CUIABÁ
Search
Close this search box.

POLÍTICA

Instabilidade econômica mundial pode influenciar na arrecadação de Mato Grosso

Publicado em

POLÍTICA

Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Eduardo Botelho (União), afirmou hoje (20) pela manhã, que o governador Mauro Mendes (União), está preocupado com a situação econômica mundial em 2023, em função da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, e com isso interferir na arrecadação tributária do Estado, que tem a econômica ligada à exportação e à importação do agronegócio.

“Mendes pediu para que os deputados não façam muitas alterações no Projeto de Lei Orçamentária Anual. Ele acredita que pode haver queda na arrecadação, por causa do cenário mundial causado pela guerra entre a Ucrânia e Rússia, da recessão nos Estados Unidos e da possiblidade da China fazer alguma retaliação. Isso pode ser fator determinante à diminuição da arrecadação. Ele está com muita cautela sobre a situação”, explicou Botelho. 

Em tramitação na Assembleia Legislativa, o Projeto de Lei 814/2022 – que estima a receita e fixa despesas do Estado para o exercício financeiro de 2023 – estima uma receita em R$ 30,815 bilhões. Esse valor é 15,91% maior se comprado com o de 2022, que é de R$ 26.585 bilhões. 

Leia Também:  Max Russi celebra sanção de lei e reforça mobilização dos homens pelo fim da violência contra as mulheres

Para discutir as possíveis mudanças, Botelho disse que a Assembleia Legislativa vai formar uma comissão especial para estudar as sugestões de alterações no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA-2023). Segundo ele, deputados e equipe econômica do governo realizam, na próxima segunda-feira (24), às 15 horas, na presidência do Legislativo estadual, para discutirem as mudanças tanto na proposta de diretrizes quanto do orçamento anual. 

“Essa reunião será realizada com a presença dos deputados Dilmar Dal Bosco (União) e Carlos Avallone (PSDB) com o secretário-chefe da Casa Civil, Rogério Gallo e o secretário de Estado Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra dos Santos. Vamos analisar os números com mais critérios e, com isso, buscar o entendimento. Mas a palavra final é da Assembleia Legislativa”, disse Botelho.

Para a deputada Janaina Riva (MDB) a receita e a despesa do orçamento precisam estar alinhadas a realidade econômica do estado. Segundo ela, o orçamento não pode estar subestimado. No passado, segundo ela, ao subestimá-lo causou impactos negativos a investimentos em Mato Grosso. 

“O valor dos repasses não são vinculações constitucionais. Mas na hora de fazer o cálculo você vincula o cálculo estimado dos repasses dos duodécimos das instituições ao valor previsto no orçamento. A Assembleia não quer superestimar, mas também não quer subestimar. Hoje, entendemos que está subestimado. Mas pode chegar mais próximo à realidade sem trazer impacto negativo para a execução orçamentaria do estado”, explicou Riva.

Leia Também:  Justiça Restaurativa é uma das prioridades no Poder Judiciário de Mato Grosso

Questionada em caso de o orçamento for subestimado e, com isso, não ter condições de cumprir com os valores aprovados, há possibilidade de o Estado destinar, por exemplo, recursos menores para os poderes, em mais investimentos em saúde e educação, em conceder a Revisão Geral Anual (RGA), a deputada disse que é preocupante e que a Assembleia Legislativa busca um entendimento para alterá-lo.

“A proposta que o governo mandou inicialmente queria uma margem de 30% para alterar o orçamento sem ter que recorrer ao Parlamento. Os parlamentares retiraram esse percentual, deixando uma margem de 20%. Da última vez, o Parlamento deixou a margem de 10% de remanejamento do orçamento. O governo pode até utilizar esses recursos, por isso, os deputados querem participar mais e saber onde eles serão usados”, disse Janaina Riva. 

Fonte: ALMT

Propaganda

POLÍTICA

Orçamento de Mato Grosso para 2027 prevê R$ 46,1 bilhões

Publicados

em

O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA-1144/2026) para o exercício financeiro de 2027, que estima receitas e fixa despesas do estado em R$ 46,125 bilhões, começou a tramitar na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), com previsão de crescimento de aproximadamente 13% em relação ao orçamento vigente, de R$ 40,7 bilhões. A proposta também prevê renúncia fiscal líquida de R$ 15,3 bilhões. A proposta foi lida na sessão ordinária de quarta-feira (9).

O presidente da Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária, deputado Carlos Avallone (PSDB), defende acelerar a tramitação do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para permitir a votação do orçamento do próximo ano.

De acordo com o texto do PLOA, o Executivo fica com a maior parte R$ 38,7 bilhões. A Assembleia Legislativa com R$ 1,188 bilhão. Tribunal de Contas, R$ 840,6 milhões. Ministério Público, R$ 1,124 bilhão. Defensoria Pública R$ 422 milhões. Tribunal de Justiça, R$ 3,799 bilhões.

Segundo ele, embora os deputados já possam analisar a proposta orçamentária, a votação depende da aprovação do PLDO. Com as audiências públicas da PLOA já agendadas, Avallone informou que pretende agilizar a tramitação da matéria, mesmo com o calendário legislativo mais apertado. O cronograma, acrescentou, ainda será confirmado com a Mesa Diretora da Casa.

Leia Também:  Assembleia Legislativa debate Programa Estadual de Manejo Integrado do Fogo

Avallone explicou que havia a possibilidade de deixar a votação do orçamento para o início de 2027, caso ocorresse uma mudança de governo. Mas como a atual gestão permanecerá à frente do Executivo estadual, essa alternativa deixou de ser necessária.

“Havia uma vontade de que não precisasse mais votar o orçamento só no começo do ano que vem, caso houvesse mudança de governo. Como não houve, podemos votar a qualquer momento. O governo continua”, afirmou o parlamentar, ao defender o avanço das discussões e a definição do calendário para a votação das peças orçamentárias.

O deputado também chamou a atenção para a diferença entre os valores previstos e a arrecadação estimada para os exercícios financeiros. Segundo ele, o orçamento de Mato Grosso para 2026 foi fixado em quase R$ 41 bilhões, mas a previsão é de que a execução alcance R$ 48 bilhões. Já para 2027, a proposta encaminhada pelo governo prevê R$ 46 bilhões. Na avaliação de Avallone, essa diferença reforça a necessidade de analisar os números e discutir eventuais ajustes durante a tramitação do PLOA.

Leia Também:  Mato Grosso é responsável por um terço da produção da safra de grãos brasileira

“Mas é isso que é a função nossa. Discutir isso até que a gente chegue em valores que sejam adequados e que a gente possa garantir o orçamento. Nós podemos mudar uma série de coisas. Nós temos essa função”, destacou Avallone, ressaltando o papel do Parlamento na avaliação das receitas e despesas estaduais e na discussão de possíveis alterações para adequar a proposta às necessidades da administração pública.

O total previsto para a renúncia fiscal liquida para 2027 é de R$ 15.301.425.339,65. Os valores estão assim distribuídos:

ICMS – R$ 14.149.070.279,95.

IPVA – R$ 460.022.453,85

ITCD – R$ 146.978.185,60

Taxas – R$ 348.843.053,52

Juros e penalidades – R$ 196.511.366,74

Fonte: ALMT – MT

Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA