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POLITÍCA NACIONAL

Em Genebra, Hugo Motta defende diálogo, cooperação e diplomacia

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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que os desafios do mundo atual exigem mais diálogo, cooperação e diplomacia por parte dos parlamentos e dos governos. Segundo ele, o contexto internacional está marcado por crescentes tensões geopolíticas, intolerância, protecionismo e enfraquecimento do multilateralismo.

Motta participou, nesta terça-feira (29), da Sexta Conferência Mundial de Presidentes de Parlamento, organizada pela União Interparlamentar (UIP), no Palácio das Nações, em Genebra, na Suíça. Em seu discurso, ele defendeu a renovação das instituições internacionais, para que sejam mais representativas, eficientes e eficazes para todos os países.

“Temos a responsabilidade de assegurar que nossos respectivos governos nacionais respeitem a Carta das Nações Unidas, redobrem esforços para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e trabalhem pela implementação do Pacto para o Futuro, recentemente adotado pela Assembleia Geral da ONU”, defendeu Motta.

Reciprocidade econômica
Em meio às tensões econômicas entre Brasil e Estados Unidos, Motta lembrou que o Parlamento brasileiro aprovou a Lei de Reciprocidade Econômica para garantir ferramentas adequadas para responder a práticas discriminatórias contra produtos brasileiros.

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“É uma resposta serena, mas firme, em linha com a nossa profunda preocupação com o uso de medidas comerciais unilaterais para fins protecionistas e para ingerência em assuntos internos de outros países”, destacou.

Hugo Motta acrescentou que a diplomacia parlamentar está entre as prioridades do Parlamento brasileiro. “Como principais guardiões da democracia em nossos países, temos de ser também os arquitetos de um futuro em que a razão deve prevalecer sobre a força, em que o entendimento deve substituir a confrontação, em que construamos pontes e não muros”, disse Motta.

Sustentabilidade
Motta destacou o papel do Parlamento na agenda do desenvolvimento sustentável. Segundo ele, a COP 30 será o momento para mostrar ao mundo o papel central do Congresso brasileiro na agenda do desenvolvimento sustentável.

“Em matéria de sustentabilidade, estamos comprometidos com a transição energética e com metas ambiciosas de descarbonização. Aprovamos marcos históricos como as leis do Hidrogênio Verde, do Combustível do Futuro, do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa, da Mobilidade Sustentável, da Adaptação Climática e da Energia Offshore”, elencou.

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Inteligência artificial
Motta também afirmou que o Parlamento brasileiro tem buscado avançar no projeto de lei que regulamenta a inteligência artificial, com o objetivo de promover a inovação, salvaguardar direitos e mitigar riscos no seu uso.

Ele ressaltou ainda que outras propostas em análise visam proteger crianças e adolescentes, prevenir crimes com o uso de inteligência artificial e promover o uso consciente das tecnologias digitais.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Rachel Librelon

Fonte: Câmara dos Deputados

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PECs do fim da escala 6×1 e da segurança pública chegam à CCJ do Senado

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, despachou na tarde desta sexta-feira (21) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) duas propostas de emenda à Constituição (PECs): a que trata do fim da escala 6×1 (PEC 221/2019) e a PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025).

No último dia 14, Davi já havia apontado as duas matérias entre as prioridades da pauta do Senado. Na CCJ, a PEC do fim da escala 6×1 terá como relator o senador Omar Aziz (PSD-AM). Já a PEC da Segurança Pública terá o senador Rogério Carvalho (PT-SE) na relatoria.

Fim da 6×1

A PEC do fim da escala 6×1 foi aprovada na Câmara dos Deputados em 27 de maio. O texto tem o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) como primeiro signatário. A proposta altera a Constituição para reduzir a carga horária máxima de trabalho para 40 horas semanais.

A PEC também garante dois dias de repouso semanal remunerado, sem diminuição de salário. A mudança será aplicada progressivamente e inclui exceções para trabalhadores com regimes diferenciados e para aqueles com salários mais elevados e diploma de nível superior.

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Prazos

A PEC prevê que 60 dias após a promulgação da nova emenda constitucional, a jornada semanal no país passará para 42 horas, já com dois dias de repouso remunerado por semana – um deles, preferencialmente, no domingo. Depois de 12 meses, a nova carga máxima de trabalho por semana será definitivamente de 40 horas.

O texto aprovado preserva a possibilidade de acordos e convenções coletivas, inclusive para regimes diferenciados, como a escala 12×36 (12 horas trabalhadas por 36 horas de descanso) atividades essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana. Além disso, estabelece que lei futura poderá definir regras especiais, nesses casos, para a jornada de trabalho e os dias de folga.

Segurança

A PEC 18/2025, aprovada na Câmara dos Deputados no dia 4 de março, reorganiza o sistema de segurança pública no país. A proposta redefine as fontes de financiamento do setor, incluindo a destinação de parte da arrecadação das apostas esportivas aos fundos nacionais de segurança pública e do sistema penitenciário.

A proposta assegura como competência comum a todos os órgãos de segurança pública encaminhar, por meio de sistema eletrônico integrado, o registro das infrações penais de menor potencial ofensivo diretamente ao Judiciário. Regras de cooperação e compartilhamento de informações também estão entre os pontos tratados na PEC, que é de iniciativa do Executivo.

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Quórum

Se aprovadas na CCJ, as PECs ainda precisam ser confirmadas no Plenário, onde precisam conquistar o apoio de três quintos dos senadores — o equivalente a 49 votos, no mínimo, em dois turnos. Depois de aprovada, a emenda é promulgada em sessão solene do Congresso Nacional.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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