MATO GROSSO
Seaf e Empaer unem sustentabilidade e inclusão social na Semana Internacional do Meio Ambiente
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) e a Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer) iniciaram a Semana Internacional do Meio Ambiente com ações voltadas ao cuidado com a natureza e apoio a pessoas em situação de vulnerabilidade. A programação começou com visitas à Pastoral do Migrante e à Fundação Abrigo do Bom Jesus, onde foram plantadas mudas de frutas como maracujá e banana. Também foram entregues alimentos produzidos por agricultores familiares da cooperativa COOPEVEG.
Outra atividade realizada no estacionamento da Seaf/Empaer, onde acontece a feira da Agricultura Familiar durante a semana, é a campanha de distribuição de mudas para a população que adquirir alimentos dos feirantes. As atividades iniciaram na segunda-feira (02).
Na Pastoral do Migrante, que atende cerca de 100 pessoas por mês, a maioria da Venezuela, são oferecidos cursos, três refeições diárias, ajuda com documentos e apoio para os migrantes entrarem no mercado de trabalho.
A secretária da Seaf destacou o valor simbólico da ação. “Olhando para cada um de vocês que vieram de outros países, vi que essa ação de plantio de mudas traz um simbolismo muito grande para cada um de vocês, pois simboliza a responsabilidade com o meio ambiente e mais que florescer, simboliza a vontade do Estado de trazer para vocês um ambiente bonito, de apoio e conexões. A gente espera que vocês tenham um futuro muito melhor nessa cidade”, disse Andreia.
O presidente da Empaer, Suelme Fernandes, também falou com os migrantes. “Vocês que estão chegando em nossa cidade lembrem-se disso quando virem uma árvore ou uma planta, vocês também podem ajudar a construir um lugar melhor para todos. Quanto mais árvores, menor o calor. Deus deixou essa tecnologia pra nós”, salientou.
Durante o encontro, o padre Mauro Verzelleti, diretor do Centro Pastoral para Migrantes, comentou sobre o significado da ação. “Este ano, a Campanha da Fraternidade falou sobre Fraternidade e Ecologia Integral, ligando o cuidado com o próximo e com a natureza. Receber a visita de vocês com o plantio de mudas tem tudo a ver com o momento que estamos vivendo”, disse o padre.
Na visita à Fundação Abrigo do Bom Jesus, que acolhe 99 idosos em situação de abandono ou dificuldade, também foram plantadas mudas frutíferas. “Isso mostra o nosso compromisso com a sustentabilidade e o bem-estar dos idosos que moram aqui e das pessoas que auxiliam no dia a dia da fundação”, ressaltou a secretária da Seaf, Andreia Fujioka.
A presidente do abrigo, Márcia Ferreira agradeceu a parceria do Governo de MT por meio da Seaf e da Empaer. “Em nome da dona Donata, que tem 107 anos, da Bombom, do professor Deiran e do seo Carlos, agradecemos o Governo por escolher a nossa fundação para esta atividade através de vocês. A Seaf já está conosco com o projeto da Horta Inclusiva, e o recurso será liberado ainda essa semana. Nossos idosos gostam de lidar com a terra e agora poderão fazer isso todos os dias. Que a causa do idoso continue presente nas ações de vocês”, ressaltou.
“Parabéns ao Abrigo. Viemos conhecer de perto o trabalho de vocês e mostrar que os idosos também podem contribuir com a sustentabilidade. Esse ato é simbólico, mas mostra que essa causa tem valor para todos nós”, destacou Suelme Fernandes.
O morador do abrigo, professor Deiran Rudy, ficou animado com a atividade. “Fico muito contente com a visita, que para nós é um presente. Tivemos aqui o mestre Geraldo, técnico da Empaer, nos ensinando as técnicas de plantio de maracujá e de outras frutas. Isso traz mais vida ao nosso dia.”
As ações da Semana do Meio Ambiente mostram o compromisso do Governo de Mato Grosso com o cuidado com o meio ambiente e com as pessoas. O plantio de mudas ajuda a melhorar o clima, proteger o solo, incentivar a produção de alimentos em casa e apoiar instituições que fazem a diferença na vida de muitos.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Sema orienta cerca de 300 pequenos produtores em Querência sobre como regularizar suas propriedades
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) reuniu nesta terça e quarta-feira (28 e 29.4), no município de Querência, aproximadamente 300 pequenos produtores para repassar orientações sobre as providências a serem adotadas para regularização ambiental de suas propriedades no Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental (Simcar Assentamento). Os encontros, promovidos nos assentamentos Pingos D’Água e Brasil Novo, reuniram moradores de cinco comunidades.
