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Equipamentos de ponta e estúdio transparente: Rádio Assembleia reinaugura com o que há de mais moderno

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Criada há oito anos com dois compromissos primordiais: dar transparência aos trabalhos da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e espaço para a cultura e artistas locais, a Rádio Assembleia (89,5 FM) foi reinaugurada na manhã desta quinta-feira (31). A cerimônia contou com a presença de deputados, secretários e servidores do Parlamento. Todos puderam conhecer a nova estrutura física e os profissionais da emissora, além de ver de perto os equipamentos usados para levar, todos os dias, música, entretenimento e jornalismo político aos lares dos mato-grossenses.

A modernização da emissora levou oito meses, da concepção do projeto à conclusão das obras. O projeto engloba três estúdios, uma nova sala de produção e operação, além das adequações no espaço da redação e administrativo.

 “As mudanças implantadas fazem jus a história da Rádio Assembleia, que desde a sua inauguração, em junho 2015, expandiu seu alcance, sua grade de programação e se consolidou como canal de comunicação pública”, destacou a superintendente da rádio, Tatiana Medeiros. Ela explicou que a reforma do espaço era uma necessidade para acompanhar essa evolução. “Hoje, o espaço físico que temos aqui não deve a nenhuma outra emissora de Mato Grosso. Além de um estúdio adequado, que traz uma estrutura mais moderna e equipada com tecnologia de ponta, a Rádio Assembleia conta com excelentes profissionais técnicos, jornalistas e radialistas”, afirmou.

Além da reconfiguração dos ambientes, a emissora agora tem uma parede de vidro no estúdio principal, onde são feitos os programas em tempo real. “O estúdio transparente é uma das principais novidades que conseguimos concretizar nesse projeto e que fortalece o compromisso de transparência nos atos e na comunicação do Parlamento com a sociedade”, destacou. Outra mudança relevante é a adaptação do estúdio principal para captação de imagem e transmissão via web. “Eles [os estúdios] agora estão equipados com tecnologia de ponta, inclusive com recurso de imagem com câmeras de 360º para responder as demandas atuais por mais interatividade”, disse.

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Foto: EDSON RODRIGUES / Assessoria de Gabinete

O presidente da Casa de Leis, deputado Eduardo Botelho (DEM), foi um dos responsáveis por romper a fita que simbolizava a reinauguração da unidade. “O rádio é o veículo de comunicação de maior alcance, mais acessível. Investir na rádio é cumprir o compromisso de dar mais visibilidade e transparência para o trabalho do Parlamento”, defendeu. “Ela [Rádio AL] fortalece a Assembleia e aproxima a população dos seus representantes”, complementou. Ele convidou todos a ouvirem a emissora para acompanhar os trabalhos do Legislativo e também os programas musicais que são referências na divulgação e promoção dos artistas regionais.

A secretária de comunicação, Rosimeire Felfili, a frente da pasta desde 2017,  falou dos desafios de estruturação da rádio – que saiu um pequeno anexo à Secom, para uma estrutura de três estúdios, sala de produção e operação, além da unidade de redação e administração da emissora. “O grande diferencial para se chegar a um resultado tão satisfatório como este é o trabalho em equipe”, defendeu. “Desde o planejamento até a concretização das obras, os trabalhos envolveram muitos setores e profissionais da Casa que não mediram esforços para chegar a essa estrutura de excelência”, resumiu Felfili.

O radialista Cleber Lima é uma das vozes da Rádio AL e comemora mais esse avanço na comunicação radiofônica do Parlamento. “Sou parte dessa evolução”, afirmou. “Foi um projeto desafiador, de transformar um programa interno em uma emissora de rádio com frequência modulada”, lembrou com orgulho. O comunicador destacou que as adequações garantem mais qualidade de som e de transmissão, além de ampliar o potencial de produção de novos conteúdos.

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O deputado Júlio Campos (União) participou da cerimônia e falou com orgulho da sua contribuição, enquanto deputado federal à época, para viabilização da emissora e também da parceria que fez com que a emissora fosse a primeira rádio legislativa a integrar a Rede Legislativa de Rádio, encabeçada pela Rádio Câmara de Brasília.

