CUIABÁ
Search
Close this search box.

POLÍTICA

Deputado Thiago Silva propõe ações emergenciais para enfrentar o feminicídio em Mato Grosso

Publicado em

POLÍTICA

Diante do alarmante crescimento dos casos de feminicídio em Mato Grosso, o deputado estadual Thiago Silva (MDB) apresentou uma série de propostas ao Governo do Estado, defendendo a adoção de medidas emergenciais e a ampliação de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres. Entre as ações sugeridas estão o reforço no policiamento, o funcionamento ininterrupto das Delegacias da Mulher, campanhas permanentes de conscientização e prevenção da violência doméstica, além de maior integração entre os Poderes e instituições públicas para o enfrentamento da violência de gênero.

As medidas foram defendidas pelo parlamentar em pronunciamento realizado nesta quarta-feira (25), durante a sessão plenária. O parlamentar também solicitou à bancada federal de Mato Grosso e ao Congresso Nacional a aprovação de leis mais rígidas e punições mais severas para crimes de feminicídio. Reivindicou, ainda, a convocação dos aprovados no último concurso da segurança pública, a criação de novas Delegacias da Mulher com atendimento 24 horas em todas as regiões do estado, e a implantação de salas especializadas para acolhimento humanizado às vítimas.

Leia Também:  Assembleia Social chega a 17 comunidades periféricas neste Mês das Crianças

Thiago Silva destacou a urgência de respostas concretas diante da crescente vulnerabilidade das mulheres no estado. “Os números são assustadores. Vimos o caso estarrecedor ocorrido nesta semana em Lucas do Rio Verde, onde um marido assassinou sua esposa, Gleici Kely, e esfaqueou a filha, além de outros casos diários que acontecem em todo o estado. Não podemos cruzar os braços enquanto vidas são perdidas para a violência. Infelizmente, o que vemos é o aumento anual da violência contra a mulher, e precisamos de punições mais severas por parte do Judiciário e do Congresso Nacional. Nosso estado lidera a posição vergonhosa dos altos índices de violência doméstica, e temos que mudar esta realidade com o apoio da nossa bancada federal”, afirmou o deputado.

Ele também reforçou a necessidade de ampliar o debate sobre violência doméstica, com programas de conscientização em escolas, universidades, hospitais e no serviço público.

“A educação é a base da prevenção. Precisamos ensinar desde cedo sobre respeito e os mecanismos de denúncia, para que as próximas gerações não repitam esse triste ciclo de violência que tem ocorrido em Mato Grosso”, afirmou o deputado.

Leia Também:  Deputado Thiago Silva viabiliza entrega de playground para o distrito de Vale Rico

Estatísticas – Segundo a Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180), Mato Grosso registrou 8.144 atendimentos em 2024, um aumento de 65,5% em relação ao ano anterior, que contabilizou 4.920 chamados. Além disso, o estado teve um crescimento de 59,9% no número de denúncias, saltando de 957 em 2023 para 1.531 em 2024, sendo 1.389 por telefone e 117 via WhatsApp. Os dados da Polícia Civil também revelam um cenário devastador: os feminicídios registrados no estado em 2024 deixaram 83 crianças órfãs de mãe.

“A cada dia que passa, mais mulheres correm risco. O poder público precisa assumir sua responsabilidade de forma conjunta e agir para mudar essa realidade”, disse a comerciante Suellen Cristina.

Fonte: ALMT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍTICA

Comissão de Saúde cobra do Governo que reveja demissões e desativação de unidades do Samu em Mato Grosso

Publicados

em

A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) pediu ao Governo do Estado que revise as demissões de servidores e a desativação de unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que impactaram os atendimentos especialmente na região da Baixada Cuiabana.

Realizada nesta quarta-feira (22), a discussão foi conduzida pelo presidente da Comissão, o deputado Dr. Eugênio (Republicanos), com a participação de representantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES), profissionais do Samu, do Corpo de Bombeiros e demais envolvidos no tema. O objetivo foi debater os impactos resultantes da implantação do novo Sistema Estadual de Atendimento Pré-hospitalar e ouvir as demandas da categoria.

De acordo com os servidores do Samu, as alterações na gestão dos atendimentos pré-hospitalares vêm impactando diretamente a operação do serviço. Entre outubro de 2025 e março de 2026, cinco unidades do Samu foram desativadas na Baixada Cuiabana, além do desligamento de 56 profissionais do quadro operacional, medidas que, segundo a categoria, comprometem a capacidade de resposta do atendimento.

Leia Também:  Dr.João destina emenda para agricultura familiar de Guarantã do Norte

A enfermeira do Samu, Patrícia Ferreira, relatou dificuldades no funcionamento das equipes diante do cenário atual.

“Em razão dos desligamentos, não conseguimos manter o funcionamento ininterrupto de todas as ambulâncias, sejam de suporte básico, avançado ou motolâncias”, afirmou.

Segundo os profissionais, o enfraquecimento do Samu ocorre paralelamente ao fortalecimento da atuação do Corpo de Bombeiros Militar nos atendimentos de urgência. Para a categoria, no entanto, as instituições devem atuar de forma complementar.

“Nós queremos mais ambulâncias do Bombeiro, mas também queremos garantir 100% do funcionamento das equipes do Samu”, completou a enfermeira.

Durante a reunião, o Governo do Estado apresentou o novo modelo de atendimento pré-hospitalar, que propõe a integração entre Samu e Corpo de Bombeiros. O secretário de Estado de Saúde, Juliano Silva Melo, destacou que a iniciativa está ampliando a cobertura e otimizando os serviços, com aumento de 64 equipes ativas, em 2025, para 89, em 2026, além da redução no tempo de resposta.

“A gente quer ampliar a cobertura, integrar o atendimento, conectando o Samu e o Corpo de Bombeiro em um sistema único de regulação médica da SES, reduzir o tempo de resposta, qualificar a assistência, otimizar recursos e salvar vidas”, afirmou.

Leia Também:  Wilson Santos propõe auxílio-alimentação para servidores estaduais

O secretário também negou qualquer possibilidade de encerramento das atividades do Samu no estado.

Ao longo da reunião, o presidente da Comissão de Saúde, Dr. Eugênio, ressaltou a importância de que eventuais mudanças sejam conduzidas com diálogo e garantia de qualidade no atendimento à população.

“A Comissão está atenta a esse processo. Defendemos a integração dos serviços, mas é fundamental assegurar que não haja prejuízo ao funcionamento do Samu e ao atendimento prestado à população”, destacou.

Como encaminhamento, a Comissão de Saúde solicitou formalmente ao Governo do Estado a revisão do desligamento dos 56 servidores e da desativação das cinco unidades. O colegiado também deliberou pela realização de uma nova reunião na próxima semana, com a participação de representantes do Ministério da Saúde, ampliando o debate sobre o tema.

Fonte: ALMT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CIDADES

POLÍTICA

MULHER

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA