POLITÍCA NACIONAL
Presidente da comissão do novo Plano Nacional de Educação quer participação de alunos e professores
POLITÍCA NACIONAL
Eleita presidente da comissão especial da Câmara dos Deputados sobre o Plano Nacional de Educação 2024-2034 (PL 2614/24), a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) anunciou que o trabalho do colegiado terá a participação de professores e estudantes de todo o Brasil e será transparente. A parlamentar disse esperar que a polarização fique de fora do debate, que será realizado não só no Congresso Nacional, mas também nos estados e nos municípios.
“O último plano trazia objetivos tão necessários para o nosso país e não pôde ser alcançado em sua plenitude. Na ponta há alunos e professores, inúmeros trabalhadores da educação, que se viram sem apoio e sem o respaldo necessário. Eles vão ser centrais neste debate que faremos aqui”, afirmou Tabata. “As metas devem ser ousadas, mas devem ser factíveis e fiscalizadas, com a responsabilização de quem não as cumprir”, garantiu.
Novo PNE
O projeto do novo Plano Nacional de Educação (PNE), enviado ao Congresso pelo governo federal, prevê 18 objetivos a serem cumpridos até 2034 nas áreas de educação infantil, alfabetização, ensinos fundamental e médio, educação integral, diversidade e inclusão, educação profissional e tecnológica, educação superior, estrutura e funcionamento da educação básica.
O novo plano substitui o que está atualmente em vigor (2014-2024), que teve sua vigência prorrogada até o fim deste ano.
Mudanças
A comissão especial que vai analisar o novo PNE foi instalada nesta terça-feira (29). Além de Tabata Amaral, os deputados Pedro Uczai (PT-SC), Socorro Neri (PP-AC) e Rafael Brito (MDB-AL) foram eleitos para ocupar a 1ª, a 2ª e a 3ª vice-presidência do colegiado, respectivamente. Para a relatoria, Tabata indicou o deputado Moses Rodrigues (União-CE).
Moses Rodrigues declarou que todas as mudanças que a Câmara fará terão o objetivo de melhorar a proposta. “Meu perfil será de ouvir bastante todos os senhores e todas as senhoras para construir um relatório que possa trazer um resultado positivo que o Brasil tanto espera”, afirmou.
Presente à instalação, o secretário-executivo do MEC, Leonardo Barchini, disse esperar que os parlamentares pensem nos profissionais da educação e aprovem um plano à altura dos desafios do Brasil.
“Metade das escolas deste país não tem um laboratório, 48% não têm uma quadra esportiva. A gente tem muito a caminhar e precisa de mais financiamento. Isso não pode ser esquecido na discussão do plano”, orientou Barchini. “Não podemos cair na armadilha de discutir que o salário do professor é bom demais. O professor ainda ganha 83% da média do salário dos outros profissionais com educação superior.”
Comissão especial
A reunião de instalação da comissão especial foi presidida pelo deputado Átila Lins (PSD-AM). O presidente da Comissão de Educação, deputado Maurício Carvalho (União-RO), também participou.
O colegiado é integrado por 34 deputados titulares e igual número de suplentes. Eles terão prazo inicial de dez sessões do Plenário da Câmara para concluir a análise do projeto do novo PNE, contado a partir desta terça.
Tabata Amaral disse que o ritmo de trabalho será acelerado, com duas e até três audiências por semana, a fim de que o projeto seja votado e enviado em tempo hábil aos senadores.
A próxima reunião da comissão será realizada em 6 de maio, às 14h30, para apresentação do plano de trabalho do relator e votação de requerimentos.
Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Ana Chalub
Fonte: Câmara dos Deputados
POLITÍCA NACIONAL
Lei determina avaliação da qualidade de hospitais
A partir de agora, hospitais particulares deverão passar por avaliações da vigilância sanitária sobre a qualidade dos serviços de saúde, com divulgação periódica dos resultados.
É o que estabelece a Lei 15.524, que cria a Estratégia Nacional de Controle e Avaliação da Qualidade da Assistência à Saúde prestada pela Iniciativa Privada. A nova norma foi sancionada pela Presidência da República e publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (29).
Os padrões de qualidade e atributos de qualificação deverão ser definidos pelo órgão nacional de vigilância sanitária, diz o texto. Os estabelecimentos que descumprirem as regras poderão receber multa diária entre R$ 5 mil e 500 mil. A penalidade será aplicada sem prejuízo da responsabilidade civil por danos à saúde do paciente ou por descumprimento de normas de proteção ao consumidor.
De acordo com a lei, os padrões de qualidade e os atributos de qualificação deverão observar no mínimo as seguintes diretrizes:
- garantia da segurança do paciente, por meio da adoção de tratamentos efetivos, conforme comprovação científica, e dos mecanismos necessários para prevenção e recuperação de sua saúde;
- disponibilização de recursos institucionais (corpo técnico, estruturas e processos de cuidado) em quantitativo suficiente para atendimento ágil dos pacientes, evitando-se longas esperas e atrasos potencialmente danosos à saúde;
- cuidado responsivo e centrado no paciente;
- equidade, sendo vedadas distinções de tratamento, especialmente em virtude de gênero, religião, etnia, localização geográfica e condição socioeconômica;
- cumprimento efetivo das normas expedidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Os padrões de qualidade previstos na nova lei aplicam-se também aos estabelecimentos públicos de saúde, que devem ser alvo de avaliação e divulgação dos resultados, na forma de regulamento.
Origem da lei
A norma jurídica teve origem no Projeto de Lei (PL) 287/2024, apresentado pelo então senador e atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino.
Com relatório favorável do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), o texto foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) em 2025. Em seguida, a matéria foi encaminhada à Câmara dos Deputados, onde foi aprovada neste mês e encaminhada à sanção presidencial.
Em 2012, o ex-senador Flávio Dino perdeu o filho Marcelo, de 13 anos. O garoto havia sido internado em um hospital de Brasília após uma crise de asma. Dino e a mãe de Marcelo, Deane Fonseca, processaram o hospital e a equipe médica.
Na ação, eles argumentam que a médica responsável pelo atendimento abandonou o posto da UTI pediátrica, o que provocou demora no atendimento. Em outubro de 2025, o hospital foi condenado a pagar uma indenização aos pais.
Com Agência Câmara
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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