigueirinha e Costa Verde recebem força-tarefa do VG em Ação nesta terça-feira (16)
-
ESPORTES6 dias atrásHaaland brilha em estreia e Noruega goleia Iraque na Copa do Mundo
-
VÁRZEA GRANDE6 dias atrásPrefeitura intensifica tapa-buracos, patrolamento e manutenção de drenagem em bairros de Várzea Grande
-
POLÍTICA6 dias atrásLei cria sistema de alerta para avisar vítimas sobre aproximação de agressores
-
PICANTES6 dias atrásCarla Diaz celebra estreia de nova novela no Globoplay e promete agitar trama com Liz
-
ESPORTES7 dias atrás
Uruguai empata com Arábia Saudita e deixa Grupo H totalmente indefinido
-
POLÍCIA6 dias atrásForagido da Justiça por tráfico de drogas é preso pelo Bope em Várzea Grande
-
POLÍCIA3 dias atrásPolícia Militar conduz dois faccionados com arma de fogo e drogas




