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CST do Sistema Prisional ouve depoimentos de parentes de reeducandos

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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

A Câmara Setorial Temática (CST) criada para discutir e propor políticas intersetoriais para o sistema prisional e a rede de proteção a pessoas em situação de restrição e privação de liberdade, incluindo os adolescentes, se reuniu na manhã desta segunda-feira (14). 

Durante a reunião de hoje,  Andréia de Oliveira. mãe de um reeducando de Cáceres,   fez uma participação remota e relatou como os detentos são tratados dentro dos presídios. Ela aproveitou para cobrar a presença de um assistente social no presídio de Cáceres.

“No município de Cáceres não tem o trabalho de um assistente social no presídio. Faltam informações da situação dos detentos, ou seja, de como eles estão sendo tratados e, ainda, sobre as condições de saúde deles. O acompanhamento psicológico também não existe”, afirmou ela.

Andreia entende que, a sociedade precisa voltar o olhar mais humanizado para esse tipo de situação. “Sugiro parcerias com universidades públicas e privadas. Precisamos mais apoio dos serviços sociais com monitoramento. Os relatórios devem ser feitos a cada mês para acompanhamento de perto, a cada caso, para serem estudados. É preciso, que nós, enquanto sociedade, olharmos para todos aqueles que têm situação de privação de liberdade. Precisamos ser mais humanos e termos perspectivas de futuro”, disse a mãe do reeducando.

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Segundo o presidente da CST, Raul Angel Carlos Oliveira, a Câmara Setorial já teve a participação de diretores penitenciários mostrando os trabalhos de ressocialização dos internos e, agora, está na fase de colher depoimentos de familiares, como pais, mães, esposas e filhos.

“Desta vez, conversamos com uma mãe de um dos internos. A implantação da CST foi feita justamente para dar voz a todos os envolvidos dentro do processo de segurança pública. A dona Andréia foi convidada porque a sociedade não dá muito importância aos familiares dos reeducandos”. 

De autoria do deputado Sebastião Rezende (PSC), esta foi a quarta reunião da CST, que foi instalada em agosto de 2021. No ato de sua instalação, o professor Raul Angel Carlos Oliveira foi definido como presidente. O procurador-geral da ALMT, Ricardo Riva, assumiu a relatoria. Janeide Ramos, ficou definida como secretária. Os outros membros da Câmara são João Fernando Feitoza, Ueliton Peres, Kátia Aparecida Silva e Rosilayne Figueiredo Campos.

Vale destacar que na reunião anterior, foi discutido o projeto “Lendo o mundo: fomento a leitura no sistema socioeducativo”, criado em 2020, na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), pelo grupo de pesquisa e estudos emancipatórios e linguagem. De acordo com a pesquisadora, Kátia Aparecida Miranda, a CST vai desenvolver o trabalho, a princípio, nas cidades de Cuiabá e Cáceres.

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Fonte: ALMT

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CPI da Saúde faz 261 perguntas, mas empresários optam pelo silêncio

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta quarta-feira (19), a oitiva de quatro empresários convocados para prestar esclarecimentos sobre fatos relacionados à investigação DE possíveis irregularidades em licitações da Secretaria de Estado de Saúde (SES) no período de 2019 a 2025. Ao longo da reunião, foram feitas 261 perguntas aos depoentes, que optaram por exercer o direito constitucional de permanecer em silêncio.

Prestaram depoimento Luiz Gustavo Castilho Ivoglo, Osmar Gabriel Chemin e Gabriel Naves Torres Borges, ligados à empresa MedTrauma, além do médico Bruno Castro. Apenas Ivoglo participou presencialmente da reunião, realizada na Sala das Comissões Deputada Sarita Baracat. Os demais acompanharam a sessão de forma virtual, todos acompanhados de seus respectivos advogados.

Os questionamentos apresentados pelos integrantes da CPI abordaram diferentes aspectos dos fatos investigados, entre eles contratos e pagamentos na área da saúde, registros de frequência de profissionais, prestação de serviços médicos, processos de indenização e apontamentos de auditorias realizadas pela Controladoria-Geral do Estado (CGE).

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Durante a oitiva, também foram apresentadas perguntas relacionadas a possíveis inconsistências em documentos e folhas de frequência, ausência de registros de profissionais, cobrança por plantões sem comprovação de execução e pagamentos realizados por meio de processos indenizatórios.

O procurador da ALMT Francisco de Brito explicou que os convocados tiveram assegurados o acesso aos autos, o acompanhamento por advogados e o direito constitucional de permanecer em silêncio. Segundo ele, o exercício desse direito não impede o prosseguimento dos trabalhos da CPI, que dispõe de outros instrumentos para produção de provas, como requisição de documentos, pedidos de quebra de sigilos bancário e fiscal e solicitação de informações e auditorias a órgãos de controle.

Nova etapa – A próxima reunião da CPI da Saúde está marcada para quarta-feira (26), às 14h, quando deverão ser ouvidos o ex-secretário de estado de Saúde Gilberto Figueiredo e a ex-secretária adjunta Caroline Campos Dobes.

Conforme informado durante a reunião, a comissão iniciou as oitivas com técnicos da Controladoria Geral do Estado (CGE), passou por representantes da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e, posteriormente, ouviu empresários relacionados aos fatos investigados.

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A expectativa é que, após a próxima rodada de depoimentos, a comissão avance para a elaboração de um relatório parcial sobre os elementos já analisados, sem prejuízo da inclusão de novos documentos e informações que possam contribuir para a investigação.

Fonte: ALMT – MT

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