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POLITÍCA NACIONAL

Regulamentação da reforma tributária reduz alíquotas para hotéis, bares e restaurantes

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POLITÍCA NACIONAL

O texto aprovado ontem (18) pelo Plenário da Câmara dos Deputados para regulamentar a reforma tributária (PLP 68/24) fixa alíquotas equivalentes a 60% da alíquota geral para restaurantes, bares, lanchonetes e operações de fornecimento de alimentação.

Estarão de fora do regime específico os fornecimentos de alimentação para empresas, eventos ou para aviação civil, alimentos e bebidas não alcoólicas compradas de terceiros para revenda e bebidas alcoólicas, ainda que preparadas no estabelecimento.

Com parecer favorável do relator, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), as gorjetas serão excluídas da base de cálculo até 15% do valor total de alimentos e bebidas fornecidos.

Segundo a Receita, a maior parte dos bares e restaurantes se enquadra no Simples Nacional e não pagaria esses tributos no regime normal, pois eles apenas substituirão os atuais na arrecadação única do Simples.

Hotelaria
No caso de serviços de hotelaria (inclusive flats e airbnb), parques de diversão e parques temáticos, a alíquota será também de 60% da geral.

Transporte de passageiros
Quanto ao transporte de passageiros, o projeto da reforma tributária prevê situações diferenciadas. Os transportes públicos coletivos ferroviário e hidroviário de caráter urbano, semiurbano e metropolitano terão isenção do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que unifica o ICMS e o Amazônia Legal ou em capitais regionais (São Luís/MA ou Natal/RN, por exemplo), centros sub-regionais (tais como Patos de Minas/MG ou Rio Claro/SP), centros de zona (Arapongas/PR ou Tupã/SP, entre outras cidades) ou centros locais, assim definidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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No entanto, caberá ao Ministério de Portos e Aeroportos regulamentar o tema.

Agências de turismo
Também com alíquota de 60% da geral, as agências de turismo deverão descontar da base de cálculo os repasses para os fornecedores dos serviços intermediados e incluir comissões e incentivos pagos a terceiros que atuaram em nome da agência.

O contribuinte de IBS e CBS contratante dos serviços das agências poderá se apropriar de créditos na compra.

Sobre bens e serviços adquiridos pelas agências poderão ser aproveitados créditos, desde que não dedutíveis da base de cálculo, caso, por exemplo, de serviços de limpeza ou material de escritório.

Empresas de futebol
O PLP 68/24 reproduz as regras da Tributação Específica do Futebol (TEF) da Lei 14.193/21, aplicável às Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs), mas a alíquota fica um pouco maior.

Por esse regime, esses clubes de futebol pagarão 4% a título de Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e contribuições para o INSS. Atualmente, esse percentual já é aplicado, mas inclui o PIS/Cofins.

Com a proposta, a CBS, que substitui o PIS/Cofins, será de 1,5% sobre a receita. O IBS fica em 3% (metade para estados e metade para municípios).

A base de cálculo de todos esses tributos é a receita recebida, inclusive aquela referente a:

– prêmios e programas de sócio-torcedor;

– cessão dos direitos desportivos dos atletas;

– cessão de direitos de imagem; e

– transferência do atleta para outra entidade desportiva ou seu retorno à atividade em outro clube.

Quanto aos créditos, poderão ser aproveitados apenas aqueles relativos às operações de transferência de jogadores. Nas transferências internacionais, o ganho da SAF pela vinda de jogadores (importação) será tributado normalmente, mas a negociação do atleta para o exterior será considerada exportação, gozando de imunidade de CBS e IBS.

Outros esportes
Quanto a outros esportes, haverá redução de 60% das alíquotas para a prestação de serviços de educação desportiva (aulas de natação, atletismo, por exemplo) pelo contribuinte regular.

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A mesma redução será aplicada à gestão e exploração do desporto por associações e clubes esportivos filiados a federação ou confederação, valendo inclusive para a receita de venda de ingressos; fornecimento oneroso ou não de bens e serviços (inclusive ingressos) por meio de programas de sócio-torcedor; cessão dos direitos desportivos dos atletas e transferência de atletas para outra entidade desportiva ou seu retorno.