Além dele, também estiveram presentes a deputada Sheila Klener (PSDB) e os deputados Wilson Santos (PSD), Beto dois a um (PSB), Paulo Araújo (PP) e Dr. João (MDB).

Homenagens póstumas

Dois importantes comunicadores do Parlamento que faleceram recentemente, o repórter fotográfico Mauricio Barbante e o radialista Edson Pires, foram homenageados com seus nomes dados à sala de imprensa do Salão Negro e ao estúdio da rádio no plenário Renê Barbour.

Os familiares dos homenageados participaram da solenidade e falaram da satisfação em ver o trabalho e o legado de ambos reconhecidos no lugar onde dedicaram boa parte de suas vidas profissionais.

“Meu pai era um comunicador nato e exerceu uma profissão que gostava. Muito do seu trabalho ele realizou aqui”, afirmou Edson Pires Filho, filho do comunicador Edson Pires. “Tenho certeza que essa placa vai fazer as pessoas felizes ao lembrarem-se dele, porque se tem outra coisa que marcou a vida do meu pai era a alegria que ele tinha e levava por onde passava”, afirmou emocionado.

Rádio AL (89,5 FM)

Fundada em 23 de junho de 2015, a Rádio Assembleia foi a primeira a operar na Rede Legislativa de Rádio, uma parceria da Câmara Federal, em Brasília, com Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais. 

Hoje, conta com 12 programas fixos, programas rotativos, além das transmissões ao vivo das sessões plenárias, audiências públicas e outros eventos do Parlamento. Ela pode ser ouvida na baixada cuiabana pela frequência 89,5 FM e pela internet no endereço: https://radio.al.mt.gov.br

Fonte: ALMT – MT

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CPI da Saúde questiona ex-secretário sobre R$ 1,1 bilhão em indenizatórios

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ouviu nesta quarta-feira (14), o ex-secretário de Estado de Saúde (SES), Gilberto Figueiredo, na condição de investigado, para esclarecer questões relacionadas aos contratos firmados pela pasta entre 2019 e 2025. Durante a oitiva, conduzida pelo presidente da comissão, deputado estadual Wilson Santos (PSD), foram feitas cerca de 70 perguntas. O depoente, que estava acompanhado de advogado, abriu mão do direito ao silêncio para apresentar a sua defesa.

Ao ser questionado sobre a participação nas contratações, nos reconhecimentos de dívidas e nos pagamentos realizados pela Secretaria de Estado de Saúde, Gilberto explicou que as decisões não dependiam exclusivamente de sua autorização e que os processos passavam por diferentes departamentos e recebiam pareceres e observações de integrantes das nove secretarias adjuntas da pasta e que o seu papel era tomar a decisão final sobre os processos previamente analisados.

Em relação aos pagamentos indenizatórios que somaram R$ 1,1 bilhão ao longo de sete anos, com base no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) nº 01/2019, ele confirmou o montante e afirmou que, durante o período em que esteve à frente da SES, o orçamento da pasta ultrapassou R$ 31 bilhões. “Os pagamentos indenizatórios não nascem na sala de um secretário e, sim, por uma atividade que foi realizada, contratada ou adquirida e que depois o Estado está obrigado a pagá-la por questão de não ter risco de enriquecimento ilícito”, justificou.

Wilson Santos contestou a explicação e observou que a pandemia da Covid-19 foi uma situação excepcional, durante a qual houve flexibilização da legislação, mas que o pagamento por indenização parece ter se tornado uma prática mantida mesmo após o período emergencial. Ele acrescentou que houve um crescimento de quase 500% no número de pagamentos indenizatórios no período pós-pandemia.

Em resposta, Gilberto afirmou que não houve acomodação da gestão diante da situação e defendeu a existência de procedimentos para comprovar os serviços prestados. “Nós tomamos as decisões e reformulamos a estrutura da SES. Não acostumei. Vou querer aprofundar sobre essa situação (indenizatórios). Não existe pagamento que não esteja com um robusto processo de comprovação de serviços realizados”, declarou.

