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Deputado defende inclusão de pessoas neurodivergentes; assista

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A Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados discutiu, nesta quarta-feira (13), a inclusão de pessoas neurodivergentes no mercado de trabalho. Especialistas e ativistas na defesa de pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) e transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) defenderam que empresas adotem medidas de adaptação para atender às necessidades desse público.

A psicóloga Adriana Reis, que é filha e mãe de pessoas com autismo, propôs a adoção de ações “neuroafirmativas” para a criação de ambientes laborais mais acolhedores. Segundo ela, não é a pessoa com deficiência que deve se adaptar ao ambiente. “É o ambiente que tem que ser inclusivo para que ela possa estar inserida”, afirmou.

O deputado João Daniel (PT-SE), que foi quem pediu a audiência, disse que a inclusão desse público exige não apenas aperfeiçoamento da legislação, mas também mudanças culturais.

“Precisamos aprovar leis que garantam a inclusão, a participação e os direitos dessa população, que tem muito a contribuir com a sociedade”, disse Daniel, acrescentando que é preciso ainda combater qualquer tipo de preconceito, ódio ou tratamento discriminatório.

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Projeto na Câmara
João Daniel é autor do Projeto de Lei 5499/23, que institui a Política Nacional de Proteção às Pessoas Neurodivergentes. O parlamentar argumenta que a legislação atual tem lacunas, especialmente em relação a critérios para considerar alguém como pessoa com deficiência.

A proposta, que tramita em caráter conclusivo, já foi aprovada pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; e de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família.

O projeto ainda precisa ser votado por mais quatro comissões na Câmara (Educação; Saúde; Finanças e de Tributação; e Constituição e Justiça) e no Senado.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Dourivan Lima
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

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Comissão aprova punição para organizadores de eventos esportivos que não combaterem discriminação

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A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que prevê punições para organizadores de eventos esportivos que deixarem de adotar medidas educativas e preventivas para coibir práticas discriminatórias. O texto abrange casos de racismo, xenofobia, homofobia, transfobia e violência contra as mulheres.

Pela proposta, as sanções serão aplicadas de forma progressiva e poderão incluir:

  • advertência;
  • multa;
  • impedimento de receber recursos ou benefícios do poder público; e
  • proibição temporária de promover ou participar de atividades ou eventos esportivos.

O texto também determina que os valores arrecadados com as multas sejam destinados aos fundos de esporte de cada esfera de governo. O dinheiro deverá financiar ações educativas de prevenção e combate ao racismo, à xenofobia, à homofobia, à transfobia e à violência contra as mulheres.

Substitutivo
Por recomendação da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), foi aprovado o substitutivo acatado anteriormente na Comissão de Direitos Humanos para o Projeto de Lei 81/21, do ex-deputado Alexandre Frota (SP), e a outro projeto apensado (PL 1869/24).

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Em vez de criar lei sobre atos de racismo e homotransfobia em eventos esportivos, o substitutivo altera a Lei Geral do Esporte para reforçar a responsabilidade de organizações esportivas em prevenir esse tipo de crime.

Laura Carneiro apenas alterou o substitutivo para trocar a menção ao “Fundo de Apoio ao Esporte e Lazer do respectivo estado” por “fundos de esporte de cada esfera de governo”. Ela explicou que a expressão anterior não encontra correspondência precisa na terminologia adotada pela Lei Geral do Esporte.

Integração
A deputada observou ainda que o esporte é um espaço de integração social, de promoção da saúde, da educação e dos valores democráticos, devendo promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Ela lamentou, por outro lado, os casos de racismo e homofobia vistos em estádios brasileiros nos últimos anos.

“Os fatos demonstram que não basta punir o indivíduo infrator: é imprescindível responsabilizar as entidades esportivas que, por omissão ou negligência, deixam de adotar medidas preventivas e educativas para criar um ambiente esportivo seguro, inclusivo e livre de discriminação”, avaliou Laura Carneiro.

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Próximos passos
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Marcia Becker

Fonte: Câmara dos Deputados

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