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Homenagem reconhece legado de Dom Mário à frente da Arquidiocese de Cuiabá

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Em um gesto de reconhecimento à fé, ao diálogo e ao compromisso social, o deputado estadual Eduardo Botelho (União) fez a entrega da Comenda Dante de Oliveira ao arcebispo de Cuiabá, Dom Mário Antônio da Silva, na tarde desta quinta-feira (19), no gabinete do parlamentar. A homenagem, concedida pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso, foi realizada no dia dedicado a São José, símbolo de devoção e serviço na tradição católica.

A honraria é uma das mais importantes concedidas pela Casa de Leis e reconhece personalidades que contribuem significativamente para o desenvolvimento social e institucional do estado. A escolha da data reforça o simbolismo da homenagem, já que São José, integrante da Sagrada Família, é referência de fé, responsabilidade e serviço, valores que marcam a trajetória pastoral de Dom Mário.

Durante a cerimônia, o deputado Eduardo Botelho destacou o legado deixado pelo arcebispo em Mato Grosso, especialmente pela capacidade de promover união e diálogo entre diferentes setores da sociedade.

“É o reconhecimento pelo trabalho que ele fez aqui. Dom Mário trouxe muita humildade para a Igreja, uniu a Igreja com os poderes políticos e aproximou ainda mais a fé das instituições. Ele mostrou uma capacidade impressionante de agregar e de levar o nome de Cristo às pessoas. Cativou não só os católicos, mas também os evangélicos. Eu, por exemplo, sou evangélico e tenho uma admiração profunda por ele. Essa homenagem é esse reconhecimento. Mesmo em pouco tempo, deixou uma marca forte e agora segue para um dos lugares mais importantes do catolicismo no Brasil, que é o Santuário Nacional de Aparecida”, afirmou.

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Dom Mário Antônio da Silva recebeu a homenagem, entregue como um reconhecimento coletivo à missão desempenhada ao longo dos últimos anos na Arquidiocese de Cuiabá.

“É um sentimento de alegria e de reconhecimento, não apenas à minha pessoa, mas à missão que realizamos nesses quatro anos. Recebo essa comenda em comunhão com todos aqueles que colaboraram comigo, para que o trabalho fosse fecundo e continuasse gerando frutos no coração das pessoas. Essa homenagem, que carrega o nome de Dante de Oliveira, inspira ainda mais responsabilidade e compromisso com o bem comum”, destacou.

O arcebispo também ressaltou a importância da união entre os poderes e a espiritualidade na construção de uma sociedade mais justa, pedindo a intercessão de São José pelos líderes públicos.

“Que Deus continue abençoando Mato Grosso e que São José interceda por todos os nossos representantes, no Executivo, no Legislativo e no Judiciário, para que, assim como Dante de Oliveira, pensem sempre no bem da população”, concluiu.

Dom Mário foi recentemente nomeado para assumir a Arquidiocese de Aparecida, em São Paulo, onde está localizado o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, um dos maiores centros de peregrinação religiosa do mundo.

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Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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