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Lideranças defendem emancipação do distrito de Guariba, em Colniza

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta quarta-feira (3), audiência pública para discutir a possibilidade de emancipação do distrito de Guariba, localizado no município de Colniza, extremo norte do estado. O debate, proposto pelo deputado Gilberto Cattani (PL), reuniu lideranças políticas locais e representantes de cidades vizinhas, como Aripuanã, Juara e Nova Monte Verde, além de lideranças do movimento emancipacionista nacional.

O objetivo do encontro foi debater caminhos para retomar a discussão sobre a criação de novos municípios no Brasil, tema que depende da aprovação da Proposta de Lei Complementar (PLP) 137/2000, em tramitação no Congresso Nacional. O presidente do Conselho Comunitário de União Bandeirantes, de Rondônia, Paulo Lubiana, destacou a importância da participação de todos, nos dias 23 e 24 deste mês, em Brasília (DF), na mobilização à aprovação desse projeto de lei complementar.

O deputado Cattani ressaltou que o primeiro passo é garantir a base legal para a criação de novos municípios. “Nós temos um projeto parado no Congresso Nacional que trata da emancipação de distritos. Esse é o grande objetivo: iniciar esse debate em Mato Grosso. Nosso estado é gigantesco, com distritos maiores que muitas cidades e alguns estão a mais de 100 km da sede do município. Isso dificulta investimentos e o atendimento à população. Se houver viabilidade legal e econômica, vamos lutar pela emancipação do Guariba”, afirmou Cattani.

O deputado também anunciou que vai articular apoio em Brasília, com intermédio do senador Welington Fagundes (PL). “Vamos encaminhar para que, já na próxima semana, possamos buscar o apoio da bancada federal de Mato Grosso e também solicitar ao senador que articule uma reunião com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), a maior do Congresso, pois a agricultura é a base dessas regiões. Nosso objetivo é unir forças para pautar o tema e fortalecer o movimento pela emancipação”, explicou.

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O presidente do Movimento Emancipalista Brasileiro, Vitor Gonçalves, destacou que a audiência reforça a mobilização nacional em prol dessa pauta.

“A proposta é que se aprove a PLP 137/2000, que já passou pelo Senado e está na Câmara dos Deputados. Estamos propondo que ela seja pautada no dia 24 de setembro. Essa luta é antiga, desde 1996, com a PEC 15, que proibiu a criação de novos municípios. O último foi Boa Esperança do Norte, criado por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Se houver avanço, Guariba tem todas as condições para se tornar cidade. Estamos otimistas, porque este é um ano importante para o movimento”, explicou Gonçalves.

Ele também citou exemplos de distritos em outros estados que aguardam a mesma decisão. “Temos distritos com mais de 160 mil habitantes no Pará e outros a 1.100 km da sede do município. O problema é que essas populações ficam desassistidas, sem saúde adequada e infraestrutura básica. Em Guariba, a realidade é semelhante: uma região com grande potencial agrícola, pecuário e madeireiro, mas que depende de longos deslocamentos para ter acesso a serviços públicos”, ressaltou Gonçalves.

A vereadora Claudia Kafer (União Brasil), de Colniza, afirmou que a emancipação é um sonho antigo da população. “Estamos confiantes e mobilizados. Hoje, o distrito tem estrutura e potencial econômico para se manter como município. Temos pecuária forte, indústrias madeireiras e agricultura familiar em crescimento. Mas a distância da sede dificulta tudo. Um simples exame de raio-X exige deslocamento de 150 km em estrada de chão. Com a emancipação, teremos mais condições de oferecer saúde, educação e infraestrutura à nossa população”, destacou.

O vereador Wesley Nunes Mendes (Barbicha PL) destacou que o distrito já tem indicadores de crescimento. “Hoje, Guariba é muito produtivo. Temos mais de mil alunos na escola, mais de 50 mil pés de café plantados, produção leiteira e um grande rebanho de gado de corte, com mais de 1,5 mil cabeças vendidas por mês. Além disso, mais de 50% da madeira legal exportada de Colniza sai do Guariba. Acreditamos que temos condições de andar com as próprias pernas e melhorar serviços básicos, como saúde e educação”, afirmou.