Organismos internacionais
Em relação a repartições consulares, diplomáticas e organismos internacionais com representação no Brasil, após verificação do regime aplicado às representações brasileiras no país de origem, haverá isenção de IBS e CBS para operações com bens e serviços, seja das entidades ou dos seus funcionários, nos termos de regulamento.

Defesa nacional
Serviços e produtos adquiridos pela administração pública e relacionados à segurança nacional terão 60% de redução das alíquotas de IBS e CBS. Entre os serviços estão contemplados os de tecnologia da informação, de manutenção e reparo de veículos e equipamentos militares.

Quando a sociedade for estrangeira e um mínimo de 20% de seu capital estiver em posse de sócio brasileiro, o desconto também poderá ser aplicado.

Entre os bens, figuram desde aviões, blindados, navios, explosivos e rações para tropas até dispositivos de segurança cibernética.

Nesse item, Reginaldo Lopes incluiu vários serviços direcionado a celulares que contarão com alíquota reduzida se prestados à administração pública a título de segurança nacional e da informação:

Entre eles, destacam-se:

  • serviço de localização, bloqueio ou seguro de dispositivo perdido ou furtado para proteção de informações pessoais;
  • serviço de proteção e ressarcimento de transações bancárias indevidas, motivadas por furto, roubo ou sequestro;
  • serviço de conexão protegida e de criptografia para dispositivos;
  • identificação e alerta de arquivos maliciosos ou de alterações para acessar informações

Comunicação institucional
Por fim, o PLP 68/24 reduz em 60% as alíquotas de serviços de comunicação institucional prestados à administração pública direta, autarquias e fundações públicas.

Estão incluídos os serviços relacionados ao gerenciamento de páginas eletrônicas e redes sociais, assessoria de imprensa e relações públicas.

Nesse ponto, o texto aprovado reforça que os fornecedores desses serviços estão sujeitos à alíquota padrão quando o adquirente não seja o setor público mencionado (empresa pública de economia mista, por exemplo).

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Marcelo Oliveira

Fonte: Câmara dos Deputados

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Sessão com sete curtas encerra disputa pelo 28º Troféu Câmara Legislativa nesta sexta (18)

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Uma sessão exclusiva para curtas-metragens brasilienses, com sete filmes, encerra, nesta sexta-feira (18), a disputa pelo 28º Troféu Câmara Legislativa. A exibição é gratuita e ocorre às 18h, no Cine Brasília, e às 19h45, no Complexo Cultural de Planaltina e na Universidade Católica de Brasília – Bloco G (Taguatinga). Após a apresentação, no auditório do Cine Brasília, os filmes são debatidos. Os vencedores serão anunciados no sábado (19), durante o encerramento do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Quem abre a sessão é a animação O Jardim Mágico, de Naira Carneiro e Carlon Hardt, com a aventura de dois amigos que descobrem um tesouro mágico. O curta traz mensagens sobre generosidade e o potencial dos verdadeiros tesouros. Em seguida vem Rima, de Josianne Diniz, que conta a história do motorista de ônibus Sebastião e da estudante Ludmilla, ambos têm forte conexão com o rap e são compositores de rimas.

O documentário Madre, dirigido por Talita Carvalho e Carol Matias, acompanha a Ambar, venezuelana refugiada no Brasil, que sente saudades de sua terra natal e do mar. O curta ficcional Dora é dirigido por Murilo Abreu. A personagem é mãe solo do menino Bernardo. Com a chegada do aniversário da criança, que aguarda ansiosamente para comemorar a data com o pai ausente, ela precisa se organizar para garantir que o filho fique seguro.

De Rafael Ribeiro Gontijo, Impostor retrata o golpista Daniel, que tem a rotina abalada quando um rosto do passado cruza o caminho do trapaceiro. Não Há Crime no Plano Piloto, dirigido por Gabriel Machado, se passa em um futuro distópico, no qual a elite brasiliense é resguardada do resto da cidade por um muro. O último curta da noite é o também ficcional Ar-Dor, de Mike Peixoto, com a história de Arduino, atendente de um disque-chamada erótico, que se projeta nas fantasias de estranhos.

