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Suspensão do ITR sobre imóvel rural invadido vai à Câmara

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Proprietários poderão deixar de pagar o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) sobre imóveis total ou parcialmente invadidos quando a ocupação impedir o uso e a exploração econômica da propriedade. A medida está prevista em projeto aprovado nesta terça-feira (11) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

O PL 1.648/2024, do senador Jayme Campos (União-MT), recebeu parecer favorável, com emendas, do senador Jaime Bagattoli (PL-RO). A matéria foi aprovada em votação final e, se não houver recurso para análise do Plenário, seguirá para a Câmara dos Deputados.

Além da não incidência do ITR sobre imóveis invadidos, o projeto altera a forma de determinar o Valor da Terra Nua (VTN), usado no cálculo do imposto, e trata da fiscalização e da destinação dos recursos arrecadados pelos municípios. O VTN corresponde ao valor da terra sem considerar construções, instalações e benfeitorias.

Pelo parecer, a avaliação deverá levar em conta critérios como aptidão agrícola, localização e dimensão do imóvel. Caso discorde dos valores da tabela do Sistema de Preços de Terra (SIPT) da Receita Federal, o contribuinte poderá apresentar laudo próprio, com validade de cinco anos.

Para ter direito à não incidência do ITR em razão de invasão, o proprietário deverá comprovar a situação por meio de boletim de ocorrência policial e comunicá-la ao órgão federal responsável pela administração tributária. Quando recuperar plenamente a posse do imóvel, também deverá informar o órgão. Segundo o parecer, as exigências permitem verificar a ocorrência da invasão e impedem a manutenção do benefício depois do fim da situação que o justificou.

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Cálculo do imposto

Uma das mudanças feitas pelo relator foi manter a área total do imóvel como referência para definir a faixa de alíquota do ITR, em vez da área efetivamente aproveitável. Segundo o parecer, o uso da área aproveitável poderia reduzir a arrecadação sem que o projeto apresentasse estimativa do impacto financeiro.

O relatório ressalta ainda que áreas de preservação permanente e de reserva legal já são excluídas da base de cálculo do imposto e do cálculo do grau de utilização da propriedade.

Durante a discussão, Bagattoli afirmou que a proposta aperfeiçoa a cobrança sem reduzir a arrecadação dos municípios. O relator também destacou que o cálculo do imposto considera o valor da terra nua, e não o das estruturas construídas na propriedade.

— Os municípios não estão perdendo arrecadação. O cálculo desse imposto é feito pelo VTN, sobre o valor da terra nua — disse Bagattoli.

Jayme Campos também criticou diferenças na avaliação das propriedades para fins de cobrança do imposto. Segundo o senador, os valores definidos podem não corresponder ao preço da terra e gerar insegurança para os produtores.

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— O atual modelo no cálculo do ITR é incoerente e injusto. Existe uma enorme insegurança jurídica quando da determinação do valor monetário da terra nua, e o preço de mercado, lamentavelmente, às vezes não é compatível — afirmou.

Recursos para o campo

O projeto estabelece que municípios conveniados com a União para fiscalizar e cobrar o ITR deverão usar prioritariamente os recursos arrecadados em melhorias no meio rural. O relatório cita como exemplos infraestrutura local, construção e reforma de estradas vicinais, conectividade e eletrificação rural.

Emenda da ex-senadora Augusta Brito também incluiu entre as prioridades ações de promoção da autonomia econômica e social das mulheres do campo e de prevenção e enfrentamento da violência contra elas.

O texto mantém na esfera federal o julgamento de contestações administrativas relacionadas ao ITR. De acordo com o relator, transferir essa função aos municípios poderia resultar em decisões diferentes sobre um mesmo tributo federal.

A proposta também estabelece o Cadastro Ambiental Rural (CAR) como principal instrumento para comprovar as áreas tributável e total do imóvel.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Crianças aprendem sobre leis e meio ambiente na Câmara Legislativa

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Nesta terça-feira (11), o Plenário da Câmara Legislativa tornou-se um espaço lúdico e acolhedor, com a presença de estudantes de 4 a 6 anos de idade. Os alunos descobriram que aqui são feitos “os combinados que valem para a cidade inteira”, participando de forma leve e divertida do projeto Infância Cidadã. Essa iniciativa da Escola do Legislativo do Distrito Federal (Elegis) visa promover educação para a cidadania desde a primeira infância.

Ao todo, cerca de 1.200 crianças vão participar do projeto, ao longo de cinco dias do mês de agosto (11, 12, 13, 14 e 25). A programação inclui oficina e espetáculo musical do grupo Camerata Caipira, além de piquenique e visita guiada à sede da Câmara Legislativa.

A primeira turma foi do Centro de Educação Infantil (CEI) 01 do Gama. Ao subir na tribuna, os pequenos alunos deram um show de fofura e consciência, deixando mensagens sobre “não jogar lixo na rua”, “cuidar da nossa floresta” e “ajudar a educação”.

Para a diretora da unidade de ensino, Angélica de Souza, o projeto se adequa à forma de aprendizagem na primeira infância. “Com a brincadeira e a interação, o conteúdo fica lúdico e elas aprendem. As crianças tiveram interação com a Câmara Legislativa, puderam falar como os deputados, foi muito interessante essa vivência”, detalha a diretora.

Marília Teixeira, da Elegis: conexão entre meio ambiente, preservação e aprovação de leis (Felipe Ando/CLDF)

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A professora Amanda Sousa conta que o projeto começou ainda na sala de aula, com explicações adaptadas sobre a Casa e as leis que ajudam a melhorar a nossa cidade: “Nós recebemos instruções sobre como passar o tema de forma lúdica. Ao vir para cá, os alunos internalizam mais o que já foi trabalhado na escola. São atividades que chamam atenção das crianças, elas estão aprendendo brincando”, avalia a professora do CEI 01 do Gama.

Neste ano, o tema escolhido foi “Cerradania”, conceito que conecta cidadania e preservação do Cerrado. “Nós estamos conversando com as crianças sobre a importância do cuidado com o meio ambiente, trazendo essa noção de pertencimento e mostrando que a Câmara Legislativa tem tudo a ver com essa preservação, por meio das leis, ou como estamos dialogando com elas, por meio dos combinados que valem para toda a cidade”, explica a chefe do Núcleo de Projetos Especiais da Elegis, Marília Teixeira.

Este é o segundo ano do projeto Infância Cidadã. Nesta edição, foram contemplados alunos de escolas públicas de diferentes regiões administrativas do DF, como Brazlândia, Gama e Paranoá.

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Confira a cobertura fotográfica no Flickr da CLDF

Fonte: Câmara Legislativa – DF

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