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Secretário de Saúde tranquiliza pacientes da Santa Casa: “ninguém ficará desassistido”

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MATO GROSSO

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) apresentou aos deputados da Assembleia Legislativa um planejamento para a migração de serviços do Hospital Estadual Santa Casa, em Cuiabá. A reunião ocorreu na manhã desta quarta-feira (20.8), na Casa de Leis, e contou com a presença do secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.

“O Governo do Estado está concentrando esforços para que a Santa Casa continue sendo uma unidade de saúde que preste serviço ao Sistema Único de Saúde (SUS) – seja administrada diretamente pelo Estado ou por uma instituição terceira, que atue na área da saúde”, declarou o gestor.

Conforme dados apresentados pela SES, 70% das demandas atendidas pelo Hospital Estadual serão remanejadas para outras unidades de saúde e o restante está na fase final de estudo.

O secretário enfatizou que é preciso aguardar o avanço do leilão do prédio para que sejam definidas as próximas etapas, mas garantiu que nenhum paciente ficará desassistido. “Posso assegurar e tranquilizar os pacientes que estão sendo atendidos na Santa Casa, seja na área oncológica ou na nefrologia, que nenhum paciente irá ficar desassistido”, disse.

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Figueiredo ainda informou que, desde 2019, o Hospital Estadual Santa Casa recebeu robustos investimentos do estado para melhorar a sua infraestrutura, contudo, devido ao fato de ser um prédio antigo, não foi possível habilitar os leitos para cofinanciamento do Governo Federal.

Em contrapartida, o Hospital Central contará com 80 leitos de UTI – o dobro da quantidade da Santa Casa –, sendo que todos eles poderão ser habilitados.

“Com o Hospital Central, iremos dobrar o número de procedimentos ofertados e melhoraremos a nossa receita, pois poderemos habilitar esses leitos juntos ao Ministério da Saúde e receber recursos da União, o que infelizmente não acontece com a Santa Casa”, explicou.

O deputado estadual Júlio Campos presidiu a reunião e elogiou a disponibilidade do secretário em apresentar o planejamento à Assembleia. “Foi uma audiência muito importante, com a presença do secretário de saúde, que trouxe a nós um esclarecimento com relação à situação da Santa Casa de Cuiabá”, concluiu.

Também participaram da reunião os deputados Paulo Araújo, Carlos Avallone, Eduardo Botelho, Janaina Riva, Gilberto Cattani, Edna Sampaio, Lúdio Cabral, Chico Guarnieri e Fabinho Tardin.

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Fonte: Governo MT – MT

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MP MT

MP investiga suspeita de irregularidade no tratamento da água

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A 6ª Promotoria de Justiça Cível de Tutela Coletiva do Consumidor da Capital notificou a concessionária responsável pelo abastecimento de água em Acorizal, a Prefeitura Municipal e a agência reguladora para que adotem medidas e prestem esclarecimentos à população sobre a qualidade da água distribuída no município. A medida foi tomada após uma fiscalização conjunta que identificou a suposta utilização de cal destinada à construção civil no processo de tratamento da água fornecida aos moradores. Diante dos indícios encontrados e dos possíveis riscos à saúde pública, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) instaurou procedimento para apurar a regularidade dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário na cidade. A investigação foi motivada por denúncias encaminhadas aos canais de atendimento do Ministério Público, relatando possíveis irregularidades nos sistemas de tratamento de água e esgoto do município. A promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos solicitou a realização de uma fiscalização conjunta com a Vigilância Sanitária Estadual, a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) e o Procon-MT. Durante a inspeção, realizada no dia 18 de agosto, as equipes encontraram sacos de cal utilizados na construção civil dentro da Estação de Tratamento de Água (ETA). Segundo o relatório da fiscalização, o material estaria sendo empregado no processo de tratamento da água distribuída à população.
De acordo com a promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos, a recomendação tem como objetivo assegurar transparência e garantir que os moradores recebam informações claras sobre a qualidade da água consumida e as providências adotadas pelos responsáveis pelo serviço.
“É fundamental que a população tenha acesso a informações sobre a qualidade da água consumida e sobre as providências adotadas para garantir a segurança do abastecimento. A prioridade é proteger a saúde dos moradores e assegurar a regularidade do serviço”, destacou a promotora.
Na recomendação expedida pelo MPMT, os órgãos e entidades notificados devem informar à população as condições atuais do abastecimento, as medidas adotadas para garantir a potabilidade da água e as ações de monitoramento. Também foi solicitada a divulgação periódica dos resultados das análises e das providências implementadas para assegurar a qualidade da água distribuída no município. Além disso, foi estabelecido o prazo de cinco dias para que os notificados apresentem ao MP informações sobre medidas adotadas.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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