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Botelho entrega máquinas e equipamentos para alavancar agricultura familiar e manutenção de estradas

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Foto: MAURICIO BARBANT / ALMT

Para o fortalecimento da agricultura familiar e melhorar as estradas para os inúmeros assentamentos, mais seis municípios receberam máquinas e equipamentos, por meio de indicações do deputado Eduardo Botelho (União Brasil), presidente da Assembleia Legislativa. O evento foi realizado, nesta sexta-feira (25), no pátio da Arena Pantanal, em Cuiabá, e contou com as presenças de prefeitos, vereadores e do governador Mauro Mendes.

No total, o governo investiu aproximadamente R$ 108 milhões, contemplando 33 prefeituras, com 38 máquinas e duas associações. São 25 motoniveladoras, 7 pás-carregadeiras e seis escavadeiras, que serão usadas na manutenção de estradas não pavimentadas. Para Agricultura Familiar, 122 municípios foram beneficiados, com máquinas, equipamentos e insumos, como calcário, resfriadores de leite e kit de patrulha mecanizada (trator, grade aradora e carreta basculante).

Alto Paraguai, Cáceres, Denise, Nortelândia, Rosário Oeste e Nossa Senhora do Livramento são os municípios agraciados pelo deputado. No semestre passado, Botelho também contemplou nove municípios com a entrega de máquinas como motoniveladora e pá carregadeira.

Em seu discurso, Botelho destacou a atuação da Assembleia Legislativa, que promoveu diversas ações para que Mato Grosso voltasse a trilhar o caminho do desenvolvimento. Lembrou que em 2019, enquanto presidente da ALMT, convocou os deputados para analisar e aprovar o pacote de medidas fiscais, que hoje, dão condições de o estado investir em todos os setores. 

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“Essas entregas de máquinas só estão sendo possíveis graças ao trabalho de recuperação fiscal que a Assembleia Legislativa fez para que o estado recuperasse a sua condição de fazer investimentos. É um trabalho de todos os deputados e dos poderes. Representa avanços à agricultura familiar, para os municípios. O governo tem feito várias entregas, têm convênios sendo realizados, têm lançamento de obras. Enfim, tudo isso só foi possível graças ao trabalho da Assembleia Legislativa de Mato Grosso”, afirmou Botelho.

Miguel Francisco dos Santos, presidente da Associação dos Trabalhadores da Sadia III e do Sindicato dos Trabalhadores de Várzea Grande reconheceu a ação que beneficia milhares de trabalhadores rurais. “É uma ação muito importante que vai ficar na história mato-grossense, é o que a nossa categoria precisa, pois não adianta trabalhar muito e não ter respaldo do governo. Já recebemos muitas coisas, como calcário, muda de banana, caixas de abelha e muito mais. Agora, pedimos para melhorar a assistência técnica e aprovar o fundo de aval para nos ajudar com um dinheirinho para melhorar essa produção. O trabalho do governo em conjunto com a Assembleia Legislativa é muito importante para ganhar força e ajudar a resolver os problemas dos pequenos trabalhadores”, disse Santos. 

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Ação que vai ajudar muito Denise. “Temos 80% de estradas de terra, nossas vicinais. Então, hoje estamos sendo contemplados com essa linda máquina que é um sonho para Denise. Vamos utilizar nas estradas, fazer tanque de peixes, represas, ajudara muito o pequeno produtor”, disse o prefeito de Denise, Aldecir de Sousa Oliveira (PDT).

De acordo com Mendes, quando o governo começa a investir, a melhorar estrada, levar progresso, as pessoas também se animam. “Gera um ciclo positivo de crescimento e desenvolvimento. Gera mais emprego, aumenta o comércio local, o comércio paga mais impostos, e os impostos são novamente investidos. Isso cria um ciclo virtuoso de crescimento. Esse é o papel mais importante do governo. Fazer, estrategicamente, os investimentos para retroalimentar, promover o desenvolvimento”, disse o governador.

Fonte: ALMT

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Wilson Santos projeto para barrar esgoto e lixo nos rios e cursos d´água

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A Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (2), o Projeto de Lei nº 295/2026 de autoria do deputado estadual Wilson Santos (PSD), que cria o Programa Estadual de Proteção e Combate à Poluição de Rios e Cursos D’Água. A proposta surgiu a partir das constatações feitas na 3ª Expedição Fluvial pelo Rio Cuiabá, que percorreu cerca de 980 quilômetros entre a Barragem de Manso e o Porto Jofre, o que revelou pontos críticos de poluição, lançamento irregular de esgoto e descarte de resíduos sólidos ao longo do trajeto.