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O ex-secretário também esclareceu que o TAC teria sido firmado inicialmente com duração de dois anos e afirmou que o instrumento permanecia vigente. O presidente da CPI, por sua vez, contrapôs a informação, alegando que o prazo havia se encerrado em 31 de agosto de 2026. Logo, Gilberto confirmou que a atual gestão da SES prorrogou o acordo por mais 60 dias. “Eu mesmo fui autor do comunicado ao Ministério Público Estadual que era o TAC nº 01/2019. O objetivo primeiro era não paralisar e não colapsar o serviço de saúde. No TAC existe o compromisso elaborado tanto na questão da gestão de pessoal como também na contratação de serviço”, explicou.

Diante das informações apresentadas, a CPI vai requisitar novos esclarecimentos sobre a tramitação do TAC para a Secretaria de Estado de Saúde. Outras indagações feitas ao ex-secretário foram referentes aos motivos pelos quais a pasta não teria atendido a alertas de órgãos de controle, como a Controladoria-Geral do Estado (CGE) e a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que identificaram irregularidades e recomendaram a suspensão ou a correção de determinados procedimentos.

Gilberto Figueiredo esclareceu que interromper a prestação de um serviço de saúde poderia colocar vidas em risco e que, diante dessas situações, cabia ao gestor avaliar os pareceres e tomar decisões. “O gestor, sim, ele é assessorado por parecer, mas ele está sentado no cargo para tomar a decisão. Eu nunca fui omisso, nunca abri mão de tomar uma decisão por causa de alerta para não deixar o paciente morrer. Eu tive o coração de correr os riscos. E estou sujeito a eles. Vou passar pelos escrutínios”, afirmou o investigado.

Outro ponto abordado durante a oitiva foi a contratação de empresas sem processo licitatório e a ocorrência de irregularidades envolvendo prestadoras de serviços. O depoente afirmou que é difícil para a administração pública acompanhar mudanças na composição societária, na razão social ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) das empresas.

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“Tem empresas que têm mais de 100 sócios. Eu apurei e fui buscar. Como um gestor vai conseguir controlar isso? Tomei conhecimento, sim, fiz demanda junto da PGE de como poder evitar isso. Infelizmente, tem empresas que não cumprem contrato e no outro dia nasce com um outro nome ou outro CNPJ e o governo não tem como impedir”, declarou.

A CPI também questionou o ex-secretário sobre a pessoa mencionada em autos de processos investigatórios relacionados à Operação Espelho como a “Mulher da SES”, apontada no contexto das investigações sobre contratos e licitações. Gilberto contestou a referência e afirmou que não existia uma pessoa identificada dessa forma, mas um quadro de aproximadamente 6,5 mil servidores na Secretaria, dos quais 4.194 seriam mulheres. Diante da resposta, Wilson Santos informou que apresentará requerimento para convocar, na condição de testemunha, a atual secretária adjunta de Orçamento e Finanças da SES, Ivone Rosset. “Eu não vou ficar dando nomes às pessoas que estão legalmente investidas nos cargos publicados em Diário Oficial”, disse o ex-secretário.

Ao final da oitiva, Gilberto solicitou que um exemplar de seu livro “Sem tempo para respirar”, fosse incluído nos autos da CPI da Saúde. Segundo ele, a obra apresenta detalhes da atuação da SES durante a pandemia e das medidas adotadas para salvar vidas. “Não fico feliz com os óbitos que ocorreram, mas fico feliz, se muitos de nós estamos aqui hoje, é porque trabalhamos muito para que isso acontecesse. Criamos o maior centro de triagem de Covid-19 e atendemos milhares de pessoas”, declarou.

Também participaram da reunião o relator da CPI, deputado estadual Beto Dois a Um (União), e os membros Dilmar Dal Bosco (União) e Chico Guarnieri (PSDB).

Fonte: ALMT – MT

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