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Outubro Rosa em Cuiabá começou com orquestra e muito samba

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Mulheres no Samba

Foto: Karen Malagoli

Coral de Trombones da Orquestra Sinfônica da UFMT

Foto: Karen Malagoli

Foto: Karen Malagoli

Outubro começou e, com ele, começa a campanha Outubro Rosa, para conscientizar a sociedade sobre a prevenção do câncer de mama e sobre a importância do diagnóstico precoce. E o lançamento da campanha em Mato Grosso ocorreu na noite de terça-feira (4), com muita música boa.

A abertura oficial da campanha promovida pela Associação de Trabalhadores Voluntários contra o Câncer de Mama em Mato Grosso (MTMamma) foi no Parque das Águas, com apoio da Assembleia Social (Coordenadoria de Integração, Cidadania e Cultura da Assembleia Legislativa de Mato Grosso).

Para a abertura, um palco montado no Parque das Águas, com espaço aberto para usufruir da apresentação voluntária do Coral de Trombones da Orquestra Sinfônica da Universidade Federal de Mato Grosso, seguida pelo show das Mulheres do Samba (nesta edição, com as cantoras e instrumentistas Andrea Rosa, Juliane Grisólia, Karola Nunes, Mônica Campos e Rita Cássia). Tudo isso decorado na cor rosa, claro, e com um cantinho da MTMamma, onde todo interessado podia manter contato e apoiar a causa.

A presidente da associação, Josy Faire Carvalho, registrou que a abertura oficial só poderia ser com grande festa, celebrando a vida. “A MTMamma é uma casa de amor e solidariedade, então, a gente tem que começar com muita energia, com muito amor”, comentou, em êxtase, elogiando as apresentações dos artistas convidados. “A orquestra estava maravilhosa, as meninas do samba são maravilhosas… é assim que a gente começa, é assim que a MTMamma é, um espaço de amor, de muito carinho, de muita felicidade”.

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Mas Josy também registra que o trabalho de conscientização da importância do diagnóstico precoce é feito o ano todo e a campanha Outubro Rosa é o momento de trabalhar sobre o assunto com mais intensidade.

Mabel Santana Wogel estava sambando e curtindo do evento com muita alegria, ao lado do marido e dos filhos. Ela contou que o esposo viu a divulgação da abertura no Instagram e pensaram ser um momento de arte e alegria que acolheria a família toda. “A gente gosta de samba, de orquestra, de arte, de cultura e, no espaço aberto, a gente pode trazer nossos filhos”, comentou.Ela também destacou a importância da informação para incentivar o diagnóstico precoce. “Eu tive uma prima que faleceu com o câncer de mama, com o diagnóstico tardio, em estágio avançado, então, quanto mais pudermos disseminar a importância do diagnóstico antecipado, mais pessoas alcançarão a cura”, defendeu.

A Assembleia Social é, há muitos anos, parceira da MTMamma. Apoia as ações da entidade o ano todo e, geralmente, dá suporte na abertura do Outubro Rosa, principalmente com infraestrutura e apresentações artísticas. “O trabalho da MTMamma é muito sério, caminha ao lado das mulheres que enfrentam – e vencem – a doença que nos afeta de tantas formas. E, reconhecendo essa importância, sempre nos colocamos disponíveis para participar ativamente dessa campanha, sempre com muita alegria, muito amor e com o melhor da cultura mato-grossense”, explicou Daniella Paula Oliveira, coordenadora do braço social da ALMT.

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Agenda do Outubro Rosa em Cuiabá

Muitas outras atividades estão programadas para o mês todo. A MTMamma promove diversas palestras educativas. Paralelamente a isso, está com pontos de venda de produtos, cuja a renda permite a manutenção da associação durante o ano, nos shoppings 3 Américas, Estação Cuiabá e Várzea Grande, além da sede da entidade filantrópica, localizada no Jardim Petrópolis, em Cuiabá.

No próximo dia 15, às 16h, vai promover a Tarde no Parque pela Saúde das Mamas, também no Parque das Águas, com oferta gratuita de yoga, reiki e outras terapias integrativas. No dia 21, vai ter Pitstop na avenida Getúlio Vargas, em Cuiabá, na Praça Alencastro, entre 7h30 e 11h30.

Para fechar a programação de outubro, no dia 29, a partir das 20h, terá a tradicional Macarromamma, no Cenarium Rural, em Cuiabá. E a presidente Josy garante que será uma “festa maravilhosa, dançante”, para a qual ela convida todo mundo.

Fonte: ALMT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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