MATO GROSSO
Seduc e CBM promovem formatura dos alunos das Escolas Estaduais Militares Dom Pedro II concluintes do Ensino Médio em 2025
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) e o Corpo de Bombeiros Militar (CBMMT) promoveram, nesta quarta-feira (17.12), a cerimônia de formatura dos estudantes da Escola Estadual Militar Dom Pedro II Presidente Médici que concluíram o Ensino Médio em 2025. A solenidade, na Arena Pantanal, em Cuiabá, reuniu autoridades, incluindo a primeira-dama e patronesse das turmas, Virgínia Mendes, familiares e membros da comunidade escolar.
O evento marcou o encerramento de mais uma etapa da formação educacional dos estudantes, destacando valores como disciplina, respeito, responsabilidade e civismo.
A solenidade contou com a presença do secretário de Estado de Educação, Alan Porto, e do comandante-geral adjunto do CBM, Coronel BM Rony Robson Cruz Barros, representando o comandante-geral do CBM, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra. Eles ressaltaram a importância das escolas militares na formação integral dos jovens e no fortalecimento da educação pública.
Para Alan Porto, os estudantes são embaixadores da educação pública do estado. “Sabemos que essa jornada foi marcada por muitos dias e noites de estudo, provas e avaliações. Essa cerimônia é fruto da dedicação de vocês”, disse.
O secretário completou a fala afirmando que “essa solenidade marca o fim desse ciclo de estudos, mas esse momento marca o início de uma nova jornada. Não desistam de seus sonhos, persistam em seus objetivos e continuem a sonhar, pois vocês têm o potencial de alcançar o que desejarem”.
Para o Coronel Rony, a formatura representa mais do que a conclusão de um ciclo. Ela simboliza esforço, superação, disciplina e compromisso com o aprendizado.
“Aos formandos do terceiro ano, essa fase de descoberta e crescimento marca o início de uma trajetória de construção de sonhos. Que vocês levem a curiosidade e a vontade de aprender para as próximas etapas”.
O secretário de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT), coronel César Roveri, incentivou os estudantes a manterem o foco nos estudos e a perseverarem em sua formação. “Tenho certeza de que vocês serão grandes profissionais que representarão Mato Grosso, seja no setor privado, seja no setor público”, disse ele.
Os familiares acompanharam com emoção cada momento da solenidade, que simboliza o esforço coletivo entre alunos, professores, instrutores e equipe pedagógica.
Para a estudante Gabriela Cavalcante, os 4 anos de estudo na escola foram cheios de aprendizado e de muita evolução. “Assim como a escola evoluiu na questão do militarismo, nós também evoluímos como alunos militares e como pessoas”.
De acordo com ela, “a maturidade chegou num bom momento para mim. Eu me permiti viver o militarismo e viver bem todos os anos que eu estive dentro da escola”, completou.
A mãe da estudante, Edilândia Cavalcante, não escondeu a emoção ao falar da filha. “Esse momento representa um passo importante na vida dela. Este momento é mais um degrau em direção a voos mais altos”.
A mãe também afirmou que sempre incentiva a filha a buscar seus objetivos sem rebaixar outras pessoas. “A interação com pessoas diferentes, com profissionais diferentes, sempre nos enriquece e nos torna melhores. É isso que sempre ensinei a ela”, disse a mãe, emocionada.
Na cerimônia, os formandos participaram do juramento e de outros atos simbólicos que integram o rito militar. Os estudantes do 3º ano, Maria Eduarda Fonseca de Souza, Leonardo Nascimento da Silva e Gabrieli Quadros Aguiar receberam Medalhas do Mérito do Ensino do Bombeiro Militar.
A medalha é concedida a oficiais e praças que prestaram serviços relevantes no processo pedagógico e de ensino bombeiro militar, sendo também entregue a estudantes que demonstraram desempenho notável durante o ano.
Fonte: Governo MT – MT
TJ MT
Quando um filho chama
Há um instante pequeno, quase invisível, em que a paternidade se revela: um filho chama, e o pai decide se continua o que estava fazendo ou olha para ele e o escuta. É uma cena comum, dessas que os adultos deixam passar. A criança pode guardá-la por muito tempo.
No Dia dos Pais, é natural celebrar afeto, cuidado e dedicação. A data também deixa uma pergunta incômoda: quando nossos filhos pensarem em nós anos depois, do que se lembrarão? Talvez esqueçam o que lhes demos. Dificilmente esquecerão como se sentiram ao nosso lado.
Quem trabalha na Justiça conhece as consequências de vínculos que se romperam ou nunca chegaram a se formar. Processos de reconhecimento de paternidade, pensão alimentícia e convivência familiar trazem histórias marcadas por espera, conflito e ausência. A lei pode reconhecer o vínculo, exigir sustento e proteger direitos. Nenhuma decisão judicial, porém, consegue fazer um pai parar e ouvir o filho com interesse.
Nos processos de família, os autos registram as versões dos adultos, mas a infância continua enquanto o caso é analisado. A rapidez importa. O tempo de uma criança não espera o andamento do processo. Um ano de demora pode atravessar uma etapa inteira de sua formação e transformar distância em costume.
Nenhum pai sabe tudo, embora muitos sintam que deveriam ter respostas para tudo. O filho precisa se aproximar sem achar que está incomodando quando o pai trabalha, usa o telefone ou está cansado. É preciso ouvi-lo antes de responder, perceber quando o silêncio esconde alguma coisa e reconhecer os próprios erros. Uma tarde comum pode ficar na memória por décadas porque o pai interrompeu o que fazia e permaneceu ali.
Muitos homens receberam pouco dos próprios pais e acabam repetindo a única forma de convivência que conheceram: disciplina sem ternura e afastamento. Esse passado ajuda a explicar a dificuldade, mas não precisa determinar o próximo gesto. Um pai pode pedir perdão, aproximar-se sem discurso e aprender, mesmo tarde, a demonstrar afeto.
Nenhum filho convive com um pai perfeito. Convive com um homem que trabalha, se cansa, erra e às vezes chega tarde à conversa necessária. Um pai pode morar longe e continuar presente. Há homens que não geraram uma criança, mas assumiram seu cuidado. Ao reconhecer a falha, o pai pode reconstruir a relação. A indiferença repetida ensina o filho a não esperar.
Toda criança tem direito a sustento, proteção e convivência. Há uma necessidade que nenhum processo consegue medir: saber que sua existência importa para alguém. Quando encontra essa certeza no pai, o filho ganha segurança para enfrentar a vida e tem condições de não repetir com os próprios filhos as ausências com que cresceu.
Muitos filhos esquecerão o presente dado ao pai neste domingo. Anos depois, uma conversa na cozinha ou a tarde em que o pai percebeu que havia algo errado poderá voltar à memória com nitidez inesperada. Ninguém planeja essas lembranças. Elas surgem enquanto a vida comum acontece: o telefone deixado sobre a mesa e uma conversa sem pressa.
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