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Mostra Brasília – 28º Troféu Câmara Legislativa

sexta-feira (18/9)

Cena de O Jardim Mágico (Divulgação)

O Jardim Mágico, de Naira Carneiro e Carlon Hardt,

Animação, 6 min, 2025

Classificação indicativa: livre

Sobre os diretores

Naira Carneiro é atriz, dançarina e musicista, com longa trajetória na Cia Os Buriti, onde atua desde os seis anos de idade.

Carlon Hardt é artista gráfico e animador, com percurso no cinema, na música e nas artes visuais.

Cena de Rima (Divulgação)

Rima, de Josianne Diniz

Híbrido, 18 min, 2026

Classificação indicativa: 12 anos

Sobre a diretora

Josianne Diniz dirigiu e roteirizou o curta-metragem “Cidade Afluente” (2025), mostrado no 13º Festival de Curta-Metragem de Brasília (2025); “Só Quem Tem Raiz” (2023), selecionado ao 25° Troféu Câmara Legislativa, Cinema no Olho da Rua (2024) e Festival de Cinema Inflável (2025); além de “Onde Mora o Afeto” (2018), exibido no Recifest (2018) e Festival de Cinema de Taguatinga (2019).

Cena de Madre (Emilia Silberstein)

Madre, de Talita Carvalho e Carol Matias

Documentário, 2025, 21min

Classificação indicativa: livre

Sobre as diretoras

Talita Carvalho é jornalista e documentarista, com foco em gênero e saúde pública. Dirigiu a série “Brasil, Aqui Tem SUS”.

Carol Matias é documentarista e diretora de fotografia. Dirigiu “No Rastro das Cargueiras” e fotografou, entre outros, “A Câmara”, de Cristiane Bernardes e Tiago Aragão, longa vencedor do prêmio do Júri Popular do 26° Troféu Câmara Legislativa

Cena de Dora (Marcus Tibery)

Dora, de Murilo Abreu

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Ficção, 19min, 2026

Classificação indicativa: livre

Sobre o diretor

Murilo Abreu é graduado em Audiovisual pela Universidade de Brasília. Trabalhou em produções cinematográficas da cidade em diversas funções, como assistência de câmera, atuação e produção. Dora é a sua primeira direção e roteiro, o qual divide com Caroline Mascarenhas

Cena de Impostor (Divulgação)

Impostor, de Rafael Ribeiro Gontijo

Ficção, 20min, 2026

Classificação indicativa: 14 anos

Sobre o diretor

Rafael Ribeiro Gontijo estreou na direção com o curta “Inflamável” (2024), exibido em festivais nacionais e internacionais. Em 2025, lançou o primeiro longa, o documentário “Menino Quem Foi Seu Mestre?”, que concorreu ao 27° Troféu Câmara Legislativa. Dirigiu os curtas “Impostor” e “O Mito do Demolidor”, e prepara “Onça”. Atua também como diretor de fotografia

Cena de Não há crime no Plano Piloto (Divulgação)

Não há crime no Plano Piloto, de Gabriel Machado

Ficção, 18min, 2026

Classificação indicativa: 16 anos

Sobre o diretor

Gabriel Machado é sócio da produtora brasiliense Ada Audiovisual. Atualmente, trabalha na pós-produção de seu longa de estreia, “Do Terceirão Pra Vida”, que dirige e roteiriza. Dirigiu os curtas “Sob Concreto” (2023), selecionado pelo XV Cinefantasy, e “Despedida” (2022), exibido no IV Cinema Urbana. Atua como assistente de direção e diretor de fotografia. É bacharel em Audiovisual e mestre em Comunicação pela UnB.

Cena de Ar-Dor (Josianne Diniz)

Ar-Dor, de Mike Peixoto

Ficção, 18min, 2026
Classificação indicativa: 14 anos

Sobre o diretor

Mike Peixoto é professor no curso de Cinema e Mídias Digitais do Centro Universitário IESB desde 2014. Doutor em Imagem e Som pela UnB. Roteirista e co-diretor do curta-metragem “Estupor” (2019). Desenvolve pesquisa sobre linguagem e estética do audiovisual com foco no cinema brasileiro contemporâneo.

Fonte: Câmara Legislativa – DF

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