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Ele também defende a aprovação da legislação nacional para viabilizar a emancipação. “Nosso objetivo é sensibilizar os deputados federais para aprovar a PLP 137. Sem isso, não conseguiremos emancipar nenhum distrito no Brasil”, acrescentou.

O vereador Valter de Lima Jesus (União Brasil) avaliou como positiva a mobilização. “Estamos otimistas. É um trabalho conjunto dos vereadores, com apoio do deputado Cattani, para buscar uma solução que atenda à população. A expectativa é que essa luta traga um resultado positivo”, declarou.

Próximos passos – De acordo com os organizadores, novas audiências estão previstas em outros estados, como Pará, e a mobilização nacional será reforçada em Brasília nos dias 23 e 24 de setembro, quando os emancipacionistas esperam conseguir a inclusão do tema na pauta do Congresso Nacional.

PLP – A discussão sobre a emancipação depende da aprovação da Proposta de Lei Complementar (PLP) 137/2000, que estabelece regras para criação de municípios no país. Esse tipo de proposta é chamado de lei complementar porque a Constituição Federal exige um quórum maior de aprovação (maioria absoluta) e só pode tratar de temas específicos, como neste caso, a definição de critérios para criação, fusão ou desmembramento de cidades.

Fonte: ALMT – MT

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Wilson Santos quer apoio aos municípios e rigor na aplicação da Lei Federal nº 15.326/2026 da educação infantil

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Após promover audiência pública para debater a aplicação da Lei Federal nº 15.326/2026, que reconhece os profissionais da educação infantil como integrantes do magistério público da educação básica, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) apresentou, nesta quarta-feira (24), em sessão plenária, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 3/2026 com o objetivo de assegurar a efetivação dos direitos garantidos pela nova legislação em Mato Grosso.

A matéria proposta estabelece que os municípios deverão promover o devido enquadramento desses profissionais na carreira do magistério. Caso a legislação não seja cumprida, quando estiver em vigor, as contas anuais das prefeituras poderão ser reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). “Uma luta de décadas e temos que reconhecer todos os profissionais, independente da denominação, mas que atuam como professores na educação infantil, que deverão ser enquadrados como professores da rede municipal. O município que não o fizer, o Tribunal de Contas do Estado deverá reprovar as contas do prefeito. Essa será uma das penalidades com o descumprimento da lei quando estiver em vigor”, explicou o parlamentar.

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Além da PEC, o parlamentar apresentou ao Governo de Mato Grosso a Indicação nº 2.009/2026, propondo a criação do Programa Estadual de Apoio à Adequação dos Planos de Carreira da Educação Infantil. A iniciativa pretende oferecer suporte técnico aos municípios para a implementação da legislação federal, por meio de orientações, modelos normativos, capacitações e acompanhamento institucional, garantindo segurança jurídica e uniformidade na aplicação da norma.

Legislação – A Lei Federal nº 15.326/2026 alterou a Lei nº 11.738/2008, que institui o Piso Nacional do Magistério, e a Lei nº 9.394/1996, de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), assegurando o reconhecimento dos profissionais da educação infantil como integrantes do magistério público da educação básica.

Com a mudança, passam a ser considerados profissionais do magistério aqueles que exercem atividades de docência ou de suporte pedagógico na educação infantil, desde que possuam formação em magistério ou curso superior e tenham ingressado por concurso público.

A legislação também beneficia trabalhadores que, em diversos municípios, ainda ocupam cargos com nomenclaturas como educador infantil, agente de desenvolvimento infantil, monitor, recreador e outras denominações equivalentes. Na prática, esses profissionais passam a ter direito ao enquadramento na carreira do magistério, ao piso salarial nacional, aos planos de carreira e às demais garantias previstas em lei.

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Apesar da vigência da norma federal, a Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos Municipais do Estado de Mato Grosso (FESSPMEMT) alertou, durante a audiência pública realizada na Assembleia Legislativa, que diversos municípios mato-grossenses ainda resistem à adequação da legislação. Segundo a entidade, a demora na implementação tem provocado insegurança jurídica, divergências administrativas e prejuízos aos profissionais da educação infantil.

A expectativa de Wilson Santos é de que as medidas legislativas propostas acelerem a adequação dos municípios, assegurando o cumprimento da legislação federal e a valorização dos profissionais que atuam na educação infantil em Mato Grosso.

Fonte: ALMT – MT

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