MATO GROSSO
Sema abre inscrições para 1ª reunião de revisão do decreto sobre logística reversa
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema) abriu inscrições para as instituições interessadas em participar da primeira reunião do Grupo de Trabalho responsável pela revisão do Decreto Estadual nº 1.455/2025, que trata da destinação adequada e a logística reversa de produtos no estado.
O encontro será realizado em formato híbrido, na sexta-feira (11.7), às 14h, no Plenarinho da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), com transmissão via Microsoft Teams. Para participar, os interessados devem preencher o formulário de inscrição. Após o envio, os participantes receberão por e-mail e telefone a confirmação e o link de acesso à reunião.
A reunião é aberta a todos os interessados no tema, especialmente aos representantes de órgãos e entidades indicados na Portaria nº 751/2025/SEMA/MT, que instituiu o grupo de trabalho no dia 26 de junho.
Durante o encontro, será iniciado o processo de revisão do decreto, abordando a definição de metas, prazos, fluxos obrigados e demais instrumentos de regulamentação da logística reversa no estado de Mato Grosso.
A reunião acontece em um momento estratégico, logo após o lançamento do Sistema de Logística Reversa (SISREV-MT), realizado no dia 30 de junho. A nova plataforma é a ferramenta oficial para a consolidação das informações prestadas pelos responsáveis por sistemas de logística reversa no estado, promovendo uma melhoria da rastreabilidade, eficiência e transparência da política estadual de resíduos sólidos.
*Com supervisão de Clênia Goreth
Fonte: Governo MT – MT
MP MT
Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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