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Audiência pública realizada por Elizeu Nascimento reúne mais de 100 pessoas em Paranatinga

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Uma audiência pública requerida pelo deputado estadual Elizeu Nascimento (PL) aconteceu na noite desta terça-feira (12), na Câmara Municipal de Paranatinga (368 km de Cuiabá), onde foi discutida a regularização fundiária dos bairros da cidade.

Na audiência, os moradores e autoridades puderam debater sobre a luta para a conquista dos títulos definitivos de seus respectivos lotes. Os munícipes buscam pelo reconhecimento de suas terras desde 17 de dezembro de 1979, quando Paranatinga virou município após a aprovação da Lei Estadual nº 4.155.

“A nossa vinda aqui foi exclusivamente pela grande demanda da população buscando junto ao vereador Wellington WG que bateu em nosso gabinete, nos solicitando apoio por sermos vice-presidente da Comissão Parlamentar da Regularização Fundiária da Assembleia Legislativa, e juntos fomos até o Intermat tirar dúvidas e procurar saber como estava a situação. O próprio Intermat nos solicitou que fizéssemos uma audiência pública para poder debater o tema e hoje infelizmente não veio nenhum representante do Intermat”, disse Elizeu que presidiu a audiência que contou com mais de 100 pessoas.

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Mesmo sem o Instituo de Terras de Mato Grosso (Intermat) ter mandado um representante oficial, Elizeu durante o encontro fez questão de ligar para o diretor de regularização fundiária urbana do órgão, Robison Pazetto Junior que explicou a atual situação do município.

Por telefone, Robinson detalhou que a Prefeitura Municipal de Paranatinga já foi comunicada e orientada a comparecer no Intermat e entregar as documentações necessárias para que o processo de títulos tenha andamento no cartório. Robinson acrescentou que após esse trâmite, em até oito meses os moradores poderão receber os títulos definitivos.

“A gente deixa claro para a população de Paranatinga que o papel do parlamento municipal é provocar os órgãos municipais e estaduais por meio do parlamento estadual, e é nesse trabalho de parceria junto com os demais vereadores que nós fizemos esse trabalho”, declarou Elizeu.

O vereador WG explicou que irá continuar provocando as discussões para que o processo seja célere e a espera de mais de 56 anos dos munícipes tenha uma solução.

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“Nós vereadores aqui de Paranatinga vamos estar fazendo o trabalho de não deixar nada do que nós fizemos até hoje adormecer e cair no esquecimento. O vereador WG vai estar cobrando, vou estar indo sempre ao gabinete do deputado, conversar com a assessoria jurídica do deputado e buscar o Intermat para que essa audiência não seja apenas um conto de fadas para os nossos munícipes. Vamos brigar para que os títulos cheguem as mãos de cada um morador de Paranatinga”, falou o vereador.

Na audiência estavam presentes os moradores dos bairros Alto da Glória, Centro, Flamboyant, Jardim Panorama, Jardim Paraíso I, Novo Horizonte, Rui Barbosa, União, Vila Cibrazem, Vila Concórdia, Vila Nova 2, Vista Alegre e dos loteamentos Ponto Alto e Vila Nova 2.

A audiência pública foi transmitida ao vivo pela TV Assembleia, e também no Youtube da própria casa de leis estadual.

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Comissão da ALMT avança em projetos para proteção do Pantanal, da fauna e dos recursos hídricos

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Celebrado nesta sexta-feira, 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente reforça a importância da preservação dos recursos naturais e da construção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável. Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Recursos Minerais e Direitos dos Animais Domésticos de Companhia tem contribuído para esse debate por meio da análise de projetos de lei e discussões sobre temas estratégicos, como proteção do Pantanal e a situação dos pescadores do estado.

De janeiro até a primeira semana de junho de 2026, o colegiado realizou três reuniões ordinárias e uma extraordinária e analisou 102 matérias. Além disso, a comissão promoveu, em maio, uma audiência pública para debater os impactos da Lei da Pesca.

