POLÍTICA
Empaer entrega tratores para fortalece agricultura familiar
POLÍTICA
O programa de mecanização da agricultura familiar, do Governo de Mato Grosso realizou, na tarde desta quarta-feira (4), no pátio da Arena Pantanal, em Cuiabá, a entrega de tratores para os municípios de Cotriguaçu, São José dos Quatro Marcos e Paranaíta.
Prefeitos e vereadores tiveram suas reivindicações atendidas por meio de indicação parlamentar do deputado estadual Eduardo Botelho (União). A aquisição foi viabilizada com recursos próprios da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).
Segundo o deputado Eduardo Botelho, os tratores vão dar suporte direto às atividades no campo, ampliando a capacidade de trabalho dos pequenos produtores e fortalecendo a produção local.
“A aquisição foi viabilizada por meio de recursos próprios da Empaer, com nossa articulação e apoio do vice-governador Otaviano Pivetta. Esses tratores vão dar suporte direto às atividades no campo, contribuindo para ampliar a capacidade de trabalho dos pequenos produtores e fortalecer a produção local. Essa iniciativa também contou com o apoio dos vereadores dos municípios beneficiados, reforçando esse compromisso conjunto com o desenvolvimento da agricultura familiar e com a melhoria das condições de trabalho no meio rural”, destacou Botelho.
O diretor-presidente da Empaer, Suelme Evangelista Fernandes, ressaltou que a entrega representa um momento histórico para a instituição, que passa a atuar de forma mais completa no processo de apoio à mecanização da agricultura familiar.
“Essa entrega marca um momento inovador para a Empaer. Historicamente, a instituição sempre atuou apenas com a emissão de pareceres técnicos para subsidiar a destinação de maquinários, principalmente por meio da Secretaria de Agricultura Familiar. Agora, pela primeira vez, participamos de todo o processo, desde o levantamento da demanda e análise técnica até a entrega e o acompanhamento do uso dos tratores pelos produtores”, afirmou.
Ele também destacou que, dentro do programa de mecanização do Governo do Estado, estão sendo entregues 120 tratores. “Conseguimos uma economia significativa na aquisição, com cada unidade custando cerca de R$ 136 mil, enquanto no mercado esses equipamentos ultrapassam R$ 200 mil. Além disso, priorizamos uma marca nacional, pensando na realidade do pequeno produtor, que precisa de equipamentos com manutenção mais acessível”, completou.
O prefeito de Cotriguaçu, Moisés Ferreira de Jesus (União Brasil), ressaltou a importância do equipamento para fortalecer a produção agrícola no município, que possui grande número de pequenos produtores.
“Cotriguaçu ocupa hoje a sexta posição em Mato Grosso em número de pequenos produtores rurais. Temos três assentamentos que reúnem aproximadamente 2.500 famílias, que movimentam diariamente a produção agrícola local. Esse trator chega para fortalecer ainda mais esse trabalho”, destacou. Segundo o prefeito o equipamento será destinado à Associação Agroflorestal do município, entidade com mais de 23 anos de atuação.
Em Paranaíta, o trator foi solicitado pelo vereador Jenildo do Ônibus (PDT) e será destinado à comunidade Novo Paraíso, no assentamento São Pedro.
O prefeito Osmar Antonio Moreira (União Brasil), conhecido como Osmar Mandacarú, afirmou que o equipamento representa um incentivo importante para fortalecer a agricultura familiar.
“Esse trator vai ajudar muito a comunidade, que está se reorganizando. Onde predomina a agricultura familiar, é fundamental oferecer apoio para que o produtor continue produzindo e acreditando na atividade. Em Paranaíta, temos uma agricultura familiar muito atuante, porque oferecemos suporte técnico e políticas de incentivo, como compras institucionais para a merenda escolar”, disse.
Em São José dos Quatro Marcos, o equipamento foi solicitado pela vereadora Meire Braga (União Brasil) e será destinado à Associação Chico Mendes.
“Estamos muito felizes e agradecidos ao deputado Eduardo Botelho por atender esse pedido. A associação trabalha muito com silagem e produção agrícola, mas contava com apenas um trator. Identificamos essa necessidade e fizemos a solicitação. Esse equipamento vai trazer um grande benefício para a comunidade”, afirmou a vereadora.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA
CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso
A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.
O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.
A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.
Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.
Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.
A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.
A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.
Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.
Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.
A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.
Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.
Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.
A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.
Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.
A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.
Fonte: ALMT – MT
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