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Deputado faz representação no MPF por suspensão nos pedágios nas BR’s 163 e 364

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Thiago Silva vistoria BR 364 in loco

Foto: HENRIQUE COSTA PIMENTA BRAGA

O deputado estadual Thiago Silva (MDB) protocolou uma representação no Ministério Público Federal, no dia 17, solicitando providências junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e a concessionária Rota do Oeste para providenciar com urgência a manutenção, com operação de tapa buraco e recapeamento dos trechos das BR,s 163 e 364, que apresentam buracos e crateras.

O parlamentar tem recebido diariamente denúncias de motoristas de caminhão que estão inconformados com a morosidade do DNIT para resolver este problema que ocasiona acidentes nas estradas de Mato Grosso.  

“Infelizmente a situação ainda é precária, com inúmeras crateras nas BR’s 364 e 163. Os motoristas de caminhão precisam fazer malabarismo e mudar de pista para não danificar os caminhões e, com isto, tem aumentado o risco de acidente. Defendo imediatamente a suspensão do pedágio até que se resolva essa situação, pois a população não aguenta mais pagar pelo serviço que não está sendo entregue com qualidade”, disse o deputado Thiago Silva.

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Segundo o relato do caminhoneiro Leandro Lóss, de dezembro até fevereiro, os buracos aumentaram gradativamente entre o trecho de Rondonópolis a Jaciara. “Pagamos nossos impostos e o pedágio justamente para que o Estado possa dar condições para podermos trabalhar e carregar a produção do nosso Estado, porém o descaso continua, ocasionando prejuízos e acidentes com frequência. Todo dia encontramos caminhões quebrados e fora da pista”, ressalta.

Thiago Silva defende que o DNIT possa fazer um contrato emergencial com uma empresa para realizar os reparos necessários nas BR’s pois a reclamação é que o trecho está ficando intransitável.

O deputado também enviou ofício para senadores e deputados federais de Mato Grosso solicitando uma ação imediata por parte do Ministério dos Transportes com objetivo de resolver os problemas das BR’s de forma definitiva.

Fonte: ALMT

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ALMT lança livro com indicadores climáticos e propostas para o futuro de Mato Grosso

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) lançou o livro Indicadores do Clima em Mato Grosso – Cenários da Crise Climática e a Formulação de Políticas Públicas na tarde desta segunda-feira (1º) A publicação é resultado dos trabalhos da Câmara Setorial Temática (CST) de Mudanças Climáticas, encerrada em 2025. A obra reúne estudos, diagnósticos e projeções sobre os impactos das mudanças climáticas no estado, além de apontar caminhos para a formulação de políticas públicas de mitigação e adaptação.

O deputado estadual Júlio Campos (União), que presidiu os trabalhos da câmara, destacou o caráter preventivo do documento. Segundo ele, o material foi construído com a participação de universidades, cientistas, órgãos públicos e organizações da sociedade civil.

“Estamos hoje publicando esse livro que mostra o cenário da situação que vai ocorrer a partir de agora, em especial a partir de 2030, quando haverá uma grande virada, com impacto no clima em todo o mundo e também em Mato Grosso”, afirmou o parlamentar. Campos também adiantou que pretende apresentar um projeto de lei para a implantação de um Plano Estadual de Mudanças Climáticas, como forma de iniciar um diálogo junto ao governo buscando a tomada de ações.

A secretária da CST e editora da obra, Juliana Arini, explicou que o objetivo é levar o debate para além dos espaços técnicos e aproximá-lo dos gestores municipais. “A proposta é tirar essa discussão da Assembleia e trazer para o gestor público, principalmente para prefeitos e vereadores, porque são eles que lidam diretamente com as consequências da crise climática”, destacou.

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De acordo com Juliana Arini, o livro será distribuído aos 142 municípios mato-grossenses e às respectivas câmaras municipais. A publicação reúne, de forma acessível, o conteúdo debatido ao longo do funcionamento da Câmara Setorial. “Fizemos uma síntese das discussões para que o gestor público tenha acesso a esse conhecimento de forma facilitada, com uma linguagem menos técnica e mais compreensível”, explicou.

Entre os alertas apresentados na obra estão projeções de aumento das ondas de calor em todos os municípios do estado até 2030. “O calor a gente não tem como evitar, mas tem como mitigar. Precisamos discutir arborização urbana, transporte público climatizado e alternativas para proteger a população mais vulnerável”, observou Juliana.

A professora da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Carolina Joana da Silva, que participou da elaboração do material, ressaltou que a publicação reúne diferentes perspectivas sobre os impactos das mudanças climáticas nos biomas mato-grossenses. “É um documento que facilita a compreensão da população sobre um fenômeno global e mostra a necessidade de estarmos preparados para enfrentar essas mudanças. Isso demonstra o interesse da Assembleia Legislativa em discutir um tema importante para Mato Grosso e para o Brasil. É um material que reúne informações e alertas que precisam chegar à sociedade”, afirmou.

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Já a suplente de deputada, Sheila Klener (PSDB), destacou que o estudo servirá como instrumento de apoio à tomada de decisões governamentais. “Essa publicação vai ajudar a preparar e desenvolver políticas públicas para enfrentar as mudanças climáticas, que estão cada vez mais perceptíveis no nosso dia a dia”, avaliou a geóloga, servidora da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). “Mato Grosso não tem o mesmo nível de emissão de CO₂ de estados mais industrializados, mas nós temos o desmatamento e a pecuária como fatores que precisam ser observados. As pessoas precisam entender que sem floresta e sem água não haverá produção”, alertou.

Durante o lançamento, os participantes reforçaram a importância da preservação ambiental, da proteção das nascentes e da adoção de estratégias de adaptação para enfrentar desafios como o aumento das temperaturas, períodos prolongados de seca e a pressão sobre os recursos hídricos. O livro apresenta indicadores climáticos, mapas e diagnósticos que poderão subsidiar ações de planejamento em diferentes áreas.

Fonte: ALMT – MT

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