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Instalada CST para analisar impactos na Usina Hidrelétrica de Colíder

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Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) instalou nesta segunda-feira (15), por iniciativa do deputado Diego Diego (Republicanos), a Câmara Setorial Temática (CST) que vai analisar os impactos sociais, econômicos, ambientais e turísticos provocados pelo rebaixamento controlado do reservatório da Usina Hidrelétrica de Colíder (UHE Colíder), no rio Teles Pires.

Diego Guimarães afirmou que o objetivo dos trabalhos é apurar as causas da diminuição do volume de água na Usina Hidrelétrica de Colíder. Segundo ele, o rebaixamento do nível do reservatório já provoca prejuízos ambientais e econômicos significativos, com reflexos diretos nos municípios de Nova Canaã, Colíder, Itaúba e Cláudia, além de afetar o ecossistema da região.

“A decisão ocorreu como ação preventiva diante do rompimento de quatro drenos da barragem, o que colocou a estrutura em estado de alerta. A comissão apresentará requerimentos para confirmar oficialmente essas informações e reforçou que a Assembleia Legislativa tem a responsabilidade de fiscalizar os impactos sobre a população e o meio ambiente”, afirmou Guimarães.

O parlamentar informou ainda que a Câmara Setorial deve aprovar, para outubro, convocações e requerimentos para órgãos como Ministério Público do Estado, a Companhia Paranaense de Energia (Copel), a Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobras) e prefeituras da região. Ele explicou que já existe um pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o caso.

“Caso a CPI seja criada, a CST poderá ser extinta, já que a comissão parlamentar tem poder de investigação mais amplo, incluindo requisição de documentos e diligências. O objetivo é reunir informações e responsabilizar os envolvidos pelos danos ambientais, sociais e econômicos registrados”, disse Guimarães.

Foto: ANGELO VARELA / ALMT

Diego Guimarães afirmou que já esteve reunido com o procurador de Justiça, Gerson Barbosa, do Ministério Público Estadual (MPE), para tratar das medidas emergenciais necessárias diante da redução do volume de água na barragem. Segundo ele, o primeiro objetivo é reduzir os danos ambientais e verificar se Copel e Eletrobras estão cumprindo as obrigações de mitigação.

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“É preciso adotar de forma imediata ações que garantam segurança financeira às famílias atingidas, sobretudo trabalhadores ligados ao turismo, à pesca esportiva e aos ranchos da região, que vêm sofrendo prejuízos e demissões. Nosso desejo é que haja reparação também aos municípios, porque vidas humanas foram colocadas em risco e as falhas na construção ou manutenção da usina não podem ser ignoradas”, afirmou Guimarães.

A secretária adjunta de Licenciamento Ambiental e Recursos Hídricos da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Lilian Ferreira dos Santos, afirmou que equipes do órgão têm acompanhado semanalmente os impactos do depressionamento do lago da UHE Colíder, com foco no resgate de animais, principalmente peixes.

Segundo ela, os técnicos realizam o escoamento de poças para evitar a morte dos animais, o que contribuiu para que o número de peixes mortos fosse menor do que o esperado. Lilian reconheceu, no entanto, que há impactos socioeconômicos na região, que afetam pesqueiros, flutuantes e pousadas, atingindo diretamente famílias que dependem da atividade no entorno.

A gestora explicou ainda que a Sema é responsável pela análise e aprovação dos estudos ambientais da usina e pelo monitoramento das medidas adotadas, mas ressaltou que a fiscalização da segurança de barragens cabe à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Ela informou que a pasta tem recebido relatórios diários sobre a situação e que, após a conclusão do problema, será elaborado um relatório consolidado.

Lilian confirmou que haverá autuações e medidas de remediação devido aos prejuízos ambientais já identificados, mas reforçou que o diagnóstico final depende do término da avaliação. A previsão é que, a partir de 23 de setembro, haja uma resposta mais clara sobre as causas e as soluções definitivas para o caso.

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Encaminhamentos – Durante a reunião, a CST aprovou uma série de requerimentos solicitando informações a diferentes órgãos e instituições. Os pedidos têm como foco esclarecer os fatores técnicos, ambientais, econômicos e sociais relacionados à medida que afetou diretamente comunidades, trabalhadores e o meio ambiente no entorno do reservatório.

Entre os ofícios aprovados estão solicitações à Eletrobras, para que apresente dados técnicos e operacionais que justificaram a decisão, além das medidas emergenciais adotadas para mitigar impactos ambientais e garantir renda suplementar aos trabalhadores atingidos.

À Aneel, foi pedida a documentação sobre os riscos de engenharia considerados no processo. A Copel deverá informar sobre a identificação do interlocutor do áudio vazado à imprensa, enquanto ao CREA foi requisitado o envio das ARTs de todos os responsáveis técnicos pela barragem e a indicação de engenheiros especialistas em barragens para acompanhar os trabalhos.

À Sema, por sua vez, deverá encaminhar licenças, relatórios e demais documentos ambientais ligados à operação e ao rebaixamento do reservatório da UHE Colíder. Também foi solicitado o compartilhamento de estudos e pareceres acadêmicos da UFMT relacionados ao caso.

A CST solicitou documentos laboratoriais ou pareceres emitidos pela Politec-MT, além do envio, pelo Ministério Público Estadual e pelo Ministério Público Federal, de cópia integral dos laudos técnicos e do inquérito civil instaurado sobre o rebaixamento do nível da UHE.

Foi aprovado também requerimento que solicitam informações à Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager) e à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A próxima reunião ordinária da CST está marcada para o dia 23 de outubro, às 10 horas. Nesse dia, a comissão vai ouvir representantes da Sema, Copel e Eletrobras para prestar esclarecimentos.