A mobilização foi viabilizada por meio de uma parceria do órgão ambiental com a Secretaria de Meio Ambiente e Agricultura do município de Querência, Instituto Mato-grossense de Carne (Imac) e Instituto Produzir, Conservar e Incluir (PCI).
Com uma área total de 139.178 hectares, os cinco assentamentos localizados em Querência possuem 1.512 propriedades e registram um percentual de 15,81% de vegetação nativa. O restante é composto por áreas de uso consolidado (49,44%), que foram desmatadas e utilizadas antes de 2008, e de uso antropizado do solo (34,18%), qualquer área onde a vegetação nativa foi removida ou modificada após 22 de julho de 2008, marco temporal previsto no Código Florestal.
As cinco comunidades possuem 158 nascentes mapeadas e estão com embargos emitidos pela Ibama e Sema em várias propriedades.
O diagnóstico foi elaborado pelo Imac com base em dados do Sistema de Cadastro Ambiental (Car Digital 2.0) e produtos cartográficos do Geoportal da Sema.
Segundo a secretária-adjunta de Gestão Ambiental da Sema, Luciane Bertinatto, o primeiro contato com os moradores das comunidades rurais no município de Querência foi positivo e marcou o início da articulação para a regularização fundiária e ambiental dos cinco assentamentos.
“Foram firmadas tratativas para assinatura de um acordo de cooperação técnica com o município, Imac, Incra e associações para viabilizarmos a regularização ambiental dessas propriedades e solução dos embargos. Vamos buscar também o envolvimento do Ibama”, informou a secretária-adjunta de Gestão Ambiental.
Assentamento Brasil Novo
O prefeito municipal de Querência, Gilmar Wentz, ressaltou a importância de a Sema ir até os assentamentos para levar informação e orientação aos pequenos produtores “A regra está imposta no Código Florestal, existe uma metodologia a ser seguida e todos precisam se adequar. Os produtores rurais precisam ser orientados e entender que por mais que Mato Grosso seja grande em soja, milho e algodão, existem culturas alternativas que poderão ser utilizadas para recomposição florestal”, afirmou.
Moradora do assentamento Pingos D´Água, Maria das Graças Lopes Gouveia, 72 anos, conta que mora na comunidade há 27 anos e que o seu maior sonho é conseguir regularizar a sua propriedade. “Depois de tudo que a gente passou aqui, o que ainda está atrapalhando é o embargo do assentamento. O meu sonho é regularizar a minha propriedade para a gente trabalhar em paz”, disse.
Dona de uma área de 62 hectares, Maria das Graças revelou que mantem preservada a área próxima ao rio e sabe da importância de proteger a reserva legal. “Eu nasci na roça e meu pai sempre ensinou que tem que proteger a água, pois precisamos dela para viver. Não tiramos nada de árvore do fundo do nosso lote, onde passa o rio”, assegurou.
Nessa quarta-feira (29), a secretária adjunta de Gestão Ambiental também se reuniu com médio e grandes produtores no Sindicato Rural . O objetivo foi explicar as funcionalidades do CAR Digital 2.0.
Simcar Assentamento
Lançado em novembro do ano passado pelo Governo de Mato Grosso para impulsionar a regularização ambiental, o módulo Simcar Assentamento já tem a adesão de oito municípios.
Além de Querência, também existem articulações para viabilização da regularização ambiental de assentamentos em Tangará da Serra, Barra do Bugres, Nova Olímpia, Alto Paraguai, Sorriso, Lucas do Rio Verde e Várzea Grande. Em todas essas cidades, estão sendo firmados acordos de cooperação técnica com a participação de várias instituições para auxílio aos pequenos produtores.
O módulo Simcar Assentamento possibilita ao Incra e Intermat, órgãos fundiários, efetuar diretamente o cadastro ambiental rural do projeto de assentamento no sistema utilizado pela Sema para análise e aprovação do perímetro.
Após essa análise, é realizada a inclusão da malha de lotes com a individualização de cada beneficiário para que a Sema efetue de forma automatizada o Cadastro Ambiental Rural (CAR) de cada lote.
Com a aprovação do CAR por lote, o imóvel rural que tiver passivo ambiental, seja de área de reserva legal ou de área de preservação permanente, deve assinar o termo de compromisso com o órgão ambiental para recuperação da área degradada em déficit.
Fonte: Governo MT – MT
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