MATO GROSSO
Sema capacita profissionais para Manejo e Contenção de Animais Silvestres em Eventos Climáticos Extremos
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) está promovendo o III Simpósio de Manejo e Contenção de Animais Silvestres em Eventos Climáticos Extremos. A capacitação é realizada em parceria com o Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), Instituto Urihi e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis em Mato Grosso (Ibama).
A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, ressaltou a importância da iniciativa para fortalecer a execução do plano de ação emergencial. “Temos um território desafiador, e a atuação integrada é fundamental para ampliar a vigilância, o atendimento à fauna silvestre e as ações preventivas, por meio da orientação a turistas, proprietários de pousadas, comerciantes e produtores rurais Nossa missão é de levar esse conhecimento e mostrar que os estados estão preparados atuando em conjunto para promover a melhor resposta tanto em políticas públicas como em campo. Durante toda a semana vamos aprimorar a nossa capacidade de cooperar e integrar as nossas ações estratégicas”.
O evento ocorre no auditório Arne Sucksdorff, na Sema, entre os dias 8 e 12 de junho e também será composto por aulas de campo. Na parte prática será aplicado uma espécie de simulado integrado, que cria eventos de desastre com animais de grande e pequeno porte, como forma de demostrar os desafios enfrentados na vida real pela fauna silvestre.
O vice-presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Mato Grosso, Leny Rosa, destaca que os médicos veterinários desempenham papel estratégico nos desastres ambientais, agindo diretamente no resgate, manejo e reabilitação dos animais atingidos. “Esta parceria demonstra o compromisso institucional com a formação continuada, o fortalecimento das equipes de resposta e a valorização dos profissionais que estarão na linha de frente durante o enfrentamento. Temos a convicção de que a capacitação deixara um legado importante para o estado, padronizando e avançando nos protocolos de atuação e fortalecendo nossa capacidade operacional de salvar vidas”.
O curso tem como objetivo capacitar profissionais que atuam na área para que as respostas aos desastres ambientais decorrentes das mudanças climáticas, estiagem prolongada e incêndios de grandes proporções ocorram de forma célere e eficiente. Participam do evento, servidores da Sema-MT, Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado ,Pantanal (Gretap-MS) , CRMV-MT, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), Corpo de Bombeiros, Ibama e profissionais autônomos.
A superintendente do Ibama em Mato Grosso, Cibele Xavier, ressaltou a importância da integração entre instituições em prol da proteção ambiental. “Quando profissionais de várias áreas se encontram é possível trocar experiência, conjunção de esforço e planejamento. Nesta lógica que a gente trabalha fortalecendo as parcerias, compreendendo os trâmites para que faça o atendimento de forma mais seguro, rápido e eficiente.
Na parte teórica estão sendo realizadas palestras sobre Gestão do Fogo, resgate de fauna no estado, trabalho integrado, sensoriamento remoto básico, manejo de pequenos animais, técnicas de contenção, transporte e manutenção e cuidados pré-hospitalares.
Representantes do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso (CBMMT) destacaram que é importante participar da capacitação pelos resultados, explorar conhecimento e trocar experiência com a responsabilidade de atuar na maneira mais eficiente possível. “A capacitação já entrou no nosso cronograma de cursos, faz parte do planejamento operacional do Corpo de Bombeiros. É uma oportunidade de estar capacitando nossos servidores para atuar com eficiência neste tema tão importante”, avaliou o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-coronel BM Heitor de Souza.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis
A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).
O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.
A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.
Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.
Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.
“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.
A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.
Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.
Foto: Layse Ávila | Setasc-MT
“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.
Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.
“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.
O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.
Fonte: Governo MT – MT
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