POLITÍCA NACIONAL
Funasa lança Casa do Saneamento para reforçar debate na COP30, em Belém
POLITÍCA NACIONAL
O presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Alexandre Motta, apresentou à Câmara dos Deputados a “Casa do Saneamento na COP30”. O espaço será inaugurado em Belém (PA) no dia 30 de setembro e funcionará durante a Conferência da ONU sobre Mudança do Clima, prevista para novembro também na capital paraense.
Segundo Alexandre Motta, a casa será um ambiente de debates, difusão de conhecimento e busca de soluções conjuntas para metas de segurança hídrica e universalização do saneamento. “A gente vai inaugurar nesse evento e vai deixar a Casa do Saneamento aberta, inclusive durante a COP, para servir como espaço de apoio e ampliar a capacidade de ação pelo saneamento básico no Brasil”, disse.
O anúncio foi feito nesta terça-feira (23) em audiência da Comissão de Desenvolvimento Urbano, realizada a pedido do coordenador da Frente Parlamentar em Defesa do Saneamento Público, deputado Joseildo Ramos (PT-BA).
O parlamentar afirmou que o saneamento deve ser discutido de forma integrada. “Quem fala de saneamento tem que falar de saúde, saneamento e meio ambiente. É uma solução que tem que ter um olhar tripartite, senão não acontece absolutamente nada”, afirmou.
Desafios da Funasa
A audiência também discutiu os desafios atuais da Funasa, criada nos anos 1990 a partir da fusão da Fundação Serviços de Saúde Pública (Fsesp) com a Superintendência de Campanhas em Saúde Pública (Sucam).
Em 2023, a fundação chegou a ser extinta por meio da Medida Provisória 1156/23, que perdeu a validade sem votação final. A Funasa foi recriada no mesmo ano e passa por reestruturação. Hoje, está presente em 26 estados e conta com cerca de mil servidores, 65% do quadro original.
Alexandre Motta demonstrou preocupação com o envelhecimento da equipe. A fundação tem 23 mil aposentados e 80% dos servidores ativos com mais de 56 anos. “Nós precisamos recompor a força de trabalho e trazer servidores mais jovens”, disse.

Atuação
A Funasa concentra suas ações em municípios de até 50 mil habitantes, que representam 88% das cidades brasileiras, além de áreas rurais em todo o País. Para 2025, o orçamento é de R$ 667 milhões.
Entre as metas estão:
- reforçar o Programa Nacional de Saneamento Rural;
- retomar ações de formação e assistência técnica;
- ampliar a atuação na região Norte.
Alexandre Motta destacou que, embora o desafio seja nacional, a região Norte precisa de tratamento diferenciado.
O deputado Joseildo Ramos afirmou que “o saneamento público escancara as desigualdades sociais no país”. Ele criticou a Lei 14.026/20, que atualizou o marco do saneamento, por ampliar a participação privada no setor sem priorizar áreas rurais e menos favorecidas.
Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Geórgia Moraes
Fonte: Câmara dos Deputados
POLITÍCA NACIONAL
Comissão aprova regras gerais para o diagnóstico precoce de câncer de pulmão no SUS
A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que estabelece diretrizes nacionais para o rastreamento e diagnóstico precoce do câncer de pulmão no Sistema Único de Saúde (SUS).
A proposta tem como objetivo reduzir as taxas de mortalidade e aumentar a sobrevida dos pacientes por meio da detecção antecipada da doença, que é a principal causa de morte por câncer no Brasil.
Para a autora do projeto, deputada Flávia Morais, a medida é urgente devido ao impacto econômico e social do diagnóstico tardio, que eleva custos assistenciais e causa perdas significativas de produtividade.
Texto aprovado
Foi aprovada a versão do relator, deputado Geraldo Resende (PSDB-MS), que ajustou a proposta original – Projeto de Lei 2550/24, da deputada Flávia Morais (PDT-GO) – para adaptar o texto à legislação já existente.
O substitutivo estabelece como diretrizes o desenvolvimento de ações educativas, a capacitação permanente de profissionais de saúde, o uso de estratégias de saúde digital e o estímulo à busca ativa de grupos de alto risco na atenção primária.
A principal mudança em relação à proposta original é a flexibilização dos critérios técnicos no texto da lei. Enquanto o projeto recomendava especificamente a realização anual de tomografia computadorizada de baixa dose para indivíduos de alto risco entre 50 e 80 anos, o substitutivo aprovado removeu esse detalhamento operacional.
A intenção, segundo o relator, é evitar o “engessamento” da prática médica e permitir que as ações a serem adotadas simplesmente sigam protocolos clínicos e processos de incorporação de tecnologias em saúde do Ministério da Saúde.
O texto também prevê a integração das ações de identificação precoce com programas de cessação do tabagismo, em consonância com a Política Nacional de Controle do Tabaco.
Próximas etapas
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada agora pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para se tornar lei, o texto precisa da aprovação da Câmara e do Senado.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub
Fonte: Câmara dos Deputados
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