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Semana Legislativa debate participação e cultura democrática desde a primeira infância

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O auditório da CLDF recebeu, nesta quarta-feira (26), a abertura oficial da 4ª Semana Legislativa pela Primeira Infância, iniciativa que reúne atividades educativas, palestras e debates voltados à promoção e à garantia dos direitos das crianças. Com o tema “Escutar para Construir: cultura democrática desde a infância”, o início das atividades focou a importância da participação social e da escuta ativa das crianças na construção de políticas públicas.

O objetivo do evento, promovido pela Escola do Legislativo do Distrito Federal (Elegis), é ser um espaço de diálogo, reflexão e formação sobre a importância da escuta das crianças como fundamento para a construção de uma cultura democrática desde a infância. Dessa forma, elas são reconhecidas como sujeitos históricos, culturais e de direitos, fortalecendo sua participação na vida social.

Em seu pronunciamento, o diretor da Elegis, Luiz Eduardo Coelho Netto, observou que o tema escolhido para esta edição está diretamente ligado à missão da Escola do Legislativo de aproximar o Parlamento da sociedade por meio da formação para a cidadania. O diretor lembrou ainda as atividades do projeto Infância Cidadã, realizadas na véspera da abertura oficial do evento, quando crianças de 3 a 7 anos da rede pública participaram de ações lúdicas sobre cidadania e democracia na CLDF.

“Hoje, avançamos para refletir que a criança não é apenas destinatária de políticas públicas, mas um sujeito de direitos cuja voz precisa ser escutada e reconhecida”, observou.

Estudantes durante participam do projeto Infância Cidadã, em 25 de agosto de 2026. Foto: Felipe Ando/Agência CLDF

Durante a cerimônia, foi exibido vídeo produzido pelo Núcleo de Projetos Especiais da Elegis, com apoio da Diretoria de Comunicação da CLDF, que reuniu depoimentos de crianças sobre suas preocupações e desejos para a sociedade. Entre as respostas, apareceram pedidos relacionados à preservação da natureza, ao cuidado com os animais, à ampliação das escolas, à redução da violência e à gentileza entre as pessoas.

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“Mais escolas”, “menos brigas nas ruas”, “cuidar da Terra e dos animais” e “queria que todo mundo fosse gentil” foram algumas das mensagens apresentadas. Para os organizadores, as falas demonstram que as crianças compartilham preocupações semelhantes às dos adultos e podem contribuir para o debate público.

Participação social

Consultor legislativo da Comissão de Educação e Cultura da CLDF, Vinicius Marques abordou o papel do Poder Legislativo na formulação e no acompanhamento de políticas voltadas à primeira infância. “Constitucionalmente, o Legislativo tem a missão de legislar e fiscalizar. Muitas vezes lembramos apenas da função de elaborar leis, mas fiscalizar significa verificar se o Poder Executivo está executando aquilo que foi determinado”, explicou.

Ao falar sobre formas de participação popular, Vinicius Marques enfatizou que a atuação cidadã vai além do voto. “Na Câmara Legislativa, a sociedade pode participar das reuniões das comissões, de audiências públicas, dialogar com os gabinetes parlamentares e utilizar os canais da Ouvidoria da Câmara. Existem muitos instrumentos para ouvir a população. Participar não se resume apenas ao voto”, ressaltou.

O consultor também convidou a população a acompanhar os trabalhos da Comissão de Educação e Cultura, que atualmente discute o Plano Distrital de Educação, entre outros temas.

Formação cidadã

Representando a Associação Brasileira das Escolas do Legislativo e de Contas (Abel), o diretor de relações Institucionais da entidade, Aloísio Brito Vieira, destacou a importância da educação para a cidadania na formação de lideranças políticas. “Na Abel, desenvolvemos um trabalho contínuo de incentivo à cidadania, buscando aproximar jovens do Legislativo e dos tribunais de contas para despertar o interesse pela política”, afirmou.

Segundo ele, os resultados desse trabalho já podem ser observados em diferentes esferas da administração pública. “Hoje, temos deputados estaduais, deputados federais, prefeitos e vice-prefeitos que passaram por uma escola do Legislativo”, relatou.

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Parlamento e sociedade

Instituída pela Resolução nº 357/2025, de autoria da deputada Paula Belmonte (PSDB), a Semana Legislativa pela Primeira Infância integra oficialmente o calendário anual da CLDF. Nesta 4ª edição, os debates e atividades seguem voltados à promoção dos direitos das crianças, reforçando o compromisso da CLDF com o fortalecimento da cidadania e da participação social desde os primeiros anos de vida.

Após o evento de abertura, foi realizada conferência magna da professora doutora Zoia Prestes, que leciona na Universidade Federal Fluminense e é pesquisadora nas áreas de educação, psicologia e desenvolvimento infantil, com base na teoria histórico-culturalcom. O tema foi “escutar para reconhecer: a criança como sujeito histórico, cultural e de direitos”.

Após intervalo para almoço, a programação será retomada às 14h30, com uma mesa redonda sobre o tópico “escutar para transformar: o lugar da criança na construção da vida social. Além de Zoia Prestes, o debate contará com os professores Rodrigo Rodrigues e Simão de Miranda.

Programação

26 de agosto (quarta-feira)
Local: Auditório da CLDF
• 8h30 | Credenciamento e acolhimento
• 9h | Abertura Institucional. Tema: Escutar para Construir: cultura democrática desde a infância
• 9h30 | Conferência Magna. Tema: Escutar para Reconhecer: a criança como sujeito histórico, cultural e de direitos
– Palestrante: Prof.ª Dra. Zoia Prestes
• 11h30 às 14h | Intervalo para almoço
• 14h | Recepção
• 14h30 | Mesa-redonda. Tema: Escutar para Transformar: o lugar da criança na construção da vida social
Participantes: Prof. Dr. Rodrigo Rodrigues, Prof. Dr. Simão de Miranda e Prof.ª Dra. Zoia Prestes
• 16h30 | Encerramento

Confira mais imagens no Flickr da CLDF

Fonte: Câmara Legislativa – DF

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CLDF e Hemocentro promovem mutirão para doação de sangue

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Nesta terça-feira (25), a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) e a Fundação Hemocentro de Brasília (FHB) promoveram um mutirão para doação de sangue em frente ao parlamento. A ação foi possível com a utilização da unidade móvel do Hemocentro. Ao todo, foram coletadas 50 bolsas.

Uma delas foi obtida do gestor público Leonardo Barreto da Costa, doador frequente do Hemocentro. A rotina teve início depois de Barreto ter sido eletrocutado aos 22 anos. Após o acidente, ele precisou de doações devido à amputação do braço direito. “Fico feliz de ter a possibilidade de doar, muitas pessoas não podem, procuro doar para quem precisa.”

Cristiane Leite de Menezes, servidora da CLDF, aproveitou a facilidade da unidade móvel presente na Casa para contribuir com a campanha de doação. “Sou doadora frequente, mas já fazia mais de três meses que não doava. O meu sangue é O+, que é do doador universal. Eu acho importante, porque, a qualquer momento, alguém pode ter um acidente, alguma coisa, e precisar de uma doação”, disse.

Leonardo Costa é doador desde que precisou passar por transfusões após um acidente (Erika Brito)

A iniciativa proposta pelo Núcleo de Enfermagem (Nenf) da CLDF e o Hemocentro contou com 74 doadores, entre funcionários e estagiários da Câmara, além do público externo. A servidora do Nenf Bárbara de Albuquerque destacou que a comodidade para os funcionários é um diferencial e incentiva mais doações. Bárbara ainda explica que a CLDF e o Hemocentro têm a missão da cidadania como pilar.

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Essa foi a segunda campanha de doação de sangue na Câmara Legislativa e o objetivo agora é que ela aconteça anualmente. A gerente de Coleta do Hemocentro, Thais Carneiro, frisa que as coletas externas são fundamentais para a recomposição do estoque, especialmente na época da seca.

As condições básicas para doar sangue são:

  • Estar bem de saúde;

  • Ter entre 16 e 69 anos (Menor de 18 anos deve apresentar o formulário de autorização e cópia do documento de identidade com foto do pai, mãe ou tutor/guardião. Idosos devem ter realizado pelo menos uma doação de sangue antes dos 61 anos);

  • Pesar mais de 51 kg;

  • Dormir pelo menos seis horas, com qualidade, na noite anterior à doação;

  • Não ingerir bebida alcoólica nas 12 horas anteriores à doação;

  • Não fumar duas horas antes da doação;

  • Não estar em jejum.
     

Além disso, é obrigatório apresentar documento de identificação oficial com foto, em bom estado de conservação. Também são aceitas as versões digitais dos documentos em aplicativos oficiais;

Não doe sangue se:

  • Tem ou teve um teste positivo para HIV;

  • Teve hepatite após os 11 anos de idade;

  • Tem doença de Chagas;

  • Teve algum tipo de câncer, incluindo leucemia;

  • Tem graves problemas no pulmão, coração, rins ou fígado;

  • É diabético com complicações vasculares ou em uso de insulina;

  • Foi submetido a transplante de órgãos ou de medula;

  • Utilizar piercing na boca ou na região genital;

  • Estiver grávida.

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Espere para doar sangue se:

  • Está gripado ou resfriado: aguardar 7 dias. Se febre, aguardar 14 dias;

  • Está amamentando: aguardar o bebê completar um ano de vida;

  • Fez tatuagem ou piercing: aguardar 12 meses após o procedimento. O prazo pode diminuir para seis meses se o candidato à doação apresentar foto do registro do estúdio na Vigilância Sanitária e nota fiscal do estabelecimento;

  • Fez endoscopia ou colonoscopia: aguarde seis meses após o procedimento;

É importante estar bem alimentado para doar sangue, assim como beber bastante água desde o dia anterior à doação. Pelo menos três horas antes, evite alimentos gordurosos, como açaí, abacate, leite e seus derivados (queijo, iogurte, manteiga…), massas, frituras, ovos, maionese, sorvete, chocolate, etc. Se for doar após o almoço, aguarde duas horas. A refeição deve ser leve, com carnes grelhadas, saladas, arroz e feijão sem gorduras.

A próxima coleta externa será realizada na Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) em 3 de setembro. Essa ação foi realizada com o apoio da Associação dos Servidores, Ex-servidores e Pensionistas da Câmara Legislativa do Distrito Federal (Assecam), Associação dos Consultores Técnico-Legislativos da CLDF (ACTL), Sesc e Caesb.
 

Fonte: Câmara Legislativa – DF

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