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Festa Junina da Assembleia reúne milhares de pessoas

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A população prestigiou a Festa Junina 2025 da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e lotou o estacionamento onde foi montada a estrutura, que recebeu mais de duas mil pessoas na noite de quinta-feira (26). Teve música, comidas típicas juninas e cuiabanas distribuídas em 19 barracas de gastronomia, dança tradicional, shows, atrações para as crianças e solidariedade entre as pessoas.

Promovida e organizada há várias décadas pelo Instituto Memória, o evento reuniu pessoas de diversas localidades e teve início com o cantor Thales de Paiva e a banda Zabumba Beat, depois com o sertanejo Bruno e Vinícius.

“Esperamos que seja um sucesso, uma festa tradicional já da Assembleia para os seus servidores, familiares, uma festa bastante animada, que conta com a participação muito grande dos nossos servidores, dos nossos colaboradores, enfim, do público em geral. E foi feito tudo com muito carinho para realmente o pessoal gostar, sair feliz e curtir o São João”, disse o presidente da Assembleia, deputado Max Russi (PSB).

“É uma festa junina, mas acaba sendo uma festa familiar, uma festa da família, de confraternização e entretenimento, de diversão para todo mundo”, destaca Russi.

Nas barracas foram vendidos pratos como maria-isabel, revirado cuiabano, milho-verde, paçoca, amendoim torrado, pamonha, pé de moleque, canjica, sarapatel, pastel e espetinho. Teve ainda uma choperia móvel. A decoração contava com bandeirolas, fogueira cenográfica, balões e uma igrejinha com imagem de São João.

“É uma festa junina preparada pelos servidores e para os servidores. Então a expectativa é para as pessoas divertirem e comer bem. Festa junina é para comer bem, fartura é sinônimo de festa junina. Então, a gente tem muita atração boa, música, comida e diversão. Todo ano ela acontece, é aberta ao público. Há uma grande adesão, principalmente dos nossos servidores, e também de pessoas de fora”, esclareceu o secretário de Comunicação da Assembleia, coronel Henrique Santos.

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Foto: JLSIQUEIRA/ALMT

Para a superintendente do Instituto Memória, Gabriela Torres, todo esforço desempenhado pela equipe organizadora recompensou pelo resultado final.

“Esteve tudo perfeito. A gente fez uma correria bruta aí, pessoal todo no sol, fazendo montagem, mexendo com decoração, deixando tudo bem caprichado mesmo, do jeito que o servidor merece ser tratado, para fazer um momento especial mesmo, para a gente confraternizar, trazer família, amigos e estar todo mundo junto”, disse Gabriela Torres. “O Arraiá, querendo ou não, além da questão tradicional e o apego religioso, cultural, ele tem esse objetivo também de trazer o pessoal mais para dentro da Assembleia. E uma das portas de acesso é a gente estar de braços abertos para receber a população”, declarou.

Vale lembrar que, para este ano, a comissão organizadora aumentou o número de mesas, perfazendo um total de 204 jogos com cadeiras.

Uma das novidades da festa deste ano foi a participação da servidora da Assembleia Legislativa Elaine Ribeiro, que serviu massas e vinhos aos convidados. “É uma novidade, entendeu? Eu creio que numa festa junina nunca teve massas caseiras assim para a população comer. É lasanha, ravioli, macarrão, com molhos brancos e vermelho, que é assado e cozido na hora. O vinho é servido geladinho. Servimos vinho branco, tinto e espumante”, revelou.

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Para Elaine, é importante a realização de festas juninas para divulgar a cultura brasileira às demais pessoas. “A nossa cultura é ter uma festa. Isso aqui agrega a amizade com os funcionários da Casa e seus familiares, além dos amigos. Celebrar esse momento é bom”, comentou ela

Na parte dos brinquedos, foram instalados os infláveis, como piscina de bolinha, pula-pula e escorregador, além da pescaria, única atração paga para as crianças, sendo os demais gratuitos.

Outra novidade da festa junina deste ano foi a participação da choperia móvel. Aliás, o Smart Movie está sendo novidade também para Cuiabá. Adquirido em Curitiba por Hildo Ramires, a novidade agradou os participantes.

“Para Cuiabá, é novidade. É um carrinho hoje 100% elétrico, funciona tanto a energia, que é o estático, ou a bateria. E tipo de show-up, onde o cliente que escolhe as mais variadas marcas. Dentro dele comporta quatro barris. Para mim, é importante participar dessa festa para mostrar a novidade aos clientes e servir os participantes”, destacou Ramires.

