POLITÍCA NACIONAL
CLDF homenageia corais evangélicos com sessão solene
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A Câmara Legislativa do Distrito Federal sediou a sessão solene “O Evangelho em Louvor: proclamando Jesus Cristo por meio da música” na noite da última segunda-feira (31). Proposta pelo deputado Eduardo Pedrosa (União), a solenidade prestou homenagem aos corais Excelso, Vozes Angelicais e Ágape, reconhecendo o impacto social, cultural e espiritual que esses grupos desempenham há décadas nas comunidades do Distrito Federal.
A mesa diretora dos trabalhos foi presidida por Eduardo Pedrosa e composta pela maestrina Nair Teixeira Silva, do Coral Ágape, pelo pastor e segundo maestro Israel Ronner Nunes, do Coral Excelso, pela primeira maestrina Shirley Souza da Silva, do Coral Excelso, e pelo segundo maestro Rômulo Benício Barbosa, do Coral Vozes Angelicais. A cerimônia contou com a execução solene do Hino Nacional Brasileiro e com a entrega de moções de louvor assinadas pelo presidente da CLDF, deputado Wellington Luiz (MDB), a dezenas de coristas que se destacaram no canto sacro.
O deputado Eduardo Pedrosa destacou que o surgimento e a consolidação dos três corais homenageados estão diretamente entrelaçados com a história de Brasília e com a ocupação da capital por trabalhadores pioneiros, conhecidos como candangos. Segundo o deputado, muitos desses trabalhadores, de confissão cristã evangélica, erguiam templos de madeira provisórios onde cultuavam e proclamavam a palavra de Deus por meio do canto sagrado. “Cada uma dessas instituições musicais traz uma trajetória rica de serviço comunitário e dedicação que atravessa gerações”, afirmou.

O Coral Vozes Angelicais, por exemplo, nasceu em um templo de madeira no Núcleo Bandeirante e se desenvolveu de forma contínua junto à Assembleia de Deus Ministério Madureira de Brasília, tornando-se referência pelas apresentações e cantatas de Natal encenadas na Catedral Baleia. Com apresentações que já cruzaram o país por estados como Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Rio de Janeiro, o grupo conta atualmente com mais de 60 coristas sob a regência do maestro Fábio Silva Alves.
Por sua vez, o Coral Excelso, fruto da Catedral das Assembleias de Deus do Gama, teve início em um modesto barracão de madeira erguido no Setor Leste com o apoio solidário de fiéis do Núcleo Bandeirante e da Vila IAPI. O grupo cresceu sob as regências históricas dos maestros Pedro Miguel da Silva e José Maria Moreira, tornando-se notório por sua qualidade técnica e por revelar músicos de destaque com atuação no cenário nacional e internacional.
Já o Coral Ágape surgiu na Primeira Igreja Batista de Ceilândia, cuja história remonta à transferência da congregação do Núcleo Bandeirante para a nova região administrativa. Fundado pelo pastor Argio Bandeira, o grupo passou pela regência da missionária Ângela Aparecida Alcântara Ribeiro e, posteriormente, foi assumido pela maestrina Nair Teixeira Silva, que segue na liderança de seus quinze coristas.
O maestro Rômulo Benício observou que a atividade do canto funciona como um catalisador de convivência humana saudável, ressaltando que os ensaios representam grandes momentos de diversão e troca mútua entre os integrantes. Shirley Souza da Silva corroborou essa visão, pontuando que o canto coral funciona como um espaço de acolhimento e união de diferentes gerações, reunindo desde crianças e jovens até a terceira idade.

O tema da saúde mental e do poder terapêutico da música foi abordado com profundidade durante a solenidade. A maestrina Nair Teixeira Silva relatou o impacto positivo do coral na vida de participantes que relatam alívio de dores físicas, depressão e crises emocionais agudas, funcionando inclusive como uma importante barreira contra sentimentos de desistência. O deputado Eduardo Pedrosa reforçou esse testemunho compartilhando um relato de sua atuação parlamentar na comunidade de São Sebastião, onde uma mãe em profundo sofrimento psicológico manifestou ter recuperado a vontade de viver ao ser acolhida e envolvida em um projeto comunitário associado à música e à dança.
Ao final da sessão solene, o público presente pôde acompanhar a apresentação musical conjunta dos corais Excelso, Vozes Angelicais e Ágape, realizada na área externa da CLDF. A sessão solene está disponível na íntegra no canal da TV Câmara Distrital no Youtube.
Fonte: Câmara Legislativa – DF
POLITÍCA NACIONAL
Omar diz acreditar na aprovação do fim da 6×1 ainda no esforço concentrado
O relator da proposta que acaba com a escala 6×1 (PEC 221/2019), senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que “a expectativa é boa” para a aprovação da PEC na reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado desta quarta-feira (2). Segundo o relator, a ideia é que a matéria seja enviada imediatamente ao Plenário. A negociação sobre a urgência, acrescentou Omar Aziz, está sendo feita pela líder do governo no Senado, senadora Teresa Leitão (PT-PE).
— É o primeiro item da pauta. A gente espera aprovar na comissão e pedir um calendário especial para votar em Plenário — afirmou o relator, em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (1º), lembrando que, adotando-se um calendário especial, a PEC pode acelerar prazos e ritos e ser votada em dois turnos na mesma sessão do Plenário.
De acordo com Omar Aziz, se houver pedido de vista, a tendência é conceder um prazo mais restrito, como algumas horas. Ele reafirmou que vai manter o relatório da Câmara, sem alterações. O senador, porém, admitiu que há casos específicos de algumas categorias – como a área de transportes, de saúde ou trabalhadores em alto mar – que serão discutidos no futuro, por meio de leis complementares.
Segundo o relator, a PEC não pode ser vista como uma medida eleitoreira. Ele lembrou que a Câmara dos Deputados aprovou a proposta “com mais de 400 votos a favor, com gente de centro, de direita e de esquerda”. Para o senador, trata-se de uma matéria que vai beneficiar 37 milhões de brasileiros, sendo 20 milhões de mulheres, boa parte com jornada dupla, e muitas mães-solo.
— Não é uma PEC sobre um dia de trabalho a menos por semana. É a PEC da empatia — definiu.
Omar Aziz citou a introdução do 13º salário e da redução da jornada semanal de 48 para 44 semanais, como exemplos do passado que indicam que o fim da escala 6×1 não vai quebrar “o país nem o comércio”. Lembrou que vários países já praticam jornadas menores, em alguns casos de 36 ou até 30 horas por semana. O relator disse não crer que a oposição apresente um relatório alternativo.
— Eu não creio que alguém vai votar contra uma matéria dessa. Eu trabalho com a possibilidade de lutar para votar amanhã. O esforço concentrado é para isso. Quem faltar amanhã, vai faltar porque não quer votar o fim da 6×1 — registrou o senador.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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