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CPI do Leite aprova convocação de oito pessoas para oitivas

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Foto: ANGELO VARELA / ALMT

Membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga possíveis infrações de ordem econômica na cadeia produtiva do leite e seus derivados em Mato Grosso aprovaram, nesta quarta-feira (27), o plano de trabalho, o regimento interno da comissão e os nomes das primeiras pessoas que deverão comparecer às oitivas.

Conforme plano estabelecido, a CPI fará um estudo sobre as implantações dos laticínios instalados Mato Grosso e a capacidade das empresas, os impactos sociais e econômicos gerados pela atividade e a formação do preço do leite e do índice do leite cru no estado, sendo este último um dos principais itens questionados pelos parlamentares e que motivaram a instalação da comissão.

Inicialmente, oito pessoas serão convocadas para prestar informações aos deputados. A presidente do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), Emanuelle Gonçalina de Almeida, e o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Cesar Miranda, serão os primeiros ouvidos, em reunião marcada para o dia 4 de maio, às 16h.

Na ocasião, Emanuelle deverá apresentar informações sobre as necessidades sanitárias de produtores e laticínios do estado, enquanto o secretário será questionado sobre o Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic) do segmento de Laticínios de Mato Grosso.

O superintendente do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), Cleiton Gauer, e o presidente da Associação dos Produtores de Leite do Estado de Mato Grosso (Aproleite-MT), Dolor de Figueiredo Neto, serão convocados a comparecer em reunião marcada para o dia 18 de maio, às 16h, ocasião em que deverão discorrer sobre o mercado e produção de leite do estado e as dificuldades enfrentadas pelos produtores de leite, respectivamente.

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No dia 1° de junho, a comissão deverá ouvir o presidente do Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras de Mato Grosso (OCB-MT), Onofre de Souza Filho, e o presidente do Conselho Paritário de Produtores e Indústrias de Leite em Mato Grosso (Conseleite-MT), Antonio Bornelli Filho.

A última rodada da primeira etapa de oitivas está prevista para o dia 15 de junho, quando deverão ser ouvidos o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínio de Mato Grosso (Sindilat-MT), Leonir Chaves, e a pesquisadora do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) Natalia Grigol, que apresentará informações sobre o mercado de leite no Brasil e a interferência do leite Spot (leite cru comercializado entre indústrias).

O presidente da CPI do Leite, deputado estadual Gilberto Cattani (PL) afirmou que há um grande gargalo na cadeia leiteira, que não se restringe somente ao estado de Mato Grosso.

“Uma vez que você vende um produto por um preço que não paga o custo
desse produto, obviamente você está fadado à falência. Nós estamos começando uma ação no estado do Mato Grosso e esperamos que outros estados também façam o mesmo, como Goiás, onde o deputado Amauri Ribeiro já solicitou a instalação de uma CPI. Precisamos de toda ajuda possível para fazer com que a cadeia do leite seja viável não só em Mato Grosso, mas em todo o país”, declarou.

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Reuniões no interior – A primeira reunião externa da CPI do Leite acontecerá no dia 9 de maio, no município de Campinápolis. 

“A ideia do presidente Cattani de levar a CPI aos municípios é extremamente importante. Muitas vezes é difícil para um produtor vir à Capital para participar de uma reunião, então a CPI indo principalmente aos principais polos produtores facilitará muito a participação deles e também de representantes das indústrias”, ressaltou o deputado estadual Dr. Eugênio (PSB), que representa a região do Araguaia.

Outras reuniões também serão promovidas nos municípios de Confresa, Terra Nova do Norte, Jaciara e Juara.

Participaram da reunião os deputados Gilberto Cattani (PL), Dr. Eugênio (PSB), Carlos Avallone (PSDB) e Thiago Silva (MDB).