O secretário-geral da Casa, Carlos Alexandre, citou como ponto de destaque a confraternização entre os servidores e o ambiente familiar tranquilo entre os participantes. “É a integração da cidadania preparada com muito carinho para todos os nossos servidores. As famílias vêm aqui para aproveitar, se divertir e curtir essa festa maravilhosa. O importante é que não são somente os servidores da Casa, mas também é uma integração dos outros Poderes e da população em geral”, apontou ele.

Fonte: ALMT – MT

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Audiência pública reforça defesa dos direitos indígenas e da proteção territorial em Mato Grosso

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A audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa, na manhã desta terça-feira (12), durante o Acampamento Terra Livre de Mato Grosso (ATL-MT), no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, reuniu lideranças indígenas, representantes da sociedade civil e parlamentares para discutir direitos indígenas, proteção territorial e políticas públicas voltadas aos povos originários.

Organizado pela Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt), o encontro destacou demandas relacionadas à demarcação de terras, combate às invasões e ao garimpo ilegal, além da necessidade de ampliar ações nas áreas de saúde, educação e sustentabilidade nos territórios indígenas do estado.

A deputada Eliane Xunakalo (PT), requerente da audiência pública, destacou a diversidade e a presença histórica dos povos indígenas em Mato Grosso durante o encontro. Segundo ela, o estado abriga 43 povos indígenas, além de povos em processo de isolamento e um povo em processo de imigração, presente principalmente nas áreas urbanas de Cuiabá.

Ela afirmou que o objetivo da audiência foi ouvir as lideranças indígenas e encaminhar as demandas apresentadas às autoridades competentes, como secretarias estaduais e municipais de saúde e educação. “Mato Grosso é terra indígena. Estamos reafirmando uma coisa muito óbvia, mas que precisa ser dita constantemente”, declarou Xunakalo.

A parlamentar ressaltou ainda que os povos indígenas necessitam de visibilidade, respeito e implementação de direitos, considerando as diferentes realidades existentes nos territórios e nas cidades. Segundo ela, o estado possui cerca de 60 mil indígenas distribuídos em 74 terras indígenas, presentes nos biomas Pantanal, Cerrado e Amazônia, além das áreas urbanas.

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Foto: Ronaldo Mazza

Sobre a relação com os setores econômicos, a deputada avaliou que ainda há barreiras a serem superadas. Para ela, o potencial dos povos indígenas para o desenvolvimento sustentável ainda não foi plenamente reconhecido. “Sustentabilidade e economia podem e devem andar juntas”, afirmou Xunakalo.

O secretário da Federação dos Povos Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt), Silvano Chue Muquissai, defendeu a maior atenção do poder público às demandas apresentadas pelas comunidades nos territórios. Segundo ele, os principais problemas enfrentados pelos povos indígenas estão ligados à falta de demarcação de terras, invasões, garimpo ilegal, desmatamento e ausência de políticas públicas eficazes.

Em sua fala, Muquissai afirmou que as necessidades das comunidades “estão nos territórios” e, por isso, é fundamental que as autoridades de Mato Grosso conheçam de perto a realidade vivida em cada aldeia. Também pediram apoio da Assembleia Legislativa e do Governo do Estado para garantir soluções efetivas às reivindicações apresentadas.

Ele disse muitos territórios indígenas sofrem impactos causados pela demora na demarcação das terras, além de conflitos provocados por invasões e exploração ilegal de recursos naturais. Conforme os representantes, até mesmo áreas já demarcadas continuam enfrentando problemas relacionados ao garimpo e ao desmatamento.

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Muquissai reforçou a importância da união entre os povos indígenas na defesa dos direitos constitucionais, especialmente o direito à terra, à segurança alimentar e à preservação das práticas sustentáveis tradicionais.

Ao final, o representante da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso defenderam maior incidência política junto aos parlamentares para assegurar a demarcação dos territórios indígenas e a proteção dos povos originários em Mato Grosso.

Durante o evento, o deputado estadual licenciado Lúdio Cabral (PT) afirmou que todo o território mato-grossense tem origem indígena. Segundo ele, o movimento realizado anualmente busca fortalecer a organização das comunidades e garantir visibilidade às reivindicações apresentadas pelas lideranças.

O parlamentar ressaltou ainda que, todos os anos, promove audiências públicas durante o Acampamento Terra Livre para ouvir as demandas dos povos indígenas e encaminhar discussões sobre direitos territoriais, saúde, educação e inclusão social.

Neste ano, a audiência teve um significado especial com a atuação da deputada estadual suplente Eliane Xunakalo, presidente da Fepoimt, que assumiu temporariamente o mandato parlamentar durante o mês de abril, período em que é celebrado o mês dos povos indígenas.

O Acampamento Terra Livre é considerado uma das principais mobilizações indígenas do Brasil e reúne lideranças de diferentes povos para debater políticas públicas, proteção territorial e garantia de direitos constitucionais.

Fonte: ALMT – MT

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