O parlamentar relatou que a expedição identificou um cenário preocupante nos trechos urbanos do Rio Cuiabá, especialmente entre Cuiabá e Várzea Grande. Segundo ele, enquanto as áreas próximas à nascente permanecem preservadas, a realidade encontrada nas regiões urbanizadas é alarmante. “Nessa nossa descida do rio, o rio está limpo. Por sinal, o Rio Manso é de uma beleza impressionante. Mas, quando nós chegamos no perímetro urbano É inacreditável. É impressionante a quantidade de eletroeletrônicos jogados no rio, geladeira, fogão, capacete, garrafa PET, pneus”, relatou.

Wilson Santos destacou que o descarte irregular de resíduos não apenas compromete a qualidade ambiental dos rios, mas também afeta diretamente a fauna aquática e a atividade pesqueira. “É um dos fatores que não só agride o rio, como também atinge o estoque pesqueiro, porque muitos peixes acabam se alimentando daqueles restos. Plásticos são engolidos, pedaços de borracha”, alertou.

Ele também chamou atenção para a situação das comunidades ribeirinhas, que convivem com a falta de acesso à água tratada – mesmo vivendo às margens dos rios. “Os ribeirinhos não têm água tratada. Vieram nos pedir poços artesianos. Eles vivem na beira do rio e não têm água tratada. É uma ironia isso”, declarou.

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Wilson Santos também propôs que a Comissão de Meio Ambiente apresente emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 – destinando mais recursos para ações de saneamento básico e criticou a baixa participação do poder público estadual ao longo das últimas décadas. “O que o Estado tem colocado em saneamento básico é quase zero. Não é este governo, não. Há décadas o Estado vem colocando cada vez menos recursos para saneamento básico”, afirmou.

O parlamentar ainda destacou um dos principais gargalos do saneamento em Cuiabá. Para ele, apesar da ampla estrutura de coleta instalada pela concessionária responsável pelos serviços de água e esgoto, grande parte dos imóveis ainda não está conectada à rede.

“Há um problema. 70% do esgoto produzido em Cuiabá não é tratado, porque ele não chega na rede coletora. A empresa fez a rede coletora, fez novas estações de tratamento, mas o esgoto não chega para ser tratado. É preciso encontrar uma solução para fazer essa ligação da fossa séptica até a rede coletora, em condições acessíveis para a população”, defendeu.

Durante a discussão da matéria, o deputado Valmir Moretto (Republicanos) manifestou apoio ao projeto e ressaltou que a degradação dos rios não é uma realidade exclusiva da capital mato-grossense. Ele também sugeriu a ampliação da proposta para contemplar ações voltadas à recuperação e preservação de nascentes, além de solicitar participação como coautor do projeto. “Não é privilégio de Cuiabá. Todas as cidades onde o rio corta a área urbana convivem com o descaso do lixo. Precisamos de um programa de resíduos sólidos muito forte em Mato Grosso”, manifestou.

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Já o deputado Nininho (Republicanos) defendeu que parte dos recursos arrecadados com multas ambientais seja destinada à recuperação de nascentes, afluentes e margens de rios degradadas pelo assoreamento. “Esses recursos poderiam ser destinados para recuperação das nossas afluentes e dos nossos rios. Isso sim, é cuidar da água, que é a coisa mais sagrada que nós temos”, declarou.

Programa – O projeto em tramitação na ALMT, estabelece uma política estadual permanente para prevenção, controle e redução da poluição hídrica provocada pelo lançamento irregular de resíduos, esgoto e outras substâncias nocivas em rios, riachos e demais cursos d’água de Mato Grosso.

Entre os objetivos da proposta estão a proteção da qualidade da água, a recuperação de áreas degradadas, o incentivo à ampliação dos sistemas de coleta e tratamento de esgoto, a recomposição da vegetação ciliar e o fortalecimento da participação da sociedade em ações de preservação ambiental.

O texto também prevê monitoramento periódico da qualidade das águas, mapeamento de pontos críticos de poluição, apoio técnico e financeiro aos municípios, campanhas de educação ambiental e parcerias com universidades, organizações da sociedade civil e empresas ligadas às áreas de saneamento e sustentabilidade.

Fonte: ALMT – MT

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