Fonte: ALMT

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ALMT participa do lançamento do “MT em Defesa das Mulheres” e reforça rede de proteção

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) participou, por meio da Procuradoria Especial da Mulher (PEM), do lançamento do programa “Mato Grosso em Defesa das Mulheres” e da assinatura do Pacto Estadual pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher, realizados nesta sexta-feira (17), em Cuiabá. A iniciativa do Governo do Estado reúne medidas estratégicas voltadas ao fortalecimento da rede de proteção e ao enfrentamento da violência de gênero e dos feminicídios em Mato Grosso.

A participação da ALMT reforça o compromisso institucional do Parlamento com a pauta dos direitos das mulheres, por meio da atuação da Procuradoria Especial da Mulher, que desenvolve ações de acolhimento e orientação, articulação de políticas públicas e incentivo à implantação de Procuradorias nos municípios.

O programa tem como diretriz a integração entre os poderes e instituições, fortalecendo o trabalho em rede e ampliando a efetividade das políticas de enfrentamento à violência de gênero.

A subprocuradora especial da Mulher da ALMT, Francielle Brustolin, disse que a iniciativa reúne demandas históricas da rede de enfrentamento e amplia a estrutura de proteção em diferentes regiões do Estado.

“O programa contempla avanços importantes construídos a partir de pleitos históricos da rede de enfrentamento. Entre eles estão a implantação da Delegacia da Mulher 24 horas em Várzea Grande, novas unidades em municípios como Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, além da abertura de novas Salas Lilás, que são espaços de atendimento humanizado e reservado para mulheres em situação de violência e outros serviços de atendimento”, afirmou.

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Foto: MAYKE TOSCANO/Secom-MT

Ela também ressaltou ações voltadas à autonomia econômica das beneficiárias, com iniciativas de inserção no mercado de trabalho.

“Há um conjunto de medidas voltadas à autonomia financeira das mulheres em situação de violência, com oportunidades por meio de programas como o Empregos MT e ações direcionadas à inserção de jovens no mercado de trabalho, o que contribui para o rompimento do ciclo da violência”, pontuou.

Francielle destacou ainda o papel da Assembleia Legislativa no âmbito do pacto firmado entre os poderes.

“A participação da ALMT se dá pelo compromisso de fortalecimento e ampliação das Procuradorias da Mulher nos municípios. Trata-se de uma contribuição direta do Parlamento dentro do programa, com o objetivo de garantir mais acesso a orientação, acolhimento e encaminhamento”, completou.

Para a consultora da Comissão de Orçamento e Fiscalização e da Procuradoria da Mulher da ALMT, Rosângela Saldanha Pereira, a iniciativa consolida o caráter estruturante da política pública.

A atuação do Parlamento na fiscalização e no acompanhamento das políticas públicas, especialmente no processo orçamentário, também foi destacada por Rosângela. Segundo ela, a consolidação do Orçamento Mulher é fundamental para dar visibilidade às ações voltadas ao público feminino. “Sem orçamento, não há política pública”, afirmou.

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Entre as medidas anunciadas pelo Governo do Estado estão a implantação da Delegacia da Mulher 24 horas em Várzea Grande no primeiro semestre de 2026, a criação de novas unidades em municípios como Lucas do Rio Verde e Sorriso e a instalação de núcleos especializados em diferentes regiões do Estado.

O pacote inclui ainda a ampliação da Patrulha Maria da Penha, o fortalecimento de estruturas nas forças de segurança, a criação de um portal estadual com informações integradas sobre violência de gênero e a oferta de teleatendimento psicológico às vítimas.

O deputado estadual Carlos Avallone, que acompanhou o lançamento, destacou a importância da atuação conjunta entre instituições e do engajamento da sociedade no enfrentamento à violência de gênero. Segundo ele, o enfrentamento ao problema exige ações contínuas e articuladas, com participação do poder público e mudança de cultura, especialmente por meio da educação.

A participação da ALMT no evento reforça sua atuação no fortalecimento das políticas de enfrentamento à violência de gênero. Por meio da PEM, a Casa segue contribuindo na articulação de ações e na ampliação da rede de proteção às mulheres em MT.

Fonte: ALMT – MT

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