Fonte: ALMT – MT

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Dra. Wânia Dantas é indicada para vice de Wellington Fagundes ao Governo de MT

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A pré-candidata a deputada estadual Dra. Wânia Dantas teve seu nome indicado para ocupar a vaga de vice na chapa encabeçada pelo senador Wellington Fagundes na disputa pelo Governo de Mato Grosso.

A indicação foi apurada pelo 360 Fatos em bastidores. Segundo os interlocutores envolvidos nas articulações políticas, ainda não representa uma definição formal, mas passou a ser considerada uma alternativa capaz de fortalecer o projeto eleitoral de Wellington, especialmente após os recentes desgastes provocados pela possibilidade de composição com Alencar Farina, ligado ao Partido dos Trabalhadores, e pela retirada do nome de Marcelo Maluf, da construtora São Benedito, das negociações para a chapa.

Nos bastidores, a avaliação é de que as mudanças sucessivas na composição poderiam ter provocado ruído e desgaste à imagem de Wellington Fagundes, que busca consolidar uma candidatura competitiva ao Governo de Mato Grosso. A eventual escolha de Wânia Dantas seria vista como uma tentativa de apresentar um nome com trajetória própria, perfil técnico, inserção na área da saúde e capacidade de diálogo com diferentes segmentos da sociedade.

Perfil técnico e atuação na saúde

Profissional de carreira na área da saúde, Dra. Wânia Dantas é mestre e doutora, professora, coordenadora de pós-graduação e gestora. Ela presidiu por três vezes o Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso — CRO-MT e recentemente renunciou ao cargo de conselheira administrativa da cooperativa de crédito Unicred Raízes.

Sua primeira filiação partidária ocorreu em março de 2026, pelo MDB. Casada com Irineo Cassol e mãe de Clara e Bianca, Wania é filha de Domingos Paschoal Dantas, conhecido como Baía do Banco do Brasil, e de Tereza de Jesus Figueiredo Dantas, a Tetê.

Nascida no centro de Cuiabá, no casarão da família Figueiredo, próximo ao prédio do INSS, foi criada no bairro Bandeirantes, nas imediações do clube Dom Bosco. É neta de Benedito Nunes de Figueiredo, que atuou como gerente e inspetor do Banco do Brasil, e de Anna da Costa Figueiredo, conhecida como Dona Anita.

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“Gentista” e atuação humanizada

No consultório, Wânia é chamada por pacientes de “Gentista”, numa referência ao atendimento humanizado que procura oferecer. A expressão surgiu da combinação entre a profissão de dentista e a forma próxima, acolhedora e bem-humorada com que se relaciona com os pacientes.

Em conversa sobre sua trajetória, ela afirma que começou cuidando de uma pessoa na cadeira odontológica. Depois, ampliou esse cuidado para os alunos e pacientes; posteriormente, como presidente do CRO-MT, passou a atuar em defesa dos profissionais da odontologia em todo o Estado. Na Unicred, segundo ela, esse olhar se expandiu para os profissionais da área da saúde. Agora, com a pré-candidatura a deputada estadual, a intenção seria ampliar ainda mais esse campo de atuação para toda a população.

“Tudo simplesmente aconteceu”, costuma resumir.

Resultados à frente do CRO-MT

Durante sua passagem pelo Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso, Wânia participou da implantação de iniciativas consideradas pioneiras.

Entre as ações atribuídas à sua gestão estão:

Implantação da primeira Frente Parlamentar da Odontologia do Brasil;
Criação da primeira comissão CRO Mulher, voltada à orientação, ao acolhimento e ao tratamento de mulheres vítimas de violência doméstica;
Obtenção da certificação de qualidade ISO 9001 pelo CRO-MT, que se tornou o primeiro conselho da categoria no país a receber o reconhecimento;
Implantação, em 2023, de um protocolo de fiscalização que passou a ser utilizado como referência por outros conselhos regionais;
Realização do programa CRO na Estrada, que percorreu municípios de Mato Grosso e possibilitou o contato direto com profissionais, gestores e comunidades.

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A agenda também permitiu que Wânia conhecesse problemas relacionados à logística, à saúde pública e à gestão em diferentes regiões do Estado.

Defesa do piso salarial

Nesta terça-feira, 11 de agosto, Dra. Wânia Dantas está em Brasília, no Senado Federal, representando o Conselho Regional de Odontologia na votação do Projeto de Lei nº 1.365/2022, que trata da majoração do piso salarial de médicos e cirurgiões-dentistas, além de outros temas relacionados à valorização da categoria.

A atuação em defesa dos profissionais da saúde é apontada por aliados como um dos principais ativos políticos de seu nome para a composição majoritária.

Gabinete aberto e participação popular

Como pré-candidata a deputada estadual, Wânia afirma que pretende construir um mandato voltado à participação direta da população, com escuta ativa e presença nos municípios.

A proposta, segundo pessoas próximas, é manter um gabinete aberto, sem blindagem excessiva de assessores, permitindo que cidadãos apresentem demandas e acompanhem a busca por soluções.

A eventual indicação para a vice de Wellington Fagundes poderia agregar à chapa um perfil feminino, técnico e ligado à saúde, além de ampliar a interlocução do grupo com profissionais liberais, servidores, entidades de classe e setores da sociedade civil.

A definição, no entanto, dependerá das negociações partidárias e da composição final do arco de alianças que pretende sustentar a candidatura de Wellington ao Governo de Mato Grosso.

O 360 Fatos procurou os envolvidos para confirmar a indicação e registrar suas manifestações sobre a possível composição. O espaço permanece aberto para esclarecimentos e posicionamentos oficiais.

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