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Polícia Militar realiza aula inaugural do 2º Curso de Policiamento em Estádios para 40 alunos

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A Polícia Militar de Mato Grosso realizou a aula inaugural do 2º Curso de Capacitação de Policiamento em Estádios, na tarde desta segunda-feira (01.07), em Cuiabá. A formação busca o aprimoramento da atuação policial dentro de praças desportivas do Estado.

A nova turma é composta por 40 alunos da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Judiciária Civil, Polícia Penal, Guarda Municipal de Várzea Grande e Secretaria de Mobilidade Urbana de Cuiabá (Semob). As aulas serão ministradas na sede do 10º Batalhão da PM, no Ginásio Aecim Tocantins e na Arena Pantanal.

O curso tem duração de 90 horas/aulas e será realizado até o dia 06 de julho. No período, os alunos passarão por formações sobre fundamentos jurídicos da atividade policial em praças desportivas, varreduras de ambientes e técnicas de escolta, defesa pessoal, policiamento de choque, além de atuação prática durante o jogo Cuiabá e Botafogo, na quarta-feira, na Arena Pantanal.

O comandante do 10º Batalhão, tenente-coronel Bruno Marcel Souza Tocantins, ressaltou que Mato Grosso ocupa lugar de destaque dentro do cenário esportivo, o que necessita de uma grande capacitação para que as praças desportivas continuem sendo lugares seguros para receberem grandes eventos, garantindo a segurança da população.

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“O policiamento realizado pelo nosso Batalhão é responsável por receber as torcidas organizadas, o público em geral e realiza o monitoramento por câmeras de segurança. Com isso, o intuito do curso é fortalecer os protocolos de segurança, trocar experiências e atualizar nossos policiais militares e agentes acerca desse importante tema”, explicou o tenente-coronel.

O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Alexandre Corrêa Mendes, destacou que a Arena Pantanal de Cuiabá conta com sistemas modernos de segurança, com vigilância de câmeras pelo Vigia Mais MT, e com uma equipe capacitada para realizar o policiamento, e explicou que a finalidade do curso é deixar a tropa cada vez mais preparada para realização do policiamento.

“Esse trabalho nos estádios é desenvolvido dia-a-dia, não somente nos dias de jogos, mas sim com muito estudo para formulação de estratégias para toda a segurança. Com esse curso, vamos valorizar ainda mais o trabalho exercido pelos nossos policiais, bem como retornar isso para a segurança dos nossos cidadãos que frequentam cada vez mais esses ambientes”, ressaltou o comandante-geral.

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A aula inaugural do curso contou com uma palestra “Técnicas e Táticas de Policiamento em Praças Desportivas”, ministrada pelo capitão Felipe Justo de Carvalho, do 2º Batalhão de Choque da Polícia Militar do Estado de São Paulo. O capitão, que atua há 10 anos com policiamento de grandes eventos, destacou a parceria entre as instituições.

“Temos aqui um intercâmbio e troca de experiências entre as coirmãs, contribuindo com conhecimento de técnicas que utilizamos no nosso Estado e também conhecer os métodos de segurança aplicados aqui, fazendo com que tenhamos um ambiente seguro para todos”, finalizou.

Também participaram da solenidade a comandante-geral adjunta da PM, coronel Francyanne Siqueira Chaves; o corregedor-geral da PM, coronel Fernando Augustinho Oliveira; o comandante do 1º Comando Regional da PM, coronel Wankley Corrêa Rodrigues; o diretor de Ensino, Instrução e Pesquisa da PM, tenente-coronel Anderson Luiz do Prado; secretário-adjunto de Esportes da Secel-MT, Beto Corrêa; o coordenador da Federação Mato-Grossense de Futebol (FMF), Luiz Carlos Dorileo; o subcomandante da Guarda Municipal de Várzea Grande, Alexander Ortiz, entre demais autoridades.

Fonte: PM MT – MT

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Polícia Civil leva debate sobre bullying, ciberbullying e radicalização misógina às escolas de Cuiabá

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A violência contra a mulher não começa com um feminicídio. Ela nasce silenciosa, muitas vezes nos corredores das escolas, nas salas de bate-papo de jogos online, nos comentários anônimos das redes sociais e nos discursos de ódio que se infiltram como verdadeiros “coaches” da masculinidade tóxica.

Para enfrentar essa realidade, a Polícia Judiciária Civil, por meio da Coordenadoria de Polícia Comunitária e dos projetos sociais intensificou palestras nas unidades de ensino, lança um olhar atento e preventivo sobre o fenômeno da intimidação sistemática (bullying), do ciberbullying e da radicalização online em perfis da manosfera e machosfera.

A ação, que integra a campanha de prevenção à violência virtual nas escolas da capital, leva às salas de aula um diálogo franco e desarmado com alunos do ensino fundamental e médio. O objetivo não é apenas punir, mas impedir a formação de novos agressores, desconstruindo a ideia de que “brincadeira de mau gosto” é algo natural ou inofensivo.

“Não é brincadeira”: Investigador alerta para os crimes por trás da tela

Palestrante frequente nas ações da Polícia Civil em Cuiabá, o investigador Ademar Torres de Almeida, tem se dedicado a levar às escolas uma mensagem clara: o bullying e o ciberbullying são violações graves, com consequências jurídicas e emocionais reais. Em suas apresentações, ele utiliza recursos audiovisuais e exposição dialogada para mostrar como apelidos, xingamentos repetitivos, exclusão social e humilhações digitais não se trata de “mera diversão”.

“Precisamos desmontar essa ideia de que colocar apelido ofensivo, isolar o colega ou espalhar um boato é brincadeira. Isso é violência. E quando essa violência ganha as redes ou os chats dos jogos online, ela se multiplica. A Lei nº 14.811/2024 tipificou o cyberbullying como ‘intimidação sistemática virtual’, e os adolescentes precisam saber que responderão por atos infracionais por essas condutas”, alerta o investigador.

Segundo Ademar Torres, um dos pontos mais críticos observados nos diálogos com os jovens é a adesão velada a discursos de ódio contra meninas e mulheres, propagados em comunidades como a manosfera – um ecossistema digital misógino – e seu núcleo mais radical, a machosfera. Termos como Incel, Redpill, Blackpill e MGTOW (Homens Seguindo seu Próprio Caminho) têm sido identificados por pesquisas como mecanismos de radicalização que transformam frustrações em rancor e, em casos extremos, em violência.

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“Quando um aluno começa a reproduzir frases de ódio contra as colegas, a defender que ‘mulher merece sofrer’ ou a consumir conteúdos de influenciadores que pregam a dominação masculina, isso é um sinal de alerta. Estamos falando de um processo de radicalização que começa online e pode terminar em violência real. A escola é o lugar ideal para interromper esse ciclo”, explicou o investigador.

Psicóloga reforça: parceria com a Polícia Civil transforma a escola

A atuação da Polícia Civil nas escolas não acontece de forma isolada. No Colégio Tiradentes da Polícia Militar, em Cuiabá, a psicóloga Renata, da equipe psicossocial da unidade, tem acompanhado de perto os resultados das palestras e rodas de conversa promovidas pelos investigadores. Para ela, a presença da Polícia Civil no ambiente escolar é fundamental para desmistificar o tema e dar segurança jurídica e emocional a alunos e educadores.

“A expressão ‘bullying’ é usada para qualificar comportamentos agressivos no ambiente escolar, praticados de forma intencional e repetitiva, deixando a vítima impossibilitada de se defender. Mas, na prática, muitas crianças e adolescentes não sabem identificar quando estão sendo vítimas ou, pior, quando estão sendo agressores. O trabalho da Polícia Civil, com uma linguagem acessível e exemplos concretos, ajuda a desnaturalizar essa violência. Eles explicam desde o bullying físico até o cyberbullying, incluindo a falsificação de fotos, a disseminação de boatos e a violação de intimidade”, detalha a psicóloga.

Renata destaca que um dos maiores ganhos dessa parceria é a prevenção baseada no diálogo e no acolhimento, e não apenas na repressão. “Quando o investigador entra na sala e fala sobre como os jogos online podem se tornar espaços tóxicos, ou como um comentário misógino em uma rede social não é ‘só uma opinião’, os alunos se sentem provocados a refletir. A escola sozinha não dá conta desse fenômeno digital. Precisamos do Estado, da segurança pública, atuando de forma coordenada. A Polícia Civil tem sido essencial nesse sentido”, afirmou.

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O que diz a lei e o papel da escola

O coordenador da Polícia Comunitária, delegado Mario Dermeval, ressalta que as ações da Polícia Civil nas escolas de Cuiabá estão amparadas em um robusto arcabouço legal. A Lei Estadual nº 9.724/2012 determina a inclusão de medidas de conscientização e combate ao bullying nos projetos pedagógicos de Mato Grosso. Já a Lei Federal nº 13.185/2015 instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, e a Lei nº 13.663/2018 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para obrigar as escolas a promoverem ações de prevenção à violência e cultura de paz.

De acordo com o material utilizado nas palestras, as formas mais comuns de bullying vão além do físico e incluem o bullying psicológico (amedrontar, perseguir), moral (difamar, caluniar), verbal (insultos, apelidos humilhantes), sexual (assediar), social (isolar, excluir), material (furtar ou destruir pertences) e o virtual ou cyberbullying (humilhações online, invasão de perfis, envio de mensagens ofensivas).

Prevenção como projeto de Estado

Segundo o gerente de Polícia Comunitária, investigador Nilton César Cardoso, as ações da Polícia Civil na capital têm por referência os projetos sociais de prevenção e o Programa Escola Segura que visa a prevenção eficaz aliada a educação transformadora, integrada no território escolar. Ao final das palestras, fica a mensagem central: os algoritmos das redes sociais e os chats dos jogos online não podem ditar o que é certo ou errado. A responsabilidade é coletiva. Como bem sintetizou o Investigador.

Serviço

Escolas públicas e privadas de Cuiabá que desejarem agendar palestras sobre bullying, ciberbullying, prevenção à violência virtual e enfrentamento à radicalização misógina podem entrar em contato com a Polícia Civil. As ações são gratuitas e voltadas a alunos do ensino fundamental e médio.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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