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Seciteci implanta programa Jovem Aprendiz EAD para atender jovens de 10 municípios da região Araguaia

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A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) implantou o Programa Jovem Aprendiz EAD, na Escola Técnica Estadual de Barra do Garças para atender estudantes de 10 municípios, numa parceria com 15 empresas privadas. 

A modalidade está sendo ofertada para estudantes do curso técnico de assistente administrativo da unidade de ensino técnico. 

A oportunidade atinge adolescentes e jovens dos municípios de Campinápolis, Canarana, Cocalinho, Colíder, Nova Bandeirantes, Nova Xavantina, Novo São Joaquim, Ribeirão Cascalheira, São Félix do Araguaia e Vila Rica.

O programa foi implantado após o Ministério do Trabalho autorizar a realização da parte teórica do programa de forma remota, em uma medida excepcional para atender as necessidades das regiões que não contam com instituições de formação presencial destinada a jovens aprendizes. 

Com duração de 18 meses, o curso de assistente administrativo é uma oportunidade para jovens entre 14 e 24 anos se capacitarem em funções administrativas básicas. Os participantes vão aprender sobre organização de documentos, atendimento ao cliente, gestão de agendas, técnicas de comunicação empresarial e utilização de softwares de escritório.

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As aulas teóricas serão intercaladas com atividades práticas em ambientes de trabalho simulados ou reais. Os alunos, sob a supervisão de profissionais, vão poder aplicar o conhecimento adquirido e ganhar experiência no mercado de trabalho, sendo preparados para atuar em equipe, com ética e responsabilidade.

Além de oferecer uma formação profissional aos jovens, o programa também visa beneficiar as empresas com a oferta de mão de obra qualificada para atender a obrigatoriedade de aprendizes, como explicou a coordenadora da Educação à Distância da Seciteci, Eneida Carneiro.

“A proposta é dar oportunidade para aqueles que não conseguem fazer o ensino presencial de jovem aprendiz. E, dessa forma, também ajudar as empresas que possuem uma obrigatoriedade em relação a essa contratação. Pois, se elas não tiverem jovens aprendizes ficariam irregulares diante do Ministério do Trabalho”, afirmou a coordenadora.

As empresas que aderiram a essa primeira turma do programa são: Auto Posto Vale da Serra, Viação Xavante, Rio Novo Transportes e Turismo, Supermercado PagueMenos, Raça Agro, Suprema, Super Coma Bem, Super Frigo, Instituto de Educação ABC, Sollus Construtora e Incorporadora, Queiroz Pereira e Cia, Laticínios Cajes, Mega São Luiz, Masterfarma e SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina.

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*Supervisão de Cayron Fraga

Fonte: Governo MT – MT

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“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

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“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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