Entre os projetos que tiveram parecer favorável aprovado pela comissão, destacam-se iniciativas voltadas à proteção do Pantanal, à preservação da fauna silvestre e à conservação dos recursos hídricos. Um deles é o Projeto de Lei (PL) nº 2076/2025, de autoria do deputado Beto Dois a Um (Podemos), que institui o Estatuto de Proteção Permanente do Pantanal Mato-grossense. A proposta estabelece diretrizes estaduais para prevenção e combate às queimadas, utilização de tecnologias de monitoramento ambiental, criação de brigadas comunitárias e elaboração de um plano estadual de resposta emergencial para enfrentar eventos extremos.

Foto: Karen Malagoli / Secretaria de Comunicação Social

Outro projeto que recebeu parecer favorável da comissão foi o PL nº 73/2022, do deputado Valdir Barranco (PT). O texto prevê a implantação de ecodutos para possibilitar a travessia segura da fauna sob rodovias, ferrovias e estradas. A medida busca reduzir o número de atropelamentos de animais silvestres e contribuir para a preservação da biodiversidade mato-grossense, especialmente em áreas de grande circulação e fragmentação de habitats naturais.

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Também se destaca a aprovação do PL nº 295/2026, de autoria do deputado Wilson Santos (PSD), que cria o Programa Estadual de Proteção e Combate à Poluição de Rios e Cursos d’Água. A proposta tem como objetivo fortalecer ações de preservação dos recursos hídricos e ampliar mecanismos de prevenção à degradação ambiental em bacias hidrográficas do estado.

Presidente da comissão, o deputado Eduardo Botelho (MDB) destacou que os trabalhos desenvolvidos no primeiro semestre reforçam o compromisso da Assembleia Legislativa com a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável. Segundo ele, o colegiado tem debatido temas estratégicos para o estado, como a proteção do Pantanal, os recursos hídricos, a política pesqueira, a prevenção das queimadas e a produção sustentável. “A comissão tem trabalhado muito neste primeiro semestre. Discutimos a questão do Pantanal, que era um assunto mais urgente e fomos in loco, inclusive com o pessoal da Sema e do Corpo de Bombeiros, fazer uma visita na região”, afirmou.

A audiência pública promovida pela comissão teve como objetivo discutir os impactos da Lei Estadual nº 12.197/2023, conhecida como Transporte Zero. O encontro reuniu representantes das 22 colônias de pescadores de Mato Grosso, parlamentares, integrantes do governo estadual e membros da cadeia produtiva da pesca para avaliar os efeitos sociais, econômicos e ambientais da legislação.

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Para Botelho, o debate sobre a pesca demonstra a preocupação da comissão em buscar soluções equilibradas para questões que envolvem meio ambiente e desenvolvimento econômico. “Neste semestre, começamos a debater o Transporte Zero do pescado, realizando uma audiência pública muito importante e concorrida, na qual buscamos alternativas positivas para o setor”, destacou.

O parlamentar reforçou ainda que Mato Grosso tem papel estratégico na produção de alimentos e na preservação ambiental, sendo referência nacional e internacional nesses dois segmentos. “Nesta data comemorativa do Meio Ambiente, faço um chamado para que possamos unir esforços, governo, setor produtivo, comunidade científica e sociedade civil, em favor de políticas públicas equilibradas, responsáveis e sustentáveis. Preservar o meio ambiente não é impedir o desenvolvimento. Preservar o meio ambiente é garantir que o desenvolvimento continue sendo possível”, afirmou.

Atualmente, a Comissão de Meio Ambiente da ALMT é presidida pelo deputado Eduardo Botelho e tem como vice-presidente Carlos Avallone (PSDB). Também integram o colegiado, como membros titulares, os deputados Nininho (Republicanos), Valmir Moretto (Republicanos) e Wilson Santos.

Fonte: ALMT – MT

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