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Relator afirma que governo ainda tem ressalvas à vinculação de recursos para assistência social; veja a entrevista

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O relator da proposta que garante recursos permanentes para o Sistema Único de Assistência Social (Suas), deputado André Figueiredo (PDT-CE), afirmou que a equipe econômica do governo ainda tem ressalvas quanto ao tema.

A PEC 383/17 prevê a vinculação de 1% da receita corrente líquida da União para o financiamento da assistência social. A proposta está pronta para ser votada no Plenário da Câmara dos Deputados desde 2021.

Na última semana, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou pelas redes sociais que o texto poderá ser votado após o feriado da Páscoa.

“Precisamos, evidentemente, construir um ambiente de diálogo. Sabemos que, dentro do governo, o Ministério do Desenvolvimento Social, os ministérios finalísticos, têm uma vontade e uma necessidade de que essa PEC seja aprovada”, disse André Figueiredo em entrevista à Rádio Câmara nesta segunda-feira (6).

“Mas a Fazenda sempre tem, digamos assim, algumas reticências em relação à vinculação de receita em qualquer projeto ou proposta de emenda constitucional”, reconheceu o relator.

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Regra de transição
O deputado, que também relatou a proposta na comissão especial, lembrou que, de acordo com o texto aprovado, nos dois primeiros anos a União destinará 0,5% da receita para a assistência social. Somente no terceiro ano, o governo federal terá que destinar 1% para o setor.

Para estados e municípios, no entanto, a vinculação de 1% valerá desde o primeiro ano.

Atendimento a pessoas vulneráveis
André Figueiredo destacou que saúde e educação já têm percentuais fixos de receitas na Constituição. Segundo ele, a garantia de recursos para a assistência social fortalece a estrutura, que atende 30 milhões de brasileiros mais vulneráveis socialmente.

“Ao prevermos na Constituição a destinação orçamentária, nós simplesmente estamos dando a segurança da continuidade desses serviços, dessa prestação de serviços à população mais vulnerável, independentemente de governantes, independentemente de lei orçamentária.”

“Isso trará segurança para todos que atuam na rede social”, acrescentou o relator.

R$ 15 bilhões
De acordo com André Figueiredo, em números de 2025, 1% da receita corrente líquida representaria R$ 15,2 bilhões para assistência social. Em 2026, foram previstos para o setor R$ 3,9 bilhões.

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“Nós estamos falando de quase quatro vezes mais esse orçamento [com a PEC], o que vai beneficiar demais todo o sistema que envolve Cras [Centros de Referência de Assistência Social], Creas [Centros de Referência Especializados de Assistência Social], Centro Pop, Centros Dia, unidades de atendimento, em todos os 5.570 municípios do nosso Brasil, nos 26 estados e mais o Distrito Federal”, disse o deputado.

Da Rádio Câmara
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

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Plenário analisa programa de incentivo à produção de fertilizantes nesta terça

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O Plenário tem cinco matérias em pauta na primeira sessão deliberativa após o recesso, a partir de 14h desta terça-feira (11). Entre eles os itens a serem votados, em caráter semipresencial, está o substitutivo da Câmara ao projeto de lei que institui o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert).

A proposta do PL 699/2023 é estimular investimentos na implantação, ampliação e modernização da infraestrutura voltada à produção nacional de fertilizantes e de seus insumos. De autoria do senador Laércio Oliveira (PP-SE), o texto aprovado no Senado em 2024 foi modificado pelos deputados.

Segundo a senadora Tereza Cristina (PP-MS), relatora da matéria, além de manter a instituição do Profert, “o substitutivo amplia seu escopo para abranger fertilizantes minerais, sintéticos e orgânicos, bem como bioinsumos, biofertilizantes, remineralizadores e respectivas matérias-primas”.

Custas judiciais

Também está na pauta o PL 429/2024, que estabelece novas regras para o pagamento de custas judiciais e cria fundos para financiar a Justiça Federal e o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

De autoria do próprio tribunal, o projeto recebeu parecer favorável do senador Eduardo Gomes (PL-TO) na forma de um substitutivo. A matéria começou a ser discutida em Plenário pelos senadores em dezembro do ano passado, mas acabou sendo retirada de pauta.

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Além de tratar da atualização e do reajuste anual das custas judiciais da Justiça Federal e do STJ, o texto estabelece o Fundo Especial da Justiça Federal (Fejufe) e o Fundo Especial do Superior Tribunal de Justiça (Festj).

Sem parecer

Estão pendentes de parecer o PL 1.872/2025, que cria e estrutura o Fundo de Fortalecimento da Cidadania e Aperfeiçoamento do Ministério Público da União (FMPU) e o PL 1.881/2025, que institui o Fundo de Fortalecimento do Acesso à Justiça, Promoção dos Direitos Fundamentais e Estruturação da Defensoria Pública da União.

Também ainda não tem parecer o PL 3.289/2026, que altera as regras do Programa de Venda em Balcão (ProVB) para incluir mais produtos destinados à alimentação animal e também estabelece a realização de leilões públicos para formar estoques de produtos agrícolas. A matéria foi apresentada na Câmara em 2011, pelo senador Beto faro (PT-PA), quando ainda era deputado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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