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POLITÍCA NACIONAL

Aprovada na CMA, Semana Nacional de Economia Circular vai à Câmara

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A Comissão de Meio Ambiente (CMA) aprovou nesta terça-feira (1º) proposta que institui a Semana Nacional de Economia Circular, a ser celebrada anualmente na semana do dia 27 de junho. A matéria segue direto para a Câmara dos Deputados, salvo recurso para votação em Plenário.

O PL 1.681/2026 define as diretrizes e os objetivos da economia circular, modelo que busca mudar a forma como a sociedade e as empresas consomem e produzem. A proposta também especifica as ações educativas que poderão ser promovidas no período. 

O projeto do senador Jaques Wagner (PT-BA) recebeu parecer favorável do senador Fabiano Contarato (PT-ES).

Economia circular

De acordo com o texto, a economia circular é um sistema que associa a atividade econômica ao reaproveitamento dos recursos finitos, como petróleo, ferro e água, e de resíduos, como plásticos, vidro e papelão, por meio da adição, retenção ou recuperação. Além disso, se baseia nos princípios da redução e da regeneração de resíduos e da circulação de produtos e materiais.

Entre os objetivos da semana estão estimular a inovação e novos modelos de negócios circulares e fomentar a articulação entre governos, setor privado, academia e sociedade civil, de modo que a economia circular se torne diretriz estruturante para todo o território nacional. 

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Durante a semana, também deverão ser divulgadas boas práticas de políticas públicas, iniciativas e projetos que promovam redução, reutilização, reparo, remanufatura, recondicionamento, recuperação, aumento da vida útil de produtos, reciclagem de materiais e regeneração da natureza, visando estimular a sua adoção por cidadãos, empresas e órgãos públicos.

Ações de conscientização

O projeto prevê campanhas educativas nos meios de comunicação, redes sociais e demais canais de mobilização social, além de palestras, seminários, oficinas, exposições abertas ao público, mutirões, feiras e maratonas de reparo, reuso, regeneração da natureza e design circular. O texto determina ainda a realização de gincanas, concursos e reconhecimentos simbólicos relacionados à temática e parcerias com instituições de ensino, empresas e organizações não governamentais para o desenvolvimento de atividades práticas e teóricas, entre outras ações. 

Novo paradigma econômico

Jaques Wagner defendeu em seu projeto que a economia circular representa um novo paradigma de desenvolvimento sustentável, capaz de alinhar crescimento econômico, competitividade industrial, inovação tecnológica e responsabilidade socioambiental. Para ele, sua adoção contribui para a redução de custos e emissões, bem como diminui a pressão sobre os recursos naturais.

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Contarato enfatizou que a matéria busca construir uma cultura de sustentabilidade no Brasil. Segundo ele, o consumo global de materiais triplicou desde a década de 1970, o que prejudica as metas ambientais e de clima. Por isso, o senador destaca que a proposta vai além de uma simples comemoração, pois ajuda a definir ações práticas e a conscientizar a população. A escolha do período homenageia a data de publicação do Decreto 12.082, de 2024, que criou a Estratégia Nacional de Economia Circular.

Audiência pública 

A CMA também aprovou requerimento (REQ 14/2023 – CMA), da senadora Eliziane Gama (PSD-MA), para audiência pública em conjunto com a Comissão de Agricultura (CRA). O objetivo é debater as pautas propositivas do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, do Ministério da Agricultura e Pecuária e o Acordo Comercial Mercosul-União Europeia.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Senado aprova MP do financiamento de veículos para motoristas de aplicativo e taxistas

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O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (1º) a medida provisória que destina recursos para o financiamento de veículos a motoristas de transporte privado de passageiros — incluindo motoristas de aplicativo (motos ou carros), taxistas, cooperativas de taxistas e profissionais de transporte escolar.

A medida provisória (MP 1.366/2026) aprovada pelos senadores mantém a redação que passou ontem na Câmara dos Deputados. A única mudança é uma emenda de redação feita pelo relator da matéria, senador Giordano (Podemos-SP). Agora o texto segue para a sanção da Presidência da República.

Durante a tramitação na Câmara, o texto incorporou dispositivos de outra medida provisória, a MP 1.359/2026, que destina até R$ 30 bilhões para o financiamento da compra de veículos novos que respeitem critérios de sustentabilidade ambiental, social e econômica. O prazo de validade da MP 1.359/2026 termina no próximo dia 15.

A emenda de redação de Giordano fez com que o texto fizesse referência explícita à MP 1.359/2026.

Outra mudança feita na Câmara é a permissão para o financiamento de infraestrutura, equipamentos e renovação da frota do transporte urbano de passageiros ou cargas. O foco principal do governo ao editar a MP 1.366/2026 era a concessão de empréstimos para a compra de motos e motocicletas por entregadores de aplicativo.

A versão aprovada pelos deputados federais também incluiu novas regras para o Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (Fiis), além de incorporar medidas relacionadas ao transporte escolar, à acessibilidade, à transparência e às áreas de trânsito, habitação e indústria de baterias.

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Pagamento flexível

A Câmara também incluiu na MP 1.366/2026 a autorização para que os bancos adotem um sistema de pagamento flexível para as operações. Essa regra permite a cobrança de parcelas com valores diferentes no início e no final do financiamento, com o objetivo de facilitar o acesso ao crédito pelos trabalhadores.

O acesso à linha de crédito fica limitado a um veículo por motorista de transporte privado ou taxista e, no caso das cooperativas, a um veículo por cooperado. O texto também permite o financiamento do seguro do veículo e do seguro prestamista, desde que sejam contratados com o bem financiado.

Além disso, o texto permite o uso da linha de crédito para custear a adaptação de veículos para motoristas com deficiência e para a adaptação de táxis ao transporte de passageiros em cadeiras de rodas.

A medida provisória também trata do financiamento de itens de segurança para mulheres motoristas. Nesse sentido, atribui ao Conselho Monetário Nacional (CMN) a competência para estabelecer taxas, prazos e carências com condições diferenciadas para mulheres.

Agentes financeiros

O texto determina que as linhas financiadas com recursos do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (Fiis) terão como agentes financeiros o BNDES, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Essas instituições poderão habilitar outros agentes financeiros, públicos ou privados, desde que eles assumam os riscos das operações.

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As linhas financiadas com recursos do Fiis terão como agentes financeiros o BNDES, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Essas instituições poderão habilitar outros agentes financeiros, públicos ou privados, desde que eles assumam os riscos das operações.

Durante a tramitação na Câmara, foi retirado do texto a referência explícita às fintechs, mas não foi proibida a participação dessas empresas como agentes habilitados.

Para aderir, os beneficiários deverão autorizar o compartilhamento das informações necessárias à verificação dos critérios de elegibilidade. No caso dos profissionais vinculados a aplicativos, as plataformas digitais serão responsáveis por fornecer os dados.

Transparência

O texto autoriza o uso de recursos do Fiis para financiar a renovação de frota e investimentos relacionados ao transporte urbano. Para reduzir os riscos das operações e ampliar a oferta de crédito, o arranjo prevê a cobertura de garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO) e do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI).

Pelo texto, os bancos divulgarão dados abertos com o número de operações, valores contratados, taxas praticadas e inadimplência, em observância à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O comitê gestor do Fiss deverá encaminhar ao Congresso Nacional um relatório anual de avaliação de impacto social, econômico e ambiental.

Com informações da Agência Câmara de Notícias

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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