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POLITÍCA NACIONAL

Especialista propõe análise de custo-benefício para priorizar investimentos públicos em saúde e educação

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POLITÍCA NACIONAL

O Centro de Estudos e Debates Estratégicos (Cedes) da Câmara dos Deputados promoveu, nesta quarta-feira (13), uma conferência com o acadêmico dinamarquês Björn Lomborg. O debate girou em torno de como governos podem “fazer mais com menos”, utilizando a análise de custo-benefício para priorizar investimentos que tragam o maior retorno social possível. Segundo Lomborg, o que gestores públicos devem se perguntar é onde o dinheiro investido trará o maior benefício.

Lomborg apresentou um ponto de vista polêmico sobre as mudanças climáticas, questionando se o investimento maciço nessas políticas é a forma mais eficaz de melhorar o bem-estar humano. Embora reconheça que o aquecimento global é um problema real, ele afirmou que o cenário não representa o “fim do mundo” diante da capacidade de adaptação humana.

O pesquisador ilustrou a ideia comparando o impacto de desastres naturais em diferentes contextos econômicos. “Um furacão que atinge o Haiti, que é muito pobre, traz muita destruição. Mas um furacão que atinge a Flórida, que é rica, o problema é limitado e não é tão desastroso”, comparou.

A partir desse exemplo, Lomborg justificou que o investimento em crescimento econômico gera prosperidade e, consequentemente, resistência contra eventos climáticos.

Números e prioridades
Björn Lomborg apresentou ainda dados comparativos para sustentar a tese de priorização. Segundo ele, as políticas atuais de “zero líquido” de emissões de carbono até 2050 podem custar anualmente cerca de US$ 27 trilhões para gerar um benefício de apenas 4,5 trilhões. “É como gastar R$ 7 para fazer R$ 1 de benefício”, afirmou.

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Em contraste, o acadêmico apontou a educação e a saúde como investimentos de alto retorno. No caso da educação, ele defende intervenções como a pedagogia estruturada e o uso de softwares educativos poderiam entregar R$ 65 de benefício social para cada real investido. Na saúde, políticas simples, como a ressuscitação neonatal para bebês que não conseguem respirar ao nascer, poderiam salvar milhares de vidas a um custo muito baixo, de acordo com Björn Lomborg.

Questionamentos
Durante o evento, o discurso de Lomborg enfrentou questionamentos do público sobre sua aplicabilidade na realidade brasileira, onde desastres ambientais frequentemente deixam pessoas desalojadas e geram clamor público por soluções imediatas. A dúvida levantada foi se esse tipo de lógica de longo prazo conseguiria emplacar em um cenário de urgência humanitária.

Outro ponto de divergência surgiu quanto ao valor do bem-estar de outras espécies. Lomborg respondeu que, apesar de as pessoas se preocuparem com as baleias nos oceanos, por exemplo, a vida humana deve ser a preocupação central.

“Se as pessoas morrerem de desastres naturais, de frio, de calor, nós vamos nos preocupar sobre as mudanças climáticas. Isso será nossa preocupação central, não virá da biodiversidade”, disse Lomborg. “A minha pergunta seria: quanto você gastou no seu apartamento e quanto você gastou com as baleias?”.

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Critérios
Representantes da Câmara e especialistas destacaram a relevância de qualificar o debate sobre o gasto público.

O deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA), presidente do Cedes, disse que governos precisam tomar decisões orientadas por evidências. “Fazer mais com menos deve ser um compromisso inadiável, com a eficiência do gasto público e a melhoria real da vida das pessoas.”

O ministro Nauê Bernardo Azevedo, do Tribunal Superior Eleitoral, ressaltou a importância de entender o desenho das políticas para que o investimento chegue efetivamente à ponta, beneficiando quem mais precisa.

Já o consultor-geral da Câmara, José Evande Araújo, reforçou que a análise de custo-benefício não é um exercício abstrato, mas um “instrumento concreto para melhorar a vida das pessoas”.

A consultora-geral adjunta, Elisangela Moreira Batista, lembrou que, diante da escassez de recursos, as escolhas possíveis devem ser fundamentadas em critérios transparentes e técnicos.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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CLDF e Hemocentro promovem mutirão para doação de sangue

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Nesta terça-feira (25), a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) e a Fundação Hemocentro de Brasília (FHB) promoveram um mutirão para doação de sangue em frente ao parlamento. A ação foi possível com a utilização da unidade móvel do Hemocentro. Ao todo, foram coletadas 50 bolsas.

Uma delas foi obtida do gestor público Leonardo Barreto da Costa, doador frequente do Hemocentro. A rotina teve início depois de Barreto ter sido eletrocutado aos 22 anos. Após o acidente, ele precisou de doações devido à amputação do braço direito. “Fico feliz de ter a possibilidade de doar, muitas pessoas não podem, procuro doar para quem precisa.”

Cristiane Leite de Menezes, servidora da CLDF, aproveitou a facilidade da unidade móvel presente na Casa para contribuir com a campanha de doação. “Sou doadora frequente, mas já fazia mais de três meses que não doava. O meu sangue é O+, que é do doador universal. Eu acho importante, porque, a qualquer momento, alguém pode ter um acidente, alguma coisa, e precisar de uma doação”, disse.

Leonardo Costa é doador desde que precisou passar por transfusões após um acidente (Erika Brito)

A iniciativa proposta pelo Núcleo de Enfermagem (Nenf) da CLDF e o Hemocentro contou com 74 doadores, entre funcionários e estagiários da Câmara, além do público externo. A servidora do Nenf Bárbara de Albuquerque destacou que a comodidade para os funcionários é um diferencial e incentiva mais doações. Bárbara ainda explica que a CLDF e o Hemocentro têm a missão da cidadania como pilar.

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Essa foi a segunda campanha de doação de sangue na Câmara Legislativa e o objetivo agora é que ela aconteça anualmente. A gerente de Coleta do Hemocentro, Thais Carneiro, frisa que as coletas externas são fundamentais para a recomposição do estoque, especialmente na época da seca.

As condições básicas para doar sangue são:

  • Estar bem de saúde;

  • Ter entre 16 e 69 anos (Menor de 18 anos deve apresentar o formulário de autorização e cópia do documento de identidade com foto do pai, mãe ou tutor/guardião. Idosos devem ter realizado pelo menos uma doação de sangue antes dos 61 anos);

  • Pesar mais de 51 kg;

  • Dormir pelo menos seis horas, com qualidade, na noite anterior à doação;

  • Não ingerir bebida alcoólica nas 12 horas anteriores à doação;

  • Não fumar duas horas antes da doação;

  • Não estar em jejum.
     

Além disso, é obrigatório apresentar documento de identificação oficial com foto, em bom estado de conservação. Também são aceitas as versões digitais dos documentos em aplicativos oficiais;

Não doe sangue se:

  • Tem ou teve um teste positivo para HIV;

  • Teve hepatite após os 11 anos de idade;

  • Tem doença de Chagas;

  • Teve algum tipo de câncer, incluindo leucemia;

  • Tem graves problemas no pulmão, coração, rins ou fígado;

  • É diabético com complicações vasculares ou em uso de insulina;

  • Foi submetido a transplante de órgãos ou de medula;

  • Utilizar piercing na boca ou na região genital;

  • Estiver grávida.

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Espere para doar sangue se:

  • Está gripado ou resfriado: aguardar 7 dias. Se febre, aguardar 14 dias;

  • Está amamentando: aguardar o bebê completar um ano de vida;

  • Fez tatuagem ou piercing: aguardar 12 meses após o procedimento. O prazo pode diminuir para seis meses se o candidato à doação apresentar foto do registro do estúdio na Vigilância Sanitária e nota fiscal do estabelecimento;

  • Fez endoscopia ou colonoscopia: aguarde seis meses após o procedimento;

É importante estar bem alimentado para doar sangue, assim como beber bastante água desde o dia anterior à doação. Pelo menos três horas antes, evite alimentos gordurosos, como açaí, abacate, leite e seus derivados (queijo, iogurte, manteiga…), massas, frituras, ovos, maionese, sorvete, chocolate, etc. Se for doar após o almoço, aguarde duas horas. A refeição deve ser leve, com carnes grelhadas, saladas, arroz e feijão sem gorduras.

A próxima coleta externa será realizada na Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) em 3 de setembro. Essa ação foi realizada com o apoio da Associação dos Servidores, Ex-servidores e Pensionistas da Câmara Legislativa do Distrito Federal (Assecam), Associação dos Consultores Técnico-Legislativos da CLDF (ACTL), Sesc e Caesb.
 

Fonte: Câmara Legislativa – DF

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