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Polícia Civil indicia autores de homicídio de casal encontrado carbonizado em Rondonópolis

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá), concluiu o inquérito policial que apurava o crime de duplo homicídio, ocorrido no mês de abril, em que o corpo de um casal foi encontrado carbonizado. 

Nas investigações, duas pessoas tiveram a participação identificada no crime, sendo que um dos suspeitos teve o mandado de prisão cumprido, na última sexta-feira (16.12), na Cadeia Pública de Primavera do Leste, onde já se encontrava preso. O segundo identificado também teve a ordem de prisão decretada pela Justiça e é considerado foragido. 

Os investigados foram indiciados pelos crimes homicídio duplamente qualificado pelo motivo torpe e com emprego de fogo. 

O crime que vitimou o casal, Janelise Gonçalves Mota e João Vitor Ribeiro da Silva, ocorreu no dia 22 de abril, no local conhecido como “Estrada da Galileia, zona rural de Rondonópolis, onde os corpos das vítimas foram encontrados carbonizados. 

Assim que tomou conhecimento dos fatos, a equipe da DHPP de Rondonópolis iniciou as investigações, descobrindo que o casal estava envolvido no crime de latrocínio, que vitimou Laudemy de Souza Serafim, ocorrido dias antes, na data de 17 de abril, no município de Primavera do Leste. 

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Após o crime, o casal fugiu para Rondonópolis, onde se hospedou em um hotel no centro da cidade, sendo as vítimas encontradas mortas dias depois. 

Segundo as investigações da DHPP, o filho da vítima do latrocínio é integrante de uma associação criminosa e encomendou a morte do casal, com o fim de vingar a morte do pai. Além do mandante do crime, as investigações também identificaram o suspeito envolvido na execução do casal.

Diante dos fatos, a delegada responsável pelas investigações, Karla Peixoto Ferraz, representou pela prisão preventiva dos suspeitos, que foi deferida pela Justiça. O mandado de prisão contra o executor foi cumprido na Cadeia de Primavera do Leste, onde ele já estava preso por outro crime. 

A equipe da DHPP continua as diligências para localizar e prender o mandante do crime.

Fonte: PJC MT

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Operação da Polícia Civil mira grupo que manipulava imagens de adolescentes e vendia como conteúdos pornográficos

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A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (27.5), a Operação Máxima Proteção, para cumprir três ordens judiciais em Juína, Sinop e Cacoal (RO), visando desarticular um grupo investigado pela produção, armazenamento e comercialização de conteúdos pornográficos ilícitos envolvendo manipulação digital de imagens de adolescentes.

A investigação conduzida pela Delegacia de Juína começou após a identificação de quatro adolescentes, alunos de uma escola particular do município, suspeitos de envolvimento no caso. Com o avanço das apurações, a Polícia Civil também identificou a participação de maiores de idade, o que levou à abertura de um inquérito para aprofundar as investigações.

Até o momento, aproximadamente 30 vítimas foram identificadas em Juína, a maioria adolescentes, estudantes de duas escolas particulares do município e também do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT).

Segundo a investigação, os suspeitos usavam uma ferramenta de inteligência artificial para alterar e criar conteúdos falsos com aparência realista, dificultando a identificação da fraude.

Durante as diligências, os elementos técnicos demonstraram que os investigados produziam montagens pornográficas ilícitas utilizando imagens das vítimas, armazenavam os arquivos em dispositivos eletrônicos e serviços de nuvem, além de compartilharem os conteúdos com terceiros. A investigação apontou que as práticas ocorriam de forma reiterada e organizada, com divisão implícita de funções entre os envolvidos.

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As apurações indicam ainda que dois adolescentes, ambos de 15 anos, passaram a explorar economicamente os conteúdos produzidos, cobrando valores que variavam de R$ 30 por fotografia a até R$ 120 por vídeo.

Os extratos bancários analisados revelaram movimentações financeiras compatíveis com atividade ilícita, demonstrando recebimentos frequentes, diversidade de remetentes e compatibilidade com os valores negociados nas conversas obtidas durante a investigação.

A análise dos dados identificou compradores distribuídos em diversos estados da federação, incluindo Minas Gerais, Pará, Rondônia, Tocantins e Bahia, evidenciando o caráter interestadual da prática criminosa e aumentando a complexidade investigativa.

Também foi constatado que os suspeitos utilizavam perfis falsos em redes sociais, com identidades femininas fictícias, utilizados para divulgação dos conteúdos ilícitos, contato com compradores e simulação de legitimidade. O Facebook era a principal plataforma utilizada pelo grupo.

As investigações apontam que os envolvidos atuavam de forma minimamente organizada, com produção sistemática de conteúdo pornográfico ilícito, compartilhamento de ferramentas tecnológicas, divisão de tarefas e planejamento financeiro.

No estado de Rondônia, a operação teve como alvo um homem de 20 anos, investigado por participação nos fatos apurados. O mandado de busca e apreensão contra ele foi cumprido pela equipe de Juína, com apoio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cacoal (RO), após levantamento do Núcleo de Inteligência (NI) do Núcleo de Inteligência da Delegacia de Cacoal.

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Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes previstos no Art. 241-C da Lei nº 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente), além de outros delitos eventualmente identificados no decorrer das investigações.

“A Operação Máxima Proteção reforça o compromisso da Polícia Civil com a proteção integral de crianças e adolescentes e destaca a importância da conscientização sobre os riscos e consequências do uso criminoso de ferramentas de manipulação digital”, afirmou o delegado Jean Andrade Araújo.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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