POLITÍCA NACIONAL
CCJ aprova 17 projetos sobre cultura, homenagens e datas nacionais
POLITÍCA NACIONAL
A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou 17 projetos que reconhecem manifestações culturais como patrimônio nacional, instituem datas comemorativas e homenageiam figuras históricas e artísticas. Entre as propostas estão a inscrição de dom Hélder Câmara no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, o reconhecimento da cultura gaúcha como patrimônio imaterial e a criação do Dia Nacional da Capoeira.
Os projetos de lei aprovados são:
- PL 3716/23, do Senado, que inscreve o bispo católico dom Hélder Câmara no Livro dos Heróis e das Heroínas da Pátria;
- PL 990/21, do deputado Afonso Motta (PDT-RS), que declara a cultura regional gaúcha patrimônio cultural imaterial do Brasil;
- PL 906/24, do deputado Defensor Stélio Dener (Republicanos-RR), que declara a Paixão de Cristo de Mucajaí (RR) patrimônio cultural imaterial do Brasil;
- PL 2343/21, do deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), que altera o nome do aeroporto de Curitiba para Aeroporto Internacional de São José dos Pinhais;
- PL 196022, da ex-deputada Angela Amin (PP-SC), que dá o título de Capital Nacional da Maior Onda do Brasil a Jaguaruna (SC);
- PL 4150/23, do Senado, que declara Robson Sampaio de Almeida patrono do paradesporto brasileiro. Ele foi o primeiro medalhista paralímpico do Brasil;
- PL 5377/23, da deputada Maria Arraes (Solidariedade-PE), que reconhece a obra artístico-cultural de Lia de Itamaracá, considerada a mais célebre cirandeira do Brasil, como manifestação da cultura brasileira;
- PL 5784/23, do deputado Bibo Nunes (PL-RS), que reconhece a Romaria de Nossa Senhora de Lourdes em Veranópolis (RS) como manifestação da cultura nacional;
- PL 2586/24, do deputado Felipe Carreras (PSB-PE), que reconhece o Festival de Inverno de Garanhuns (PE) como manifestação da cultura nacional;
- PL 2587/24, do deputado Felipe Carreras, que reconhece o evento Encantos do Natal, realizado anualmente em Garanhuns (PE), como manifestação da cultura nacional;
- PL 1280/24, do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) e outros, que cria a Rota dos Tropeiros, nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul;
- PL 7536/10, do deputado Márcio Marinho (Republicanos-BA), que institui o Dia Nacional da Capoeira;
- PL 4368/20, do deputado Pedro Westphalen, que institui o Mês Nacional de Conscientização e Divulgação da Fibrose Cística – Setembro Roxo;
- PL 5034/20, do Senado, que institui o Dia Nacional de Prevenção da Asfixia Perinatal;
- PL 2598/22, do deputado Paulo Folletto (PSB-ES), que institui o Dia Nacional de Combate à Ludopatia;
- PL 2875/23, do Senado, que institui o Dia Nacional do Acolhimento do Paciente Oncológico (com câncer);
- PL 4895/23, do deputado Ismael (PSD-SC), que institui o Dia Nacional da Conscientização sobre os Distúrbios Congênitos da Glicosilação.
A maioria dos projetos tramita em caráter conclusivo na Câmara e não passará pelo Plenário. A única exceção é a proposta que institui o Dia Nacional da Capoeira, que precisará ser analisado pelo conjunto dos deputados.
Os projetos apresentados por senadores (PLs 5034/20, 2875/23, 3716/23 e 4150/23) seguem para sanção presidencial. Os demais vão para o Senado.
Para virar lei, os projetos precisam ser aprovados pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Roberto Seabra
Fonte: Câmara dos Deputados
POLITÍCA NACIONAL
Representantes de movimentos populares pedem aprovação de regras sobre autogestão habitacional
Em audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, representantes de movimentos populares por moradia defenderam a aprovação de projeto de lei que regulamenta o sistema de autogestão habitacional (PL 20/20). A representante da União Nacional por Moradia Popular, Evaniza Lopes Rodrigues, afirmou que o excesso de burocracia atualmente dificulta o financiamento de residências nesse modelo.
Ela lembrou que o programa Minha Casa, Minha Vida já permite financiamento para associações ou cooperativas construírem seus próprios empreendimentos, mas que somente 7% das 3 milhões de moradias novas previstas pelo governo para o atual mandato foram destinadas a projetos de autogestão habitacional.
“A prática da autogestão não é só execução, mas a capacidade de tomar decisões coletivamente, de gerir coletivamente a produção da casa e, depois, a gestão daquela comunidade. E isso, aos longos dos últimos quase 40 anos, gerou conjuntos habitacionais que têm um diferencial muito grande, tanto na sua qualidade construtiva, de projeto, quanto também de organização de permanência, de vínculo das famílias que vão viver naquele lugar”, disse Evaniza Rodrigues.
Projeto de lei
A proposta em análise na Câmara tem como relator o deputado Padre João (PT-MG), que pediu a realização do debate. O texto prevê a propriedade coletiva dos empreendimentos habitacionais por meio de associação ou cooperativa.
O objetivo da medida, segundo os participantes da audiência, é facilitar o acesso das famílias à moradia, já que muitas vezes elas não conseguem financiamento. Além disso, eles destacam que esse modelo estimula a continuidade da organização coletiva dos moradores.
Para o coordenador da Central de Movimentos Populares, Benedito Roberto Barbosa, é necessário financiamento integral por parte do governo federal. De acordo com ele, a lei hoje exige contrapartidas de prefeituras ou governos estaduais, que muitas vezes não fazem essa complementação e inviabilizam a execução de projetos aprovados.
Compra de terrenos
Padre João questionou os participantes sobre a viabilidade de incluir na proposta de lei a previsão de financiamento também para a compra de terrenos onde há ocupações e conflito fundiário.
“Tem uma realidade que eu não sei se a gente conseguiria contemplar com a readequação do projeto, que é quando tem ocupações, às vezes de 10, 15, 20 anos, que estão judicializadas, mas que tem abertura para vender, e a demanda não é recurso para a construção, mas para adquirir o imóvel. Temos que levantar essa situação, se teria como”, questionou.
Na opinião dos representantes de movimentos sociais por moradia, incluir previsão de financiamento para comprar esses terrenos é perfeitamente viável. Uma alternativa, de acordo com Benedito Barbosa, é prever que, nesse caso, a posse da propriedade será da associação ou cooperativa.
O coordenador nacional da Pastoral da Moradia e Favela, Marcelo Toyansk Guimarães, lembrou que atualmente 6 milhões de famílias precisam de uma moradia no Brasil, e 26 milhões vivem em habitações inadequadas.
Reportagem – Maria Neves
Edição – Ana Chalub
Fonte: Câmara dos